sŠbado, dezembro 15, 2018 19:53

Perséfone

maio 30th, 2015

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P√©rs√©fone¬†era a deusa grega das ervas, flores, frutos e perfumes. Filha √ļnica de Dem√©ter, deusa da agricultura e Zeus, rei dos deuses ol√≠mpicos, Pers√©fone nasceu quando Dem√©ter era consorte de Zeus, muito antes de seu casamento com a deusa Hera, n√£o sendo portanto fruto de rela√ß√£o extra-conjugal.
Pers√©fone inicialmente chamava-se Kor√©, que significa “mo√ßa virgem”. Ela era uma jovem de incr√≠vel beleza, a qual atraia in√ļmeros pretendentes. Hermes, Ares, Apolo, Dioniso, entre tantos cortejaram-na, mas sua m√£e Dem√©ter rejeitou todos os seus dons e procurou manter sua filha longe da companhia dos deuses. Apesar dos esfor√ßos de Dem√©ter para preservar a pureza de sua filha, ela n√£o foi capaz de impedir que Hades, o deus do submundo surgisse de repente diante dela e a raptasse, levando-a consigo para o seu reino.
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P√©rs√©fone¬†era a deusa grega das ervas, flores, frutos e perfumes. Filha √ļnica de Dem√©ter, deusa da agricultura e Zeus, rei dos deuses ol√≠mpicos, Pers√©fone nasceu quando Dem√©ter era consorte de Zeus, muito antes de seu casamento com a deusa Hera, n√£o sendo portanto fruto de rela√ß√£o extra-conjugal.
Pers√©fone inicialmente chamava-se Kor√©, que significa “mo√ßa virgem”. Ela era uma jovem de incr√≠vel beleza, a qual atraia in√ļmeros pretendentes. Hermes, Ares, Apolo, Dioniso, entre tantos cortejaram-na, mas sua m√£e Dem√©ter rejeitou todos os seus dons e procurou manter sua filha longe da companhia dos deuses. Apesar dos esfor√ßos de Dem√©ter para preservar a pureza de sua filha, ela n√£o foi capaz de impedir que Hades, o deus do submundo surgisse de repente diante dela e a raptasse, levando-a consigo para o seu reino.
Dem√©ter ouviu os gritos de Pers√©fone e correu para acudi-la, mas j√° era tarde demais. Nada assinalava a passagem do deus. Somente o ar agitado conservava o vest√≠gio dessa apari√ß√£o s√ļbita, e as flores ca√≠das atestavam silenciosas uma agita√ß√£o recente. Apavorada, a pobre m√£e n√£o sabia mais aonde ia. Errava pelo lugar, esquecendo seus deveres para com os homens. Normalmente, sua fun√ß√£o de deusa da colheita, do trigo e de todas as plantas lhe impunha vigiar a produ√ß√£o agr√≠cola. Na aus√™ncia de Dem√©ter, o trigo se recusou a germinar, as plantas cessaram de crescer, e a terra inteira se tornou est√©ril. Ent√£o os deuses resolveram intervir. O Sol, que tudo viu, revelou a Dem√©ter onde estava sua filha. A princ√≠pio ela ficou aliviada por Pers√©fone estar viva, mas quando soube quem a detinha, exigiu que Zeus obtivesse sua liberta√ß√£o.
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¬†-“Entendo sua dor de m√£e“, o deus lhe respondeu. “Intercederei por voc√™ junto a Hades. Ele vai devolver sua ¬†filha, ou n√£o me chamo Zeus!
¬† ¬† ¬† Mas Hades se negou a deixar a doce companheira partir. Dem√©ter decidiu ent√£o abandonar suas fun√ß√Ķes. ¬†Pouco lhe importava como os deuses e os mortais viveriam sem ela. Ela tamb√©m n√£o podia viver sem a filha. ¬†Assumiu o aspecto de uma velhinha e se exilou voluntariamente na terra. Iniciou-se ent√£o um per√≠odo cruel ¬†para os homens. De novo o solo secou, e a fome amea√ßou a esp√©cie humana.
¬† ¬† ¬† Essa situa√ß√£o n√£o podia mais persistir. Os deuses se reuniram no pal√°cio de Zeus e concordaram em ¬†persuadir Hades a devolver Pers√©fone √† m√£e. Zeus tomou a palavra:- “Caro irm√£o, voc√™ √© o soberano do reino ¬†subterr√Ęneo. Como tal, age de acordo com a sua vontade, contanto que n√£o se meta neste mundo. Ora, desde ¬†que voc√™ reteve Pers√©fone, sua m√£e recusa alimento aos mortais. Pela mesma raz√£o, os sacrif√≠cios se fazem ¬†raros. Voc√™ n√£o pode deixar essa situa√ß√£o se agravar. Devolva a mo√ßa!

