terÁa, julho 17, 2018 14:21

Archive for the ‘Roma’ Category

O Ano Novo que você comemora

quarta-feira, outubro 2nd, 2013

 

jano

Jano (em latim Janus) √Č um deus romano que deu origem ao nome do m√™s de Janeiro.

Jano tem duas faces (bifronte) – uma voltada para frente (visualizando o futuro) e a outra para tr√°s (visualizando o passado).

A figura de Jano é associada a porta (entrada e saída),bem como a transição. O maior monumento em sua glória se encontra no Vaticano .
Jano costuma ser ¬†representado como uma figura masculina com barbas e outra sem. Comum √© o fato deste estar constantemente representado por duas faces que olham em dire√ß√Ķes opostas.
Jano foi responsável pelas riquezas,trás dinheiro.

A festa de Jano desde os tempos pag√£os, sempre foi comemorada em 1 de Janeiro de cada ano.

A comemora√ß√£o no formato moderno, tem origem num decreto do governador romano J√ļlio C√©sar. ¬†Os romanos dedicavam o dia 1 de janeiro a Jano, o deus dos ciclos que terminam e iniciam.

Os povos Romano sempre foram politeístas ou seja, adoradores de diversos Deuses pagãos, não existe nenhum relato de que o povo Judeu que viveu nessa mesma época tenha comemorado o ano novo, nem os apóstolos e discípulos que surgiram com a vinda do messias tenha comemorado o ano novo

Essa festa foi introduzida no cristianismo e se anexou a festa de inicio da contagem do ano em 1564. Depois da adoção do calendário gregoriano, o rei Carlos IX de França determinou que o ano novo seria comemorado no dia 1 de Janeiro, antes era comemorado em 1 de Abril que a partir de então se transformou no dia da mentira.

A festa (culto) a Jano, √© cheia de significados e supersti√ß√Ķes, como vestir roupas brancas e comer lentilhas para trazer sorte e dar oferendas √†s entidades do candombl√©, da umbanda e para os anjos da guarda.

Um dos momentos mais tradicionais da data é a ceia entre amigos  e familiares e a queima de fogos de artifício.

Janus, ou ¬†Jano, √© um Deus de origem pr√©-latina e muito cultuado pelos romanos, ele √© um Deus que representa a dualidade, representante dos t√©rminos e dos come√ßos, passado e futuro e das transi√ß√Ķes.

Janeiro, √© um m√™s que tem em si um pouco do passado e a promessa do futuro que o inicio do ano marca. Jano foi o primeiro Deus a ser cultuado em cerim√īnia em Roma antes dos deuses gregos serem introduzidos as cren√ßas romanas.

As palavras: Anel, Anal, √ānus e Ano entre outras, tem a ver com o deus Jano.

jano

As lendas contam que Janus era um homem mortal que nasceu na Tess√°lia que se localiza na Gr√©cia e ao se mudar para o L√°cio, casou-se com a rainha e assim dividindo o reino. Ap√≥s a morte de sua esposa, Janus¬† passou a governar sozinho todo o territ√≥rio e dedicou seu governo as transforma√ß√Ķes, desenvolvimentos cient√≠ficos, cria√ß√£o de leis, aprimoramento do cultivo e as primeiras moedas correntes, muitas mudan√ßas foram implementadas durante seu reinado trazendo para o L√°cio um per√≠odo de paz e prosperidade nunca visto antes. Ao morrer, Janus recebeu o status de Deus, devido √† sua vida dedicada √†s transforma√ß√Ķes, adquirindo assim a dualidade do deus das transi√ß√Ķes, olhando tanto para o passado como para o futuro.

