sexta, junho 01, 2018 15:37

Archive for the ‘V’ Category

Veles

segunda-feira, Fevereiro 4th, 2013

strigoi_by_skorganizedchaos-d5jnhr7

 

Veles (Weles, Volos) é um dos principais deuses da mitologia eslava, um deus da terra e da água, associado ao gado, ao comércio, ao submundo, a riqueza e a magia. Ele é também o deus dos druidas, dos segredos e o guardião da passagem do mundo de Yav, o mundo onde nós vivemos, para Prav, ou o superior mundo dos espíritos e Nav, o mundo inferior. Ele é oponente do deus do trovão Perun, e a batalha entre os dois é um dos mitos mais importantes da mitologia eslava. Não existem registros originais sobreviventes, mas reconstruções dos mitos especulam que ele possui aspectos do panteão proto-indo-europeu e que ele pode ter sido imaginado como (pelo menos parcialmente) serpentino, com chifres (de um touro, carneiro ou algum outro herbívoro domesticado), e uma longa barba.

O confronto entre Veles e Perun

Os filólogos russos Vyacheslav Ivanov Vsevolodovich e Vladimir Toporov reconstruiram a batalha mítica de Veles e Perun através de um estudo comparativo das várias mitologias indo-européias e um grande número de histórias e canções folclóricas eslavas. Uma característica unificadora de todas as mitologias indo-européias é uma história sobre uma batalha entre um deus do trovão e uma enorme serpente ou um dragão. Na versão eslava do mito, Perun é um deus do trovão, enquanto Veles age como um dragão que se opõe à ele.

 

A razão de inimizade entre os dois deuses é o roubo do filho, da esposa ou, geralmente, do gado de Perun. É também um ato de desafio: Veles,  na forma de uma enorme serpente, desliza das cavernas do submundo e se enrola na eslava árvore do mundo, indo em direção ao domínio  celeste de Perun. Perun revida e ataca Veles com seus raios. Veles foge, escondendo-se ou transformando-se em árvores, animais ou pessoas.  No final, ele é morto por Perun, e nesta morte ritual, tudo o que Veles roubou é liberado de seu corpo maltratado, em forma de chuva caindo  do céu. Este mito da tempestade, como é geralmente referido pelos estudiosos de hoje, explicava aos eslavos antigos a mudança das estações  ao longo do ano. Os períodos de seca foram interpretados como os resultados caóticos dos roubos de Veles. Tempestades e relâmpagos eram  vistos como as batalhas divinas. A seguir, a chuva era o triunfo de Perun sobre Veles e o restabelecimento da ordem mundial.

O mito era cíclico, repetindo-se a cada ano. A morte de Veles nunca era permanente; ele iria se renovar, como uma serpente que abandona a  s ua velha pele, e iria renascer em um novo corpo. Embora neste mito particular, ele desempenhe um papel negativo como o portador do  caos, Veles não era visto como um deus do mal pelos eslavos antigos. A dualidade e conflito de Perun e Veles não representa o confronto  dualista entre o bem e mal , mas sim, a oposição dos princípios naturais da terra, água e substância (Veles) contra o céu, fogo e espírito  (Perun).

 

strigoi_by_skorganizedchaos-d5jnhr7

 

Em tempos antigos, no dia 12 de Fevereiro as mulheres realizavam uma procissão, para afugentar a “praga da Vaca”. Após a procissão, elas costumavam fazer uma luta ritual de Veles e Marena (a personificação da morte eslava). Todos torciam por ele, representado por mascarado vestido como Veles, usando a pele de um touro e com uma lança. Nenhum tipo de carne era consumida durante a festa. As pessoas honravam Veles, que os guiava através das dificuldades do inverno. Nesse dia, Veles protegia o gado, afugentava as doenças, e dava às pessoas a força para viverem através das geadas que se aproximavam.

Os ortodoxos russos sincretizam Veles com St. Vlas (Blasius), que se tornou o santo padroeiro dos animais. No dia 12 de fevereiro, dia esse que recebeu o nome do santo, os bovinos são tratados com ração especial. O nome de Veles batizou a cidade de Veles na Macedônia, sobre a qual paira uma colina batizada com o nome do Santo Elias, o Trovão (santo sincretizado com o deus Perun).

 

strigoi_by_skorganizedchaos-d5jnhr7

Valquírias

quarta-feira, setembro 5th, 2012

valkyrie_by_thebastardson-d4cf24f

 

As Valquírias são entidades da mitologia nórdica, representadas como belas mulheres que vestiam armaduras brilhantes e montavam cavalos alados.
Eram consideradas assistentes de Odin, que serviam comida e bebida para Odin e para os espíritos dos guerreiros mortos em combate, cuidadosamente escolhidos para compor a guarda pessoal de Odin. Quando não estavam cuidando dos feridos nos campos de batalha ou levando almas para os salões de Valhala, as Valquírias supervisionavam as batalhas de Midgard (o mundo dos homens) e protegiam seus guerreiros favoritos.
Jovens, bonitas, altas, loiras dos olhos azuis, elas não só acompanhavam os espíritos guerreiros mortos, mas escolhiam, antecipadamente, quem iria ganhar ou perder a batalha.