¬†-“Est√° bem!“, disse o deus esperto. “Mas antes preciso verificar se ela n√£o comeu ou bebeu alguma coisa ¬†durante sua estada, sen√£o ela n√£o pode mais voltar √† terra. √Č a lei.

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Interrogada, Perséfone respondeu com candura que tinha experimentado as sementes de uma romã. Hades exultou. Mas acabaram fazendo um trato: Deméter teve que aceitar que sua filha permanecesse três meses ao lado de Hades e subisse para ficar com ela o resto do ano. Assim é que, durante três meses, a terra se entristece, junto com Deméter, pela ausência de Perséfone. E o inverno, e o solo se torna improdutivo. Logo que a moça volta, a vida renasce, e a natureza inteira festeja o encontro entre mãe e filha. Somente Hades acha demorada essa primavera que o separa de sua companheira.
Hades e Pers√©fone tinham uma rela√ß√£o calma e amorosa. As brigas eram raras, com exce√ß√£o de quando Hades se sentiu atra√≠do por uma ninfa chamada Menthe, e Pers√©fone, tomada de ci√ļmes, transformou a ninfa numa planta, destinada a vegetar nas entradas das cavernas, ou, em outra vers√£o, na porta de entrada do reino dos mortos. Pers√©fone interferia nas decis√Ķes de Hades, sempre intercedendo a favor dos her√≥is e mortais, e sempre estava disposta a receber e atender os mortais que visitavam o reino dos mortos √† procura de ajuda. Apesar disso, os gregos a temiam e, salvo exce√ß√Ķes, no dia a dia evitavam falar seu nome (Pers√©fone) chamando-a de Hera infernal.

 

 

 

 

Lorelei

maio 29th, 2015

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Lorelei (Loreley, Loreli) é uma lendária ninfa/sereia presente no folclore alemão, e que de acordo com as lendas, entoava um irresistível canto durante as noites de lua cheia, fazendo os navegantes esquecerem o leme e conduzirem seus barcos contra as rochas.
História
Originalmente, ela era uma mulher extraordinariamente bela, que vivia na cidade de Bacharach-sur-le-Rhin. O seu maior prazer era sentar-se num rochedo perto da margem, e pentear o seu longo cabelo louro, contemplando o seu reflexo na água e cantando uma canção cujo refrão dizia:
– Lorelei, Lorelei, Lorelei!
Lorelei era t√£o bela, que todos os homens se apaixonavam por ela. Todos sucumbiam aos seus encantos e ela n√£o conseguia recusar os seus avan√ßos. Era uma causa permanente de esc√Ęndalos na pequena cidade, tanto mais que a maioria dos seus amantes, n√£o suportando que ela n√£o lhes desse o seu amor exclusivo, ca√≠am em languidez, e √†s vezes suicidavam-se. Em breve, a Igreja soube do sucedido, e o Bispo persuadido que Lorelei era uma criatura do dem√≥nio, instrui-lhe um processo de feiti√ßaria. Interrogou-a longamente em tom severo, mas Lorelei respondeu-lhe com tal franqueza e inoc√™ncia, que o austero Bispo, sentindo-se tocado no fundo do cora√ß√£o, deixou em liberdade a bela feiticeira. Esta todavia, p√īs-se a chorar, dizendo:
– N√£o posso continuar a viver assim! A minha beleza traz a desgra√ßa a todos os homens. Quanto a mim, apenas amei um homem e foi o √ļnico que me abandonou.
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O Bispo cheio de pena, prop√īs a Lorelei que fosse para um convento, para se dedicar a Deus. Ela aceitou com o cora√ß√£o oprimido e p√īs-se a caminho, acompanhada por tr√™s cavaleiros que lhe serviam de escolta. Chegados a uma fal√©sia que dava para o Reno, ela disse-lhes:
– Deixem-me contemplar, uma ultima vez, o Reno, para que possa lembrar-me dele na minha cela.
Escalou o rochedo, e do cimo, viu um barco que vogava no Reno, então gritou: РOlhem este barco! O barqueiro é o homem que amo, o amor da minha vida! E em seguida, atirou-se ao Reno, sem que nenhum dos três cavaleiros a pudesse impedir.
Desde esse dia, cada vez que um barqueiro do Reno, entra no porto, julga ver, Lorelei, transformada em sereia e a chorar, sentada nos rochedos, penteando os seus longos cabelos de ouro. E ouvem-se ao longe vozes, que dizem: – Lorelei! Lorelei! Lorelei! S√£o as vozes dos impotentes cavaleiros, que assistiram √° morte de Lorelei.