Sua representa√ß√£o √© a de um homem com duas faces, uma voltada para o passado e uma voltada para o futuro, mas tamb√©m h√° representa√ß√Ķes das faces como a de um homem jovial e belo (representando o futuro) e de um anci√£o de olhar profundo (representando o passado). Sua equival√™ncia feminina e tamb√©m considerada consorte √© a Deusa Jana, Deusa da Lua, Caminhos, Magia e muito cultuada at√© hoje em v√°rias tradi√ß√Ķes da Stregheria e tamb√©m ela era representada com duas faces, uma olhando sempre para o passado e a outra para o futuro. Os romanos o associaram tamb√©m com o deus estruco Ani, Deus do C√©u, que como Janus, era representado com duas faces.
Ele era adorado no primeiro dia de todos os meses, nas √©pocas de plantio e colheitas, nos casamentos, nascimentos e acontecimentos considerados importantes na vida das pessoas, representava tamb√©m momentos de transi√ß√£o e escolhas que mudavam os cursos da vida. Seu templo tinha uma porta voltada para o Leste, onde o Sol e a Lua nascia, e uma porta para o Oeste, onde os astros sumiam ao horizonte fechando o ciclo do dia e da noite. Seu templo tamb√©m tinha uma serventia simb√≥lica, em dias de paz suas portas estavam sempre fechadas e nos dias de guerra eram abertas, de acordo com os mitos as portas de seu templo s√≥ foram fechadas duas vezes na hist√≥ria ‚ÄĒ uma no reinado de Numa e outra no de Augusto. Nos f√≥runs romanos tamb√©m foram constru√≠dos templos a Janus, mas estes continham quatro portais chamados Quadrifons Ianus e a maioria dos port√Ķes das cidades romanas havia uma representa√ß√£o das faces de janus.
Na mitologia uma das faces de Janus falava a verdade enquanto a outra mentia, confundindo assim a pessoa na hora de fazer uma escolha importante que poderia trazer grandes conseq√ľ√™ncias,isto mostra a dualidade de Janus e seu papel como Deus das indecis√Ķes, pois representava assim aquele que acalenta e guia, protege e ama ao mesmo tempo que aquele que engana, que trai, que odeia e que trapaceia. Algumas tradi√ß√Ķes acreditavam que Janus tamb√©m encarnava o caos, tanto exterior como interior.
Algumas das simbologias associadas a Janus é o oculto e o conhecido, a verdade e a mentira, a Lua e o Sol, o passado e o futuro, a dualidade que todos temos dentro de nós e que muitas vezes se manifesta em momentos cruciais de nossas vidas, nos confundindo e embaralhando nossos sentimentos e a capacidade de raciocinar, o emocial em atrito com o racional.
Seu símbolo é uma chave a qual abre todas as portas e possibilidades como também as tranca. Seu mês é Janeiro, sua festa é o réveillon
Na Streghria ele é cultuado como Ani, o Deus do Sol, tendo participação crucial durante a Roda do Ano.

Manuscrito de Voynich

sexta-feira, janeiro 27th, 2012

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Pouca gente conhece o Manuscrito de Voynich, que √© considerado o ‚Äúlivro mais misterioso do mundo‚ÄĚ. O que o torna t√£o misterioso √© o fato de ser o √ļnico documento da Idade M√©dia que ainda n√£o foi decifrado.
O livro tem 204 p√°ginas em pergaminho e, al√©m dos textos incompreens√≠veis, cont√©m muitas ilustra√ß√Ķes que ajudam a entender sobre o que tratam quatro das cinco partes em que o livro parece estar dividido: bot√Ęnica, astronomia, biologia, farmacologia (ou medicina). A √ļltima parte do livro cont√©m apenas escrita, tornando dif√≠cil imaginar sobre o que trata. Este livro possui linhas de texto rabiscado em pergaminho visivelmente envelhecidos, que flui ao redor ilustra√ß√Ķes primorosamente desenhada retratando plantas, tabelas astron√īmicas e figuras humanas em banho – talvez – a fonte da juventude.
√Ä primeira vista, o “manuscrito Voynich” n√£o parece ser diferente de qualquer outro trabalho antigo de escrita e desenho. Mas uma segunda olhada revela que nada aqui √© o que parece. Caracteres estranhos, letras que lembram o latim, outras ao contr√°rio de qualquer coisa usada em qualquer l√≠ngua conhecida, s√£o organizadas em que parecem ser palavras e frases, exceto que eles n√£o se parecem com nada escrito – ou lido – por seres humanos. Na verdade o alfabeto utilizado em forma cursiva no texto √© completamente diferente de qualquer idioma conhecido, e por isso √© senso comum entre os especialistas que seja uma esp√©cie de c√≥digo o que est√° escrito nas aproximadamente duzentas e cinquenta p√°ginas recheadas de ilustra√ß√Ķes sobre astrologia, plantas e mo√ßas tomando banho em um encanamento muito bem elaborado. Foram in√ļmeras as tentativas frustradas nesses quase cem anos para decifrar o misterioso c√≥digo.

