domingo, maio 20, 2018 23:02

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O Ano Novo que você comemora

quarta-feira, outubro 2nd, 2013

 

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Jano (em latim Janus) É um deus romano que deu origem ao nome do mês de Janeiro.

Jano tem duas faces (bifronte) – uma voltada para frente (visualizando o futuro) e a outra para trás (visualizando o passado).

A figura de Jano é associada a porta (entrada e saída),bem como a transição. O maior monumento em sua glória se encontra no Vaticano .
Jano costuma ser  representado como uma figura masculina com barbas e outra sem. Comum é o fato deste estar constantemente representado por duas faces que olham em direções opostas.
Jano foi responsável pelas riquezas,trás dinheiro.

A festa de Jano desde os tempos pagãos, sempre foi comemorada em 1 de Janeiro de cada ano.

A comemoração no formato moderno, tem origem num decreto do governador romano Júlio César.  Os romanos dedicavam o dia 1 de janeiro a Jano, o deus dos ciclos que terminam e iniciam.

Os povos Romano sempre foram politeístas ou seja, adoradores de diversos Deuses pagãos, não existe nenhum relato de que o povo Judeu que viveu nessa mesma época tenha comemorado o ano novo, nem os apóstolos e discípulos que surgiram com a vinda do messias tenha comemorado o ano novo

Essa festa foi introduzida no cristianismo e se anexou a festa de inicio da contagem do ano em 1564. Depois da adoção do calendário gregoriano, o rei Carlos IX de França determinou que o ano novo seria comemorado no dia 1 de Janeiro, antes era comemorado em 1 de Abril que a partir de então se transformou no dia da mentira.

A festa (culto) a Jano, é cheia de significados e superstições, como vestir roupas brancas e comer lentilhas para trazer sorte e dar oferendas às entidades do candomblé, da umbanda e para os anjos da guarda.

Um dos momentos mais tradicionais da data é a ceia entre amigos  e familiares e a queima de fogos de artifício.

Janus, ou  Jano, é um Deus de origem pré-latina e muito cultuado pelos romanos, ele é um Deus que representa a dualidade, representante dos términos e dos começos, passado e futuro e das transições.

Janeiro, é um mês que tem em si um pouco do passado e a promessa do futuro que o inicio do ano marca. Jano foi o primeiro Deus a ser cultuado em cerimônia em Roma antes dos deuses gregos serem introduzidos as crenças romanas.

As palavras: Anel, Anal, Ânus e Ano entre outras, tem a ver com o deus Jano.

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As lendas contam que Janus era um homem mortal que nasceu na Tessália que se localiza na Grécia e ao se mudar para o Lácio, casou-se com a rainha e assim dividindo o reino. Após a morte de sua esposa, Janus  passou a governar sozinho todo o território e dedicou seu governo as transformações, desenvolvimentos científicos, criação de leis, aprimoramento do cultivo e as primeiras moedas correntes, muitas mudanças foram implementadas durante seu reinado trazendo para o Lácio um período de paz e prosperidade nunca visto antes. Ao morrer, Janus recebeu o status de Deus, devido à sua vida dedicada às transformações, adquirindo assim a dualidade do deus das transições, olhando tanto para o passado como para o futuro.