___Gatherer_of_Souls____by_Kaizeru

Algumas das suas alcunhas são:”As virgens que escolhem os mortos“,”As donzelas que escolhem os heróis” e “Borboleta da morte“. Eram verdadeiras tecelãs do destino dos homens.
Montadas em cavalos alados e armadas com elmos e lanças, sobrevoavam os campos de batalha escolhendo quais guerreiros, os mais bravos, recém-abatidos entrariam no Valhala. Elas o faziam por ordem e benefício de Odin, que precisava de muitos guerreiros corajosos para a batalha vindoura do Ragnarok, ou seja a batalha do fim do mundo entre os deuses Odin e Loki.
As valquírias escoltavam esses heróis, que eram conhecidos como Einherjar, para Valhala, o salão de Odin. Lá, os escolhidos lutariam todos os dias e festejariam todas as noites.
Os vikings acreditavam que a visão das Valquírias cavalgando seus fogosos corcéis era um espetáculo impressionante e inesquecível. Vestidas com armaduras e armadas de flechas, espadas e escudos, elas emergiam subitamente das nuvens, em meio aos relâmpagos e trovões provocados por seu galope. Apesar das qualidades guerreiras, elas também eram consideradas deusas da fertilidade, pois o orvalho que umedecia a terra se originava do suor de seus cavalos e a aurora boreal se formava do reflexo da luz em seus escudos.
Seus nomes eram Brunhilde (malha de aço), Geirahod (flecha), Göll (grito de batalha), Gunnr (luta), Göndul (bastão mágico), Herfjötur (algemas), Hildr (batalha), Hlökk (tumulto), Hrist (terremoto), kara (voragem), Mist (névoa), Randgridr (escudo), Reginleif (herança dinina), Svana (golpe), Rota (turbilhão), skeggjöld (machado de combate), Sigdrifa (raio de vitória), Sigrun (vitória), Radgridr (conselho de paz) e Thrundr (poder). Outras fontes mencionam também Alvtr, Geirabol, Goll, Hladgudr, Herja, Judur, Ölrun, Prudr, Reginleif e Svipul. As líderes eram Gundr, Rota e a Norne Skuld (”a que está sendo”); o grupo podia ser composto de nove, treze ou vinte e sete Valquírias. Às vezes, as Valquírias podiam aparecer metamorfoseadas em cisnes ou corvos.

Vrykolaka

sexta-feira, julho 20th, 2012

strigoi_by_skorganizedchaos-d5jnhr7

 

Vrykolakas são uma classe de mortos-vivos pertencentes ao folclore grego. Eles nascem dos cadáveres de pessoas más, que cometeram crimes tão terríveis que à elas foram negados os ritos mais básicos de sepultamento.

Tem semelhanças com muitas criaturas lendárias diferentes . Por exemplo , é como um fantasma, na medida em que é um espírito que assombra dos mortos.

Lendas também dizem que esmaga ou sufoca a dormir , sentado sobre eles , bem como um incubus. O vrykolakas também tem muitas afinidades com o lobisomem , mas a maioria das fontes de compará-lo com o vampiro. Esses bestiais mortos-vivos podem disfarçar seus horríveis rostos magicamente, com o intuito de espalhar a morte e a doença entre os vivos. Um vrykolaka pode infectar uma pessoa com pragas só de chegar perto dela e seu toque pode drenar a energia vital dos mortais.

Aparência

Vrykolakas se parecem com macacos corcundas, sem pelos, com um murcho rosto humanoide e longas presas. Sua pálida carne esburacada é estranhamente esticada sobre sua carcaça torcida. Como a sua coluna está dobrada com mortos-vivos , os vrykolakas raramente possuem mais de 1 metro e meio de altura, e pesam de 20 a 30 quilos a menos do que em vida. No entanto, essas criaturas possuem a capacidade sobrenatural de se disfarçar, sendo o suficiente para passarem despercebido nas comunidades dos vivos, embora não tão igual aos seus antigos eus .
strigoi_by_skorganizedchaos-d5jnhr7
Habitat e Ecologia

Como criaturas mortas-vivas, vrykolakas não possuem uma ecologia normal, e são criaturas solitárias. Vrykolakas recém- criados muitas vezes procuram a sua antiga família ou companheiros como suas primeiras vítimas , fervendo de ódio e ressentimento por eles.

Vrykolakas são muito difíceis de matar. Se um vrykolaka é morto, seu espírito deixa o corpo imediatamente  e tenta possuir um animal próximo a ele. Se for bem sucedido, ele retorna ao seu túmulo e tenta enterrar-se na terra, ressurgindo dentro de alguns dias como um rejuvenescido vrykolaka. Da mesma forma, uma pessoa morta por um vrykolaka pode renascer como um dentro de alguns dias como um, a menos que ela seja enterrada com os ritos adequados.