 

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O manuscrito, que atualmente pertence ao Beinecke Rare Book and Manuscript Library da Universidade de Yale, foi descoberto em Villa Mondragone, perto de Roma, em 1912 pelo antigo livreiro Wilfrid Voynich enquanto selecionava itens de um ba√ļ de livros colocado √† venda pela Companhia de Jesus. Voynich dedicou o resto de sua vida para desvendar o mist√©rio da origem do livro e decifrar seus significados. Ele morreu 18 anos depois, sem ter descoberto qualquer segredo do livro. Durante os √ļltimos cinco s√©culos, o livro intriga cript√≥grafos, padres, matem√°ticos e at√© reis. Escritas numa l√≠ngua indecifr√°vel e ilustradas com plantas, s√≠mbolos zodiacais e mulheres nuas, suas 240 p√°ginas parecem revelar algum segredo milenar, uma enigm√°tica f√≥rmula de alquimia. Mas esse mist√©rio pode ter sido revelado.¬†

O cientista da computa√ß√£o Gordon Rugg, da Universidade de Keele, na Inglaterra, acredita ter decifrado o c√≥digo do livro, e arremata: o documento significa nada, coisa nenhuma. √Č puro conto do vig√°rio armado para arrancar dinheiro de um abastado imperador. Revelado ao mundo em 1912 pelo colecionador americano Wilfrid Voynich, que emprestou seu nome ao mist√©rio, o manuscrito n√£o tem autoria nem data de nascimento conhecidas. Suas letras foram comparadas com numerais romanos e com os alfabetos latino, chin√™s, e √°rabe, entre outros. Para tentar decifrar o mist√©rio, Rugg valeu-se de t√©cnicas do pr√≥prio s√©culo 16, per√≠odo em que o livro surgiu. Com um instrumento chamado Grade de Cardano, composto de 40 linhas e 39 colunas, ele criou uma tabela e a preencheu com s√≠labas do ‚Äúvoynich√™s‚ÄĚ. Sobre a tabela, deslizou um cart√£o com janelas dispostas ao acaso. Conforme os movimentos do cart√£o, diferentes palavras formaram-se. ‚ÄúObtivemos palavras com os mesmos padr√Ķes ling√ľ√≠sticos do manuscrito‚ÄĚ, diz Rugg. Mas essa semelhan√ßa poderia ocorreu mesmo se as frases do livro tivessem um sentido. ‚ÄúO m√©todo produz uma imita√ß√£o ao acaso assim como as palavras de um idioma. Por isso, o livro ainda pode ter sido escrito em l√≠ngua natural‚ÄĚ, afirma Jorge Stolfi, professor de computa√ß√£o da Universidade de Campinas, que estuda o manuscrito h√° seis anos. A maior evid√™ncia da fraude √© que a Grade de Cardano era conhecida pelo alquimista Edward Kelley, com quem Rodolfo II, imperador da Bo√™mia, atual Rep√ļblica Tcheca, obteve o manuscrito de Voynich. Entre 1576 e 1606, o rei Rodolfo levou ao Castelo de Praga ricas cole√ß√Ķes de rel√≠quias e obras de arte. Como tamb√©m era dado a investiga√ß√Ķes de alquimia e magia negra, teria sido uma presa f√°cil para Kelley. A malandragem teria valido 600 ducados, segundo arquivos do imperador. Algo em torno de 150 mil reais hoje em dia.
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Oricalco

