segunda, julho 16, 2018 11:22

Perséfone

maio 30th, 2015

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Pérséfone era a deusa grega das ervas, flores, frutos e perfumes. Filha única de Deméter, deusa da agricultura e Zeus, rei dos deuses olímpicos, Perséfone nasceu quando Deméter era consorte de Zeus, muito antes de seu casamento com a deusa Hera, não sendo portanto fruto de relação extra-conjugal.
Perséfone inicialmente chamava-se Koré, que significa “moça virgem”. Ela era uma jovem de incrível beleza, a qual atraia inúmeros pretendentes. Hermes, Ares, Apolo, Dioniso, entre tantos cortejaram-na, mas sua mãe Deméter rejeitou todos os seus dons e procurou manter sua filha longe da companhia dos deuses. Apesar dos esforços de Deméter para preservar a pureza de sua filha, ela não foi capaz de impedir que Hades, o deus do submundo surgisse de repente diante dela e a raptasse, levando-a consigo para o seu reino.
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Pérséfone era a deusa grega das ervas, flores, frutos e perfumes. Filha única de Deméter, deusa da agricultura e Zeus, rei dos deuses olímpicos, Perséfone nasceu quando Deméter era consorte de Zeus, muito antes de seu casamento com a deusa Hera, não sendo portanto fruto de relação extra-conjugal.
Perséfone inicialmente chamava-se Koré, que significa “moça virgem”. Ela era uma jovem de incrível beleza, a qual atraia inúmeros pretendentes. Hermes, Ares, Apolo, Dioniso, entre tantos cortejaram-na, mas sua mãe Deméter rejeitou todos os seus dons e procurou manter sua filha longe da companhia dos deuses. Apesar dos esforços de Deméter para preservar a pureza de sua filha, ela não foi capaz de impedir que Hades, o deus do submundo surgisse de repente diante dela e a raptasse, levando-a consigo para o seu reino.
Deméter ouviu os gritos de Perséfone e correu para acudi-la, mas já era tarde demais. Nada assinalava a passagem do deus. Somente o ar agitado conservava o vestígio dessa aparição súbita, e as flores caídas atestavam silenciosas uma agitação recente. Apavorada, a pobre mãe não sabia mais aonde ia. Errava pelo lugar, esquecendo seus deveres para com os homens. Normalmente, sua função de deusa da colheita, do trigo e de todas as plantas lhe impunha vigiar a produção agrícola. Na ausência de Deméter, o trigo se recusou a germinar, as plantas cessaram de crescer, e a terra inteira se tornou estéril. Então os deuses resolveram intervir. O Sol, que tudo viu, revelou a Deméter onde estava sua filha. A princípio ela ficou aliviada por Perséfone estar viva, mas quando soube quem a detinha, exigiu que Zeus obtivesse sua libertação.
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 -“Entendo sua dor de mãe“, o deus lhe respondeu. “Intercederei por você junto a Hades. Ele vai devolver sua  filha, ou não me chamo Zeus!
      Mas Hades se negou a deixar a doce companheira partir. Deméter decidiu então abandonar suas funções.  Pouco lhe importava como os deuses e os mortais viveriam sem ela. Ela também não podia viver sem a filha.  Assumiu o aspecto de uma velhinha e se exilou voluntariamente na terra. Iniciou-se então um período cruel  para os homens. De novo o solo secou, e a fome ameaçou a espécie humana.
      Essa situação não podia mais persistir. Os deuses se reuniram no palácio de Zeus e concordaram em  persuadir Hades a devolver Perséfone à mãe. Zeus tomou a palavra:- “Caro irmão, você é o soberano do reino  subterrâneo. Como tal, age de acordo com a sua vontade, contanto que não se meta neste mundo. Ora, desde  que você reteve Perséfone, sua mãe recusa alimento aos mortais. Pela mesma razão, os sacrifícios se fazem  raros. Você não pode deixar essa situação se agravar. Devolva a moça!

 -“Está bem!“, disse o deus esperto. “Mas antes preciso verificar se ela não comeu ou bebeu alguma coisa  durante sua estada, senão ela não pode mais voltar à terra. É a lei.

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Interrogada, Perséfone respondeu com candura que tinha experimentado as sementes de uma romã. Hades exultou. Mas acabaram fazendo um trato: Deméter teve que aceitar que sua filha permanecesse três meses ao lado de Hades e subisse para ficar com ela o resto do ano. Assim é que, durante três meses, a terra se entristece, junto com Deméter, pela ausência de Perséfone. E o inverno, e o solo se torna improdutivo. Logo que a moça volta, a vida renasce, e a natureza inteira festeja o encontro entre mãe e filha. Somente Hades acha demorada essa primavera que o separa de sua companheira.
Hades e Perséfone tinham uma relação calma e amorosa. As brigas eram raras, com exceção de quando Hades se sentiu atraído por uma ninfa chamada Menthe, e Perséfone, tomada de ciúmes, transformou a ninfa numa planta, destinada a vegetar nas entradas das cavernas, ou, em outra versão, na porta de entrada do reino dos mortos. Perséfone interferia nas decisões de Hades, sempre intercedendo a favor dos heróis e mortais, e sempre estava disposta a receber e atender os mortais que visitavam o reino dos mortos à procura de ajuda. Apesar disso, os gregos a temiam e, salvo exceções, no dia a dia evitavam falar seu nome (Perséfone) chamando-a de Hera infernal.