No entanto, assim como vampiros, vrykolakas possuem um vínculo com seus túmulos. A cada amanhecer, os vrykolakas devem retornar ao seu túmulo e descansar enterrados na terra durante o dia inteiro. Enquanto descansam, eles são impotentes e podem ser facilmente destruídos, por isso eles tomam muito cuidado ao esconder o seu local de sepultamento.

strigoi_by_skorganizedchaos-d5jnhr7

Manuscrito de Voynich

sexta-feira, Janeiro 27th, 2012

awr_6vm2

 

 

Pouca gente conhece o Manuscrito de Voynich, que é considerado o “livro mais misterioso do mundo”. O que o torna tão misterioso é o fato de ser o único documento da Idade Média que ainda não foi decifrado.
O livro tem 204 páginas em pergaminho e, além dos textos incompreensíveis, contém muitas ilustrações que ajudam a entender sobre o que tratam quatro das cinco partes em que o livro parece estar dividido: botânica, astronomia, biologia, farmacologia (ou medicina). A última parte do livro contém apenas escrita, tornando difícil imaginar sobre o que trata. Este livro possui linhas de texto rabiscado em pergaminho visivelmente envelhecidos, que flui ao redor ilustrações primorosamente desenhada retratando plantas, tabelas astronômicas e figuras humanas em banho – talvez – a fonte da juventude.
À primeira vista, o “manuscrito Voynich” não parece ser diferente de qualquer outro trabalho antigo de escrita e desenho. Mas uma segunda olhada revela que nada aqui é o que parece. Caracteres estranhos, letras que lembram o latim, outras ao contrário de qualquer coisa usada em qualquer língua conhecida, são organizadas em que parecem ser palavras e frases, exceto que eles não se parecem com nada escrito – ou lido – por seres humanos. Na verdade o alfabeto utilizado em forma cursiva no texto é completamente diferente de qualquer idioma conhecido, e por isso é senso comum entre os especialistas que seja uma espécie de código o que está escrito nas aproximadamente duzentas e cinquenta páginas recheadas de ilustrações sobre astrologia, plantas e moças tomando banho em um encanamento muito bem elaborado. Foram inúmeras as tentativas frustradas nesses quase cem anos para decifrar o misterioso código.

 

Voynich_Manuscript

 

O manuscrito, que atualmente pertence ao Beinecke Rare Book and Manuscript Library da Universidade de Yale, foi descoberto em Villa Mondragone, perto de Roma, em 1912 pelo antigo livreiro Wilfrid Voynich enquanto selecionava itens de um baú de livros colocado à venda pela Companhia de Jesus. Voynich dedicou o resto de sua vida para desvendar o mistério da origem do livro e decifrar seus significados. Ele morreu 18 anos depois, sem ter descoberto qualquer segredo do livro. Durante os últimos cinco séculos, o livro intriga criptógrafos, padres, matemáticos e até reis. Escritas numa língua indecifrável e ilustradas com plantas, símbolos zodiacais e mulheres nuas, suas 240 páginas parecem revelar algum segredo milenar, uma enigmática fórmula de alquimia. Mas esse mistério pode ter sido revelado. 

O cientista da computação Gordon Rugg, da Universidade de Keele, na Inglaterra, acredita ter decifrado o código do livro, e arremata: o documento significa nada, coisa nenhuma. É puro conto do vigário armado para arrancar dinheiro de um abastado imperador. Revelado ao mundo em 1912 pelo colecionador americano Wilfrid Voynich, que emprestou seu nome ao mistério, o manuscrito não tem autoria nem data de nascimento conhecidas. Suas letras foram comparadas com numerais romanos e com os alfabetos latino, chinês, e árabe, entre outros. Para tentar decifrar o mistério, Rugg valeu-se de técnicas do próprio século 16, período em que o livro surgiu. Com um instrumento chamado Grade de Cardano, composto de 40 linhas e 39 colunas, ele criou uma tabela e a preencheu com sílabas do “voynichês”. Sobre a tabela, deslizou um cartão com janelas dispostas ao acaso. Conforme os movimentos do cartão, diferentes palavras formaram-se. “Obtivemos palavras com os mesmos padrões lingüísticos do manuscrito”, diz Rugg. Mas essa semelhança poderia ocorreu mesmo se as frases do livro tivessem um sentido. “O método produz uma imitação ao acaso assim como as palavras de um idioma. Por isso, o livro ainda pode ter sido escrito em língua natural”, afirma Jorge Stolfi, professor de computação da Universidade de Campinas, que estuda o manuscrito há seis anos. A maior evidência da fraude é que a Grade de Cardano era conhecida pelo alquimista Edward Kelley, com quem Rodolfo II, imperador da Boêmia, atual República Tcheca, obteve o manuscrito de Voynich. Entre 1576 e 1606, o rei Rodolfo levou ao Castelo de Praga ricas coleções de relíquias e obras de arte. Como também era dado a investigações de alquimia e magia negra, teria sido uma presa fácil para Kelley. A malandragem teria valido 600 ducados, segundo arquivos do imperador. Algo em torno de 150 mil reais hoje em dia.
awr_6vm2