quarta-feira, maio 5th, 2010

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Oricalco¬†(orichalcum em latim e ingl√™s) √© um metal mencionado por v√°rias fontes da antiguidade grega e romana, inclusive a narrativa de Plat√£o sobre a Atl√Ęntida.
A palavra deriva do grego őŅŌĀőĶőĮŌáőĪőĽőļőŅŌā, oreichalkos, de ŌĆŌĀőŅŌā, oros, “montanha” e ŌáőĪőĽőļŌĆŌā, chalkos, cobre ou bronze, ou seja, “cobre da montanha”. Em latim escreveu-se tamb√©m aurichalcum, dando a id√©ia de alguma rela√ß√£o com o ouro, mas trata-se de uma falsa etimologia. A palavra aurus, “ouro”, √© latina e n√£o tem significado em grego.
Identificação 
Para os romanos, o oricalco ou “auricalco” era, sem d√ļvida, a liga de cobre e zinco que hoje conhecemos como lat√£o. Em seu tempo, a liga era produzida a partir da fus√£o de min√©rio de cobre com uma “terra” que era, na verdade, um min√©rio de zinco, a calmia (ou cadmia, como escrevia Pl√≠nio), hoje chamada calamina. Os romanos usaram lat√£o rotineiramente na cunhagem de moedas, principalmente sest√©rcios e dup√īndios, a partir de 20 a.C.

Ligas de cobre e zinco podem ser brancas (se contiverem mais de 50% de zinco), dourada (com 18% a 50%) ou vermelha (com menos de 18%, quando √© chamada tamb√©m de tombac), o que pode explicar as descri√ß√Ķes √†s vezes variadas da cor do metal.

Em tempos anteriores aos romanos, o latão deve ter sido visto como uma variedade muito rara de cobre, pois era obtido apenas das raras jazidas onde cobre e zinco encontravam-se naturalmente ligados. Peças obtidas a partir de latão nativo são encontradas no Oriente Médio de antes de 1000 a.C., mas são incomuns. As mais antigas são de Nuzi, cidade hurriana nos limites do antigo Mitanni, datadas de 1500 a.C. a 1350 a.C. Também foram encontradas peças de latão em tumbas de Górdio (Frígia, na Anatólia) a partir do VIII século a.C.

Outra hip√≥tese plaus√≠vel √© que o oricalco de tempos pr√©-romanos se tratasse de outras ligas de cobre que n√£o lat√£o (cobre e zinco) ou bronze (cobre e estanho), tais como o shakudŇć japon√™s, liga escura feita de 96% de cobre e 4% de ouro, usada principalmente em tsuba (guarda de espadas) e o shibuichi, liga acinzentada feita de 75% de cobre e 25% de prata. O misterioso “bronze de Corinto” (√¶s Corinthiacum), que os romanos dizem ter sido imune √† p√°tina e mais valioso que o ouro, era produzido em Corinto antes do s√©culo II a.C. e segundo Pl√≠nio, o Velho, era uma liga de cobre, ouro e prata. Segundo ele, esse bronze podia ser luteum (amarelo), se feita com ouro, candidum (branco) se fosse de cobre e prata, de uma cor intermedi√°ria, quando os tr√™s metais eram unidos em propor√ß√£o semelhante, ou ainda hepatizon (cor de f√≠gado, marrom-avermelhado), menos valioso, se o cobre era unido a pequenas quantidades de ouro e prata.

Outras hip√≥teses a respeito do oricalco t√™m visado, na maioria das vezes, apoiar especula√ß√Ķes incomuns sobre a localiza√ß√£o da Atl√Ęntida, chegando a ignorar a afirma√ß√£o expl√≠cita de Plat√£o de que se tratava de um metal. Entre elas:

√āmbar¬†– segundo a teoria de J√ľrgen Spanuth, que localizava a Atl√Ęntida no Mar do Norte e a relacionava a uma ilha conhecida pelos antigos como Basil√©ia, que teria sido uma fonte de √Ęmbar (leia mais em Atland: Spanuth

Obsidiana¬†– segundo a teoria de Christian M. Schoppe e Siegfried G. Schoppe, que localiza a Atlantida no Mar Negro (leia Atl√Ęntida no s√©culo XXI).