Sua representação é a de um homem com duas faces, uma voltada para o passado e uma voltada para o futuro, mas também há representações das faces como a de um homem jovial e belo (representando o futuro) e de um ancião de olhar profundo (representando o passado). Sua equivalência feminina e também considerada consorte é a Deusa Jana, Deusa da Lua, Caminhos, Magia e muito cultuada até hoje em várias tradições da Stregheria e também ela era representada com duas faces, uma olhando sempre para o passado e a outra para o futuro. Os romanos o associaram também com o deus estruco Ani, Deus do Céu, que como Janus, era representado com duas faces.
Ele era adorado no primeiro dia de todos os meses, nas épocas de plantio e colheitas, nos casamentos, nascimentos e acontecimentos considerados importantes na vida das pessoas, representava também momentos de transição e escolhas que mudavam os cursos da vida. Seu templo tinha uma porta voltada para o Leste, onde o Sol e a Lua nascia, e uma porta para o Oeste, onde os astros sumiam ao horizonte fechando o ciclo do dia e da noite. Seu templo também tinha uma serventia simbólica, em dias de paz suas portas estavam sempre fechadas e nos dias de guerra eram abertas, de acordo com os mitos as portas de seu templo só foram fechadas duas vezes na história — uma no reinado de Numa e outra no de Augusto. Nos fóruns romanos também foram construídos templos a Janus, mas estes continham quatro portais chamados Quadrifons Ianus e a maioria dos portões das cidades romanas havia uma representação das faces de janus.
Na mitologia uma das faces de Janus falava a verdade enquanto a outra mentia, confundindo assim a pessoa na hora de fazer uma escolha importante que poderia trazer grandes conseqüências,isto mostra a dualidade de Janus e seu papel como Deus das indecisões, pois representava assim aquele que acalenta e guia, protege e ama ao mesmo tempo que aquele que engana, que trai, que odeia e que trapaceia. Algumas tradições acreditavam que Janus também encarnava o caos, tanto exterior como interior.
Algumas das simbologias associadas a Janus é o oculto e o conhecido, a verdade e a mentira, a Lua e o Sol, o passado e o futuro, a dualidade que todos temos dentro de nós e que muitas vezes se manifesta em momentos cruciais de nossas vidas, nos confundindo e embaralhando nossos sentimentos e a capacidade de raciocinar, o emocial em atrito com o racional.
Seu símbolo é uma chave a qual abre todas as portas e possibilidades como também as tranca. Seu mês é Janeiro, sua festa é o réveillon
Na Streghria ele é cultuado como Ani, o Deus do Sol, tendo participação crucial durante a Roda do Ano.

Manuscrito de Voynich

sexta-feira, Janeiro 27th, 2012

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Pouca gente conhece o Manuscrito de Voynich, que é considerado o “livro mais misterioso do mundo”. O que o torna tão misterioso é o fato de ser o único documento da Idade Média que ainda não foi decifrado.
O livro tem 204 páginas em pergaminho e, além dos textos incompreensíveis, contém muitas ilustrações que ajudam a entender sobre o que tratam quatro das cinco partes em que o livro parece estar dividido: botânica, astronomia, biologia, farmacologia (ou medicina). A última parte do livro contém apenas escrita, tornando difícil imaginar sobre o que trata. Este livro possui linhas de texto rabiscado em pergaminho visivelmente envelhecidos, que flui ao redor ilustrações primorosamente desenhada retratando plantas, tabelas astronômicas e figuras humanas em banho – talvez – a fonte da juventude.
À primeira vista, o “manuscrito Voynich” não parece ser diferente de qualquer outro trabalho antigo de escrita e desenho. Mas uma segunda olhada revela que nada aqui é o que parece. Caracteres estranhos, letras que lembram o latim, outras ao contrário de qualquer coisa usada em qualquer língua conhecida, são organizadas em que parecem ser palavras e frases, exceto que eles não se parecem com nada escrito – ou lido – por seres humanos. Na verdade o alfabeto utilizado em forma cursiva no texto é completamente diferente de qualquer idioma conhecido, e por isso é senso comum entre os especialistas que seja uma espécie de código o que está escrito nas aproximadamente duzentas e cinquenta páginas recheadas de ilustrações sobre astrologia, plantas e moças tomando banho em um encanamento muito bem elaborado. Foram inúmeras as tentativas frustradas nesses quase cem anos para decifrar o misterioso código.

 

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O manuscrito, que atualmente pertence ao Beinecke Rare Book and Manuscript Library da Universidade de Yale, foi descoberto em Villa Mondragone, perto de Roma, em 1912 pelo antigo livreiro Wilfrid Voynich enquanto selecionava itens de um baú de livros colocado à venda pela Companhia de Jesus. Voynich dedicou o resto de sua vida para desvendar o mistério da origem do livro e decifrar seus significados. Ele morreu 18 anos depois, sem ter descoberto qualquer segredo do livro. Durante os últimos cinco séculos, o livro intriga criptógrafos, padres, matemáticos e até reis. Escritas numa língua indecifrável e ilustradas com plantas, símbolos zodiacais e mulheres nuas, suas 240 páginas parecem revelar algum segredo milenar, uma enigmática fórmula de alquimia. Mas esse mistério pode ter sido revelado. 