 

 

 

Tlaltecuhtli

maio 26th, 2015

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Tlaltecuhtli (““Aquela que d√° e devora a vida“) era uma monstruosa divindade asteca, associada a terra. Seu nome √© masculino, por√©m os textos astecas referem-se a esta divindade como uma deusa. Al√©m disso,¬†suas representa√ß√Ķes em c√≥dices e est√°tuas exibem claras caracter√≠sticas femininas.

Tlatecuhtli foi retratada em c√≥dices e monumentos de pedra¬†como um monstro horr√≠vel, muitas vezes em posi√ß√£o de c√≥coras, posi√ß√£o caracter√≠stica¬†de um trabalho de parto. Ela possui v√°rias bocas cheias de dentes afiados espalhadas pelo seu corpo, e¬†muitas vezes est√£o jorrando sangue. Seus cotovelos e joelhos s√£o cr√Ęnios humanos e em muitas imagens ela √© retratada com um ser humano pendurado entre suas pernas.¬†Algumas fontes a descrevem como um monstro marinho que viveu no oceano ap√≥s o quarto dil√ļvio, sendo uma encarna√ß√£o do caos que assolava a terra antes da sua cria√ß√£o.

 

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Mito

De acordo com a mitologia asteca, os deuses Quetzalcoatl e Tezcatlipoca foram os respons√°veis por criar o mundo na origem dos tempos, antes da Primeira Era ou Sol, mas Tlaltecuhtli destru√≠a tudo o que eles criavam. Decididos a por um fim nas a√ß√Ķes de Tlaltecuhtli, os deuses se transformaram em serpentes gigantes e, ap√≥s envolverem o corpo de Tlaltecuhtli, apertaram-na at√© dividir seu corpo em duas partes.

A parte superior do corpo de Tlaltecuhtli tornou-se a terra, as montanhas e os rios; seu cabelo tornou-se árvores e flores; seus olhos tornaram-se cavernas e poços. Quetzalcoatl e Tezcatlipoca também lhe deram o dom de fornecer aos seres humanos tudo o que eles precisarem de seu corpo. No entanto, a Deusa da Terra, muitas vezes exigia sacrifícios humanos, a fim de continuar fornecendo a eles aquilo que precisassem

Acreditava-se que Tlaltecuhtli devorava o sol todas as noites e o devolvia ao c√©u a cada manh√£. No entanto, o medo de que este ciclo pudesse ser interrompido por algum motivo, como durante eclipses, trazia p√Ęnico entre a popula√ß√£o asteca e foi muitas vezes a causa de sacrif√≠cios rituais.