Tumbaga¬†– liga natural de ouro e cobre encontrada nos Andes, segundo a teoria de Jim Allen que localiza a Atl√Ęntida junto ao lago Poop√≥, na atual Bol√≠via (leia Atl√Ęntida no s√©culo XXI).

Alum√≠nio¬†– especula√ß√£o de alguns dos que prop√Ķem uma Atl√Ęntida tecnologicamente avan√ßada, visto que a produ√ß√£o desse metal exige o dom√≠nio da energia el√©trica em grandes quantidades.

Tumbaga_Pectoral
Men√ß√Ķes¬†

Homero Рum hino homérico a Afrodite menciona brincos de oricalco.

Hes√≠odo¬†– no √©pico O Escudo de H√©racles, do qual s√≥ restam fragmentos, H√©racles p√Ķe grevas (armaduras para as pernas) de oricalco, que lhe foram presenteadas por Hefesto.

Plat√£o¬†– menciona o oricalco no di√°logo Cr√≠tias, como um metal usado na Atl√Ęntida. Depois do ouro, era o segundo metal mais precioso para os atlantes, que tamb√©m conheciam a prata, o estanho, o cobre. A muralha externa da acr√≥pole central da capital era coberta de oricalco, “que brilhava como fogo”. O teto do grande templo de Pos√™idon e Cleito no centro da cidade era de marfim enfeitado com ouro, prata e oricalco e todo o resto das paredes, colunas e do ch√£o era coberto de oricalco. Eram tamb√©m de oricalco o pilar do templo no qual eram inscritas as leis de Atl√Ęntida e ante o qual era sacrificado o touro na cerim√īnia que reunia os reis de Atl√Ęntida a cada cinco ou seis anos.

Virg√≠lio¬†– diz na Eneida que o peitoral de Turnus, rei dos r√ļtulos e inimigo de En√©ias, era feito de “ouro e oricalco branco”.

Flávio Josefo Рo historiador judeu diz, nas Antiguidades Judaicas, que os vasos do Templo de Salomão eram feitos de oricalco.

Plauto¬†– em uma com√©dia intitulada Miles Gloriosus (O Soldado Fanfarr√£o), um dos personagens diz: “Por minha f√©, os seus modos mostram realmente marcas de nascimento de primeira classe. Me ache tr√™s homens de tais modos que aposto igual peso em auricalco.”

Paus√Ęnias¬†– ao mencionar Corinto em sua Descri√ß√£o da Gr√©cia, diz que as palavras do ritual dos mist√©rios de Lerna eram escritas em d√≥rico, em um cora√ß√£o de oricalco.

Pl√≠nio, o Velho¬†– na Hist√≥ria Natural (cap√≠tulo 34) diz que o oricalco era um min√©rio de cobre superior √† calchitis de Chipre, que foi muito demandado por muito tempo, devido √† sua excelente qualidade, mas se esgotara e h√° muito n√£o se encontrava. Logo em seguida, por√©m, diz que o min√©rio que em seu tempo era mais estimado era o mariano ou cordobano, que depois do liviano (da G√°lia), j√° quase esgotado em seu tempo, era o que melhor absorvia a cadmia “e se torna quase t√£o excelente quanto auricalco para fazer sest√©rcios e dup√īndios”, enquanto o cobre de Chipre era usado para fazer os ases (moedas de valor inferior). Sest√©rcios (2¬Ĺ ases) e dup√īndios (2 ases) eram comprovadamente feitos com lat√£o de 80% de cobre e 20% de zinco, liga que nesse tempo valia o dobro de seu peso em cobre puro. Cadmia era, portanto, um min√©rio de zinco (embora o zinco met√°lico n√£o fosse conhecido dos romanos).

C√≠cero¬†– usa a express√£o “estanho e oricalco por ouro e prata”, dando a entender que o oricalco era semelhante ao ouro, mas inferior, assim como o estanho √† prata.