O cientista da computação Gordon Rugg, da Universidade de Keele, na Inglaterra, acredita ter decifrado o código do livro, e arremata: o documento significa nada, coisa nenhuma. É puro conto do vigário armado para arrancar dinheiro de um abastado imperador. Revelado ao mundo em 1912 pelo colecionador americano Wilfrid Voynich, que emprestou seu nome ao mistério, o manuscrito não tem autoria nem data de nascimento conhecidas. Suas letras foram comparadas com numerais romanos e com os alfabetos latino, chinês, e árabe, entre outros. Para tentar decifrar o mistério, Rugg valeu-se de técnicas do próprio século 16, período em que o livro surgiu. Com um instrumento chamado Grade de Cardano, composto de 40 linhas e 39 colunas, ele criou uma tabela e a preencheu com sílabas do “voynichês”. Sobre a tabela, deslizou um cartão com janelas dispostas ao acaso. Conforme os movimentos do cartão, diferentes palavras formaram-se. “Obtivemos palavras com os mesmos padrões lingüísticos do manuscrito”, diz Rugg. Mas essa semelhança poderia ocorreu mesmo se as frases do livro tivessem um sentido. “O método produz uma imitação ao acaso assim como as palavras de um idioma. Por isso, o livro ainda pode ter sido escrito em língua natural”, afirma Jorge Stolfi, professor de computação da Universidade de Campinas, que estuda o manuscrito há seis anos. A maior evidência da fraude é que a Grade de Cardano era conhecida pelo alquimista Edward Kelley, com quem Rodolfo II, imperador da Boêmia, atual República Tcheca, obteve o manuscrito de Voynich. Entre 1576 e 1606, o rei Rodolfo levou ao Castelo de Praga ricas coleções de relíquias e obras de arte. Como também era dado a investigações de alquimia e magia negra, teria sido uma presa fácil para Kelley. A malandragem teria valido 600 ducados, segundo arquivos do imperador. Algo em torno de 150 mil reais hoje em dia.
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Oricalco

quarta-feira, Maio 5th, 2010

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Oricalco (orichalcum em latim e inglês) é um metal mencionado por várias fontes da antiguidade grega e romana, inclusive a narrativa de Platão sobre a Atlântida.
A palavra deriva do grego ορείχαλκος, oreichalkos, de όρος, oros, “montanha” e χαλκός, chalkos, cobre ou bronze, ou seja, “cobre da montanha”. Em latim escreveu-se também aurichalcum, dando a idéia de alguma relação com o ouro, mas trata-se de uma falsa etimologia. A palavra aurus, “ouro”, é latina e não tem significado em grego.
Identificação 
Para os romanos, o oricalco ou “auricalco” era, sem dúvida, a liga de cobre e zinco que hoje conhecemos como latão. Em seu tempo, a liga era produzida a partir da fusão de minério de cobre com uma “terra” que era, na verdade, um minério de zinco, a calmia (ou cadmia, como escrevia Plínio), hoje chamada calamina. Os romanos usaram latão rotineiramente na cunhagem de moedas, principalmente sestércios e dupôndios, a partir de 20 a.C.

Ligas de cobre e zinco podem ser brancas (se contiverem mais de 50% de zinco), dourada (com 18% a 50%) ou vermelha (com menos de 18%, quando é chamada também de tombac), o que pode explicar as descrições às vezes variadas da cor do metal.

Em tempos anteriores aos romanos, o latão deve ter sido visto como uma variedade muito rara de cobre, pois era obtido apenas das raras jazidas onde cobre e zinco encontravam-se naturalmente ligados. Peças obtidas a partir de latão nativo são encontradas no Oriente Médio de antes de 1000 a.C., mas são incomuns. As mais antigas são de Nuzi, cidade hurriana nos limites do antigo Mitanni, datadas de 1500 a.C. a 1350 a.C. Também foram encontradas peças de latão em tumbas de Górdio (Frígia, na Anatólia) a partir do VIII século a.C.