 

 

 

 

Lorelei

maio 29th, 2015

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Lorelei (Loreley, Loreli) é uma lendária ninfa/sereia presente no folclore alemão, e que de acordo com as lendas, entoava um irresistível canto durante as noites de lua cheia, fazendo os navegantes esquecerem o leme e conduzirem seus barcos contra as rochas.
História
Originalmente, ela era uma mulher extraordinariamente bela, que vivia na cidade de Bacharach-sur-le-Rhin. O seu maior prazer era sentar-se num rochedo perto da margem, e pentear o seu longo cabelo louro, contemplando o seu reflexo na água e cantando uma canção cujo refrão dizia:
– Lorelei, Lorelei, Lorelei!
Lorelei era tão bela, que todos os homens se apaixonavam por ela. Todos sucumbiam aos seus encantos e ela não conseguia recusar os seus avanços. Era uma causa permanente de escândalos na pequena cidade, tanto mais que a maioria dos seus amantes, não suportando que ela não lhes desse o seu amor exclusivo, caíam em languidez, e às vezes suicidavam-se. Em breve, a Igreja soube do sucedido, e o Bispo persuadido que Lorelei era uma criatura do demónio, instrui-lhe um processo de feitiçaria. Interrogou-a longamente em tom severo, mas Lorelei respondeu-lhe com tal franqueza e inocência, que o austero Bispo, sentindo-se tocado no fundo do coração, deixou em liberdade a bela feiticeira. Esta todavia, pôs-se a chorar, dizendo:
– Não posso continuar a viver assim! A minha beleza traz a desgraça a todos os homens. Quanto a mim, apenas amei um homem e foi o único que me abandonou.
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O Bispo cheio de pena, propôs a Lorelei que fosse para um convento, para se dedicar a Deus. Ela aceitou com o coração oprimido e pôs-se a caminho, acompanhada por três cavaleiros que lhe serviam de escolta. Chegados a uma falésia que dava para o Reno, ela disse-lhes:
– Deixem-me contemplar, uma ultima vez, o Reno, para que possa lembrar-me dele na minha cela.
Escalou o rochedo, e do cimo, viu um barco que vogava no Reno, então gritou: – Olhem este barco! O barqueiro é o homem que amo, o amor da minha vida! E em seguida, atirou-se ao Reno, sem que nenhum dos três cavaleiros a pudesse impedir.
Desde esse dia, cada vez que um barqueiro do Reno, entra no porto, julga ver, Lorelei, transformada em sereia e a chorar, sentada nos rochedos, penteando os seus longos cabelos de ouro. E ouvem-se ao longe vozes, que dizem: – Lorelei! Lorelei! Lorelei! São as vozes dos impotentes cavaleiros, que assistiram á morte de Lorelei.

 

 

 

Tlaltecuhtli

maio 26th, 2015

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Tlaltecuhtli (““Aquela que dá e devora a vida“) era uma monstruosa divindade asteca, associada a terra. Seu nome é masculino, porém os textos astecas referem-se a esta divindade como uma deusa. Além disso, suas representações em códices e estátuas exibem claras características femininas.

Tlatecuhtli foi retratada em códices e monumentos de pedra como um monstro horrível, muitas vezes em posição de cócoras, posição característica de um trabalho de parto. Ela possui várias bocas cheias de dentes afiados espalhadas pelo seu corpo, e muitas vezes estão jorrando sangue. Seus cotovelos e joelhos são crânios humanos e em muitas imagens ela é retratada com um ser humano pendurado entre suas pernas. Algumas fontes a descrevem como um monstro marinho que viveu no oceano após o quarto dilúvio, sendo uma encarnação do caos que assolava a terra antes da sua criação.

 

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Mito

De acordo com a mitologia asteca, os deuses Quetzalcoatl e Tezcatlipoca foram os responsáveis por criar o mundo na origem dos tempos, antes da Primeira Era ou Sol, mas Tlaltecuhtli destruía tudo o que eles criavam. Decididos a por um fim nas ações de Tlaltecuhtli, os deuses se transformaram em serpentes gigantes e, após envolverem o corpo de Tlaltecuhtli, apertaram-na até dividir seu corpo em duas partes.