Pseudo-Arist√≥teles¬†– o autor de De mirabilibus auscultationibus (“Sobre coisas maravilhosas que foram ouvidas”), tratado atribuido a Arist√≥teles, mas provavelmente de algum fil√≥sofo aristot√©lico dos s√©culos III a.C. ou II a.C., descreve o oricalco como um metal brilhante obtido da fus√£o do cobre com a adi√ß√£o de calmia, um tipo de terra encontrado nas costas do Mar Negro. O nome de calmia foi mais tarde dado a min√©rio contendo √≥xido de zinco; neste caso, portanto, o oricalco pode ser inequivocamente identificado com o lat√£o, liga de cobre e zinco

Orichalcum1

Castor & Pólux

quinta-feira, janeiro 7th, 2010

Signo-de-Gemeos

 

Castor e P√≥lux eram filhos de Leda e do cisne sob cujo disfarce Zeus (J√ļpiter) se escondeu. Leda deu nascimento a um ovo, que produziu os dois g√™meos. Helena, t√£o famosa devido √† Guerra de Tr√≥ia, era sua irm√£. Quando Teseu e seu amigo P√≠rito raptaram Helena, em Esparta, os jovens her√≥is Castor e P√≥lux sa√≠ram, imediatamente, com seus sequazes para libert√°-la. Teseu n√£o se encontrava na √Ātica e os g√™meos recuperaram a irm√£. Castor era famoso como domador de cavalos e cavaleiro e P√≥lux, como lutador. Eram unidos por ardente afei√ß√£o e insepar√°veis em todos os seus feitos.
Acompanharam a expedi√ß√£o dos Argonautas. Durante a viagem, irrompeu uma tempestade e Orfeu invocou os deuses da Samotr√°cia, tocando sua harpa. A tempestade cessou, ent√£o, e apareceram estrelas sobre a cabe√ßa dos g√™meos. Devido a isso, Castor e P√≥lux passaram depois a ser considerados as divindades protetoras dos marinheiros e viajantes, e as chamas que, conforme o estado da atmosfera, costumam aparecer em torno das velas e dos mastros das embarca√ß√Ķes receberam seus nomes. Depois da expedi√ß√£o dos Argonautas, encontramos Castor e P√≥lux empenhados numa guerra com Idas e Linceus. Castor foi morto e P√≥lux, inconsol√°vel com a perda do irm√£o, pediu a J√ļpiter que lhe permitisse oferecer a sua pr√≥pria vida pela do outro. J√ļpiter consentiu que os dois irm√£os vivessem alternadamente, passando um dia na terra e outro na morada celestial. Segundo outra vers√£o, J√ļpiter recompensou a afei√ß√£o dos irm√£os, colocando-os entre as estrelas, como Gemini, os G√™meos. Os dois receberam honras divinas sob o nome de Dioscuros (filhos de Jove). Acreditava-se que apareciam, √†s vezes mais tarde, participando de combates, de um ou outro lado, cavalgando magn√≠ficos cavalos brancos. Na hist√≥ria dos primeiros tempos de Roma, por exemplo, dizia-se que eles ajudaram os romanos na batalha do Lago Regilo, e, depois da vit√≥ria, foi erguido um templo em sua honra, no local onde apareceram.
Macaulay, em seus “Cantos da Roma Antiga”, assim se refere √† lenda:
“T√£o semelhantes eram, que os mortais¬†

Um do outro jamais distinguiriam. 

Tinham armaduras brancas como a neve 

E brancos como a neve os seus corcéis. 

Jamais forjas terrenas fabricaram 

Tão brilhante armadura, ou em terrena 

Fonte a sede matou corcel tão belo. 
Volta em triunfo o chefe, que nas provas 
Incertas do combate sempre vira 
O calor dos irmãos inseparáveis. 
Volta o navio ao porto, em segurança, 
Desafiando o mar e as tempestades 
Que a bordo estavam os poderosos g√™meos.”
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