Outra hipótese plausível é que o oricalco de tempos pré-romanos se tratasse de outras ligas de cobre que não latão (cobre e zinco) ou bronze (cobre e estanho), tais como o shakudō japonês, liga escura feita de 96% de cobre e 4% de ouro, usada principalmente em tsuba (guarda de espadas) e o shibuichi, liga acinzentada feita de 75% de cobre e 25% de prata. O misterioso “bronze de Corinto” (æs Corinthiacum), que os romanos dizem ter sido imune à pátina e mais valioso que o ouro, era produzido em Corinto antes do século II a.C. e segundo Plínio, o Velho, era uma liga de cobre, ouro e prata. Segundo ele, esse bronze podia ser luteum (amarelo), se feita com ouro, candidum (branco) se fosse de cobre e prata, de uma cor intermediária, quando os três metais eram unidos em proporção semelhante, ou ainda hepatizon (cor de fígado, marrom-avermelhado), menos valioso, se o cobre era unido a pequenas quantidades de ouro e prata.

Outras hipóteses a respeito do oricalco têm visado, na maioria das vezes, apoiar especulações incomuns sobre a localização da Atlântida, chegando a ignorar a afirmação explícita de Platão de que se tratava de um metal. Entre elas:

Âmbar – segundo a teoria de Jürgen Spanuth, que localizava a Atlântida no Mar do Norte e a relacionava a uma ilha conhecida pelos antigos como Basiléia, que teria sido uma fonte de âmbar (leia mais em Atland: Spanuth

Obsidiana – segundo a teoria de Christian M. Schoppe e Siegfried G. Schoppe, que localiza a Atlantida no Mar Negro (leia Atlântida no século XXI).

Tumbaga – liga natural de ouro e cobre encontrada nos Andes, segundo a teoria de Jim Allen que localiza a Atlântida junto ao lago Poopó, na atual Bolívia (leia Atlântida no século XXI).

Alumínio – especulação de alguns dos que propõem uma Atlântida tecnologicamente avançada, visto que a produção desse metal exige o domínio da energia elétrica em grandes quantidades.

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Menções 

Homero – um hino homérico a Afrodite menciona brincos de oricalco.

Hesíodo – no épico O Escudo de Héracles, do qual só restam fragmentos, Héracles põe grevas (armaduras para as pernas) de oricalco, que lhe foram presenteadas por Hefesto.

Platão – menciona o oricalco no diálogo Crítias, como um metal usado na Atlântida. Depois do ouro, era o segundo metal mais precioso para os atlantes, que também conheciam a prata, o estanho, o cobre. A muralha externa da acrópole central da capital era coberta de oricalco, “que brilhava como fogo”. O teto do grande templo de Posêidon e Cleito no centro da cidade era de marfim enfeitado com ouro, prata e oricalco e todo o resto das paredes, colunas e do chão era coberto de oricalco. Eram também de oricalco o pilar do templo no qual eram inscritas as leis de Atlântida e ante o qual era sacrificado o touro na cerimônia que reunia os reis de Atlântida a cada cinco ou seis anos.

Virgílio – diz na Eneida que o peitoral de Turnus, rei dos rútulos e inimigo de Enéias, era feito de “ouro e oricalco branco”.

Flávio Josefo – o historiador judeu diz, nas Antiguidades Judaicas, que os vasos do Templo de Salomão eram feitos de oricalco.

Plauto – em uma comédia intitulada Miles Gloriosus (O Soldado Fanfarrão), um dos personagens diz: “Por minha fé, os seus modos mostram realmente marcas de nascimento de primeira classe. Me ache três homens de tais modos que aposto igual peso em auricalco.”

Pausânias – ao mencionar Corinto em sua Descrição da Grécia, diz que as palavras do ritual dos mistérios de Lerna eram escritas em dórico, em um coração de oricalco.

Plínio, o Velho – na História Natural (capítulo 34) diz que o oricalco era um minério de cobre superior à calchitis de Chipre, que foi muito demandado por muito tempo, devido à sua excelente qualidade, mas se esgotara e há muito não se encontrava. Logo em seguida, porém, diz que o minério que em seu tempo era mais estimado era o mariano ou cordobano, que depois do liviano (da Gália), já quase esgotado em seu tempo, era o que melhor absorvia a cadmia “e se torna quase tão excelente quanto auricalco para fazer sestércios e dupôndios”, enquanto o cobre de Chipre era usado para fazer os ases (moedas de valor inferior). Sestércios (2½ ases) e dupôndios (2 ases) eram comprovadamente feitos com latão de 80% de cobre e 20% de zinco, liga que nesse tempo valia o dobro de seu peso em cobre puro. Cadmia era, portanto, um minério de zinco (embora o zinco metálico não fosse conhecido dos romanos).