A parte superior do corpo de Tlaltecuhtli tornou-se a terra, as montanhas e os rios; seu cabelo tornou-se árvores e flores; seus olhos tornaram-se cavernas e poços. Quetzalcoatl e Tezcatlipoca também lhe deram o dom de fornecer aos seres humanos tudo o que eles precisarem de seu corpo. No entanto, a Deusa da Terra, muitas vezes exigia sacrifícios humanos, a fim de continuar fornecendo a eles aquilo que precisassem

Acreditava-se que Tlaltecuhtli devorava o sol todas as noites e o devolvia ao céu a cada manhã. No entanto, o medo de que este ciclo pudesse ser interrompido por algum motivo, como durante eclipses, trazia pânico entre a população asteca e foi muitas vezes a causa de sacrifícios rituais.

 

 

 

 

 

 

Niamh

maio 19th, 2015

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 Na mitologia celta, Niamh (conhecida como Niamh do Cabelo Dourado) era filha do deus do mar Manannan  Mac Lir e uma das rainhas de Tír na nÓg, a Terra da Eterna Juventude. Sua lenda está diretamente ligada a de  Oisin, filho de Fionn mac Cumhaill e um dos maiores poetas da antiga Irlanda.
 Oisin era membro de um grupo de heróis conhecido como Fianna, possuidores de grande força, coragem e  destreza, tanto para a caça como para as artes guerreiras. Eles também viviam sob um código moral de valores  elevadíssimos. Certo dia enquanto caçavam, os Fianna foram abordados por uma mulher de beleza incrível,  montada em um belo cavalo branco. A mulher apresentou-se a eles como Niamh do Cabelo Dourado, filha de  Manannan,  rei de Tír na nÓg, e ela tinha vindo até ali para se casar com Oisin.
 Oisin, aproximou-se de Niamh e perguntou-lhe que tipo de terra era Tír na nÓg. Niamh descreveu-a como um  lugar encantador, onde ninguém jamais adoecia ou envelhecia, terra na qual todos os desejos se  concretizavam. Sem hesitar, Oisin despediu-se do pai ,dos amigos e saltou para o dorso do cavalo dela,  prometendo-lhes voltar um dia. Com muita tristeza, os Fianna viram o cavalo branco de Niamh galopando em  direção ao mar, e levando consigo o seu herói. O grupo sossegou-se, lembrando do que Oisin tinha prometido  retornar.
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Em Tir na nÓg, Oisin e Niamh tinham uma vida magnífica, cheia de alegria e amor. No entanto, aquela vida fantástica não foi capaz de apagar de Oisin as memórias do seu passado e este começou a sentir saudades dos amigos e familiares que tanto o amavam. Niamh percebeu a angustia de Oisin em querer visitar à terra dos mortais e então cedeu-lhe um cavalo mágico para que ele pudesse matar as saudades que sentia, mas alertou-o para jamais tocar o solo enquanto estivesse lá, ou jamais poderia voltar à Tír na nÓg.Após prometer que não tocaria a terra, Oisin cavalgou para a Irlanda nas asas do vento. E como predisse Niamh, Erin havia mudado. Ao encontrar uma vila, Oisin indagou por Dagda e os Fianna, e recebeu a resposta de que esses eram nomes de contos de fada, lendas usadas para assustar crianças. Ouviu ainda que São Patrício havia chegado e mudado tudo, agora homens rezavam ao Deus único e seguiam as palavras dos apóstolos de Seu filho. A própria forma dos homens havia mudado. Eram anões comparados com os de sua época. Doenças dominavam seus corpos e vícios suas mentes. Cavalgando pela ilha viu trinta homens tentando em vão levantar uma placa de mármore. Oisin, em sua bondade se aproximou e ofereceu ajuda, levantando facilmente a pesada placa acima de sua cabeça. A sela não agüentou o peso e cedeu, arrebentando as amarras e lançando o guerreiro ao solo. Assim que Oisin tocou com os pés a terra, o cavalo elfico desapareceu. O guerreiro, perdendo a juventude mantida por encanto de Tír na nÓg,  levantou-se como um retorcido ancião, de cabelos brancos e cego. Assim, Oisin nunca mais pode retornar a Tír na nÓg, e sua amada Niamh nunca mais pode ver seu amado.

Muitas lendas recontam como St. Patrick encontrou Oisin, contorcendo-se no chão em sua velhice desamparada e o levou para sua casa. O santo fez o melhor que pôde para converter Oisin ao cristianismo, descrevendo as maravilhas do céu que poderiam ser suas se ele apenas se arrependesse. Mas Oisin respondeu que ele não poderia conceber um paraíso que não se orgulhasse em receber os fenianos, caso eles quisessem entrar, ou um Deus que não estivesse honrado em tê-los entre seus amigos

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