 

 

 

 

 

 

Niamh

maio 19th, 2015

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¬†Na mitologia celta, Niamh¬†(conhecida como Niamh do Cabelo Dourado) era filha do deus do mar Manannan ¬†Mac Lir e uma das rainhas de¬†T√≠r na n√ďg, a Terra da Eterna Juventude. Sua lenda est√° diretamente ligada a de ¬†Oisin, filho de Fionn mac Cumhaill e um dos maiores poetas da antiga Irlanda.
¬†Oisin era membro de um grupo de her√≥is conhecido como Fianna, possuidores de grande for√ßa, coragem e ¬†destreza, tanto para a ca√ßa como para as artes guerreiras. Eles tamb√©m viviam sob um c√≥digo moral de valores ¬†elevad√≠ssimos.¬†Certo dia enquanto ca√ßavam, os Fianna foram abordados por uma mulher de beleza incr√≠vel, ¬†montada em um belo cavalo branco. A mulher apresentou-se a eles como Niamh do Cabelo Dourado, filha de ¬†Manannan, ¬†rei de¬†T√≠r na n√ďg, e ela tinha vindo at√© ali para se casar com Oisin.
¬†Oisin, aproximou-se de Niamh e perguntou-lhe que tipo de terra era¬†T√≠r na n√ďg. Niamh descreveu-a como um ¬†lugar¬†encantador, onde ningu√©m jamais adoecia ou envelhecia, terra na qual todos os desejos se ¬†concretizavam. Sem hesitar, Oisin despediu-se do pai ,dos amigos e saltou para o dorso do cavalo dela, ¬†prometendo-lhes voltar um dia.¬†Com muita tristeza, os Fianna viram o cavalo branco de Niamh galopando em ¬†dire√ß√£o ao mar, e levando consigo o seu her√≥i. O grupo sossegou-se, lembrando do que Oisin tinha prometido ¬†retornar.
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Em Tir na n√ďg, Oisin e Niamh tinham uma vida magn√≠fica, cheia de alegria e amor. No entanto, aquela vida fant√°stica n√£o foi capaz de¬†apagar¬†de Oisin as mem√≥rias do seu passado e este come√ßou a sentir saudades dos amigos e familiares que tanto o amavam.¬†Niamh percebeu a angustia de Oisin em querer visitar √† terra dos mortais e ent√£o cedeu-lhe um cavalo m√°gico para que ele pudesse matar as saudades que sentia, mas alertou-o para jamais tocar o solo enquanto estivesse l√°, ou jamais poderia voltar √†¬†T√≠r na n√ďg.Ap√≥s prometer que n√£o tocaria a terra, Oisin cavalgou para a Irlanda nas asas do vento. E como predisse Niamh, Erin havia mudado. Ao encontrar uma vila, Oisin indagou por Dagda e os Fianna, e recebeu a resposta de que esses eram nomes de contos de fada, lendas usadas para assustar crian√ßas. Ouviu ainda que S√£o Patr√≠cio havia chegado e mudado tudo, agora homens rezavam ao Deus √ļnico e seguiam as palavras dos ap√≥stolos de Seu filho. A pr√≥pria forma dos homens havia mudado. Eram an√Ķes comparados com os de sua √©poca. Doen√ßas dominavam seus corpos e v√≠cios suas mentes. Cavalgando pela ilha viu trinta homens tentando em v√£o levantar uma placa de m√°rmore. Oisin, em sua bondade se aproximou e ofereceu ajuda, levantando facilmente a pesada placa acima de sua cabe√ßa. A sela n√£o ag√ľentou o peso e cedeu, arrebentando as amarras e lan√ßando o guerreiro ao solo. Assim que Oisin tocou com os p√©s a terra, o cavalo elfico desapareceu.¬†O guerreiro, perdendo a juventude mantida por encanto de¬†T√≠r na n√ďg,¬† levantou-se como um retorcido anci√£o, de¬†cabelos brancos e cego. Assim, Oisin nunca mais pode retornar a¬†T√≠r na n√ďg, e sua amada Niamh nunca mais pode ver seu amado.

Muitas lendas recontam como St. Patrick encontrou Oisin, contorcendo-se no ch√£o em sua velhice desamparada e o levou para sua casa. O santo fez o melhor que p√īde para converter Oisin ao cristianismo, descrevendo as maravilhas do c√©u que poderiam ser suas se ele apenas se arrependesse.¬†Mas Oisin respondeu que ele n√£o poderia conceber um para√≠so que n√£o se orgulhasse em receber os fenianos, caso eles quisessem entrar, ou um Deus que n√£o estivesse honrado em t√™-los entre seus amigos

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