Cícero – usa a expressão “estanho e oricalco por ouro e prata”, dando a entender que o oricalco era semelhante ao ouro, mas inferior, assim como o estanho à prata.

Pseudo-Aristóteles – o autor de De mirabilibus auscultationibus (“Sobre coisas maravilhosas que foram ouvidas”), tratado atribuido a Aristóteles, mas provavelmente de algum filósofo aristotélico dos séculos III a.C. ou II a.C., descreve o oricalco como um metal brilhante obtido da fusão do cobre com a adição de calmia, um tipo de terra encontrado nas costas do Mar Negro. O nome de calmia foi mais tarde dado a minério contendo óxido de zinco; neste caso, portanto, o oricalco pode ser inequivocamente identificado com o latão, liga de cobre e zinco

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Castor & Pólux

quinta-feira, Janeiro 7th, 2010

Signo-de-Gemeos

 

Castor e Pólux eram filhos de Leda e do cisne sob cujo disfarce Zeus (Júpiter) se escondeu. Leda deu nascimento a um ovo, que produziu os dois gêmeos. Helena, tão famosa devido à Guerra de Tróia, era sua irmã. Quando Teseu e seu amigo Pírito raptaram Helena, em Esparta, os jovens heróis Castor e Pólux saíram, imediatamente, com seus sequazes para libertá-la. Teseu não se encontrava na Ática e os gêmeos recuperaram a irmã. Castor era famoso como domador de cavalos e cavaleiro e Pólux, como lutador. Eram unidos por ardente afeição e inseparáveis em todos os seus feitos.
Acompanharam a expedição dos Argonautas. Durante a viagem, irrompeu uma tempestade e Orfeu invocou os deuses da Samotrácia, tocando sua harpa. A tempestade cessou, então, e apareceram estrelas sobre a cabeça dos gêmeos. Devido a isso, Castor e Pólux passaram depois a ser considerados as divindades protetoras dos marinheiros e viajantes, e as chamas que, conforme o estado da atmosfera, costumam aparecer em torno das velas e dos mastros das embarcações receberam seus nomes. Depois da expedição dos Argonautas, encontramos Castor e Pólux empenhados numa guerra com Idas e Linceus. Castor foi morto e Pólux, inconsolável com a perda do irmão, pediu a Júpiter que lhe permitisse oferecer a sua própria vida pela do outro. Júpiter consentiu que os dois irmãos vivessem alternadamente, passando um dia na terra e outro na morada celestial. Segundo outra versão, Júpiter recompensou a afeição dos irmãos, colocando-os entre as estrelas, como Gemini, os Gêmeos. Os dois receberam honras divinas sob o nome de Dioscuros (filhos de Jove). Acreditava-se que apareciam, às vezes mais tarde, participando de combates, de um ou outro lado, cavalgando magníficos cavalos brancos. Na história dos primeiros tempos de Roma, por exemplo, dizia-se que eles ajudaram os romanos na batalha do Lago Regilo, e, depois da vitória, foi erguido um templo em sua honra, no local onde apareceram.
Macaulay, em seus “Cantos da Roma Antiga”, assim se refere à lenda:
“Tão semelhantes eram, que os mortais 

Um do outro jamais distinguiriam. 

Tinham armaduras brancas como a neve 

E brancos como a neve os seus corcéis. 

Jamais forjas terrenas fabricaram 

Tão brilhante armadura, ou em terrena 

Fonte a sede matou corcel tão belo. 
Volta em triunfo o chefe, que nas provas 
Incertas do combate sempre vira 
O calor dos irmãos inseparáveis. 
Volta o navio ao porto, em segurança, 
Desafiando o mar e as tempestades 
Que a bordo estavam os poderosos gêmeos.”
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