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Merlin

terça-feira, outubro 1st, 2013

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Nas lendas sobre o Rei Arthur, o rei teve a ajuda e os conselhos de um poderoso mago chamado Merlin. Na verdade, este mágico, que arranjou o nascimento de Arthur e muitos aspectos da sua vida, pode ser visto como a força condutora por trás das lendas Arthurianas. Muitas histórias sobre Merlin circularam nos tempos medievais.
Origens e fontes
A figura de Merlin parece basear-se em um mago chamado Myrddin, que apareceu na mitologia pré-cristã dos povos celtas. Os escritos de Nennius, um contador de histórias galês de cerca de a. D. 800, incluem contos de um jovem mago chamadoAmbrosius que se tornou conselheiro de Vortigern, um lendário rei da recente Bretanha.
Quando o rei Arthur era um jovem garoto, o poderoso mago Merlin preparou-o para tornar-se  o governante da Grã-Bretanha. Nos anos posteriores, Merlin se tornou o ajudante e conselheiro  de confiança do Rei Arthur.
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Cerca de 300 anos depois, o cronista britânico Geoffrey de Monmouth contou uma história mais elaborada sobre o mago em sua “História dos Reis da Grã-Bretanha” (1136). Neste relato, um feiticeiro conhecido como Merlin Ambrosius serviu como conselheiro britânico do rei Uther Pendragon e, mais tarde, ao seu filho Arthur. Geoffrey de Monmouth também escreveu uma obra sobre Merlin que se baseou em velhas lendas celtas sobre um “homem selvagem da floresta” com poderes mágicos e adivinhação.
Algumas lendas mais recentes afirmam que Merlin era o filho de um demônio e de uma mulher humana. Apenas metade humano, Merlin era misterioso e imprevisível, às vezes, ajudando a raça humana, mas, por vezes, mudando de forma e passando longos períodos como um pássaro, uma nuvem, ou algo mais. Ele também desejava e seduzia as mulheres. Até o ano de 1200, no entanto, a influência do cristianismo foi remodelando as lendas do rei Artur e Merlin se tornou uma figura mais respeitável-  um velho sábio que fornecia orientação moral, bem como a magia.

 

Vida de Merlin e Obras 
Na lenda de Vortigern, o rei estava tentando construir um templo na planície de Salisbury, mas ele sempre caía. O menino Ambrosius disse ao rei sobre uma visão na qual ele tinha visto um dragão vermelho e um dragão branco lutando em uma piscina sob fundação do templo. A partir disso, ele previu que o dragão vermelho de Gales (Rei Vortigern) seria derrotado pelo dragão branco da Grã-Bretanha (Rei Uther Pendragon), o que mais tarde aconteceu. O mágico então construiu o templo por si próprio, usando sua magia para trazer pedras da Irlanda e organizá-las na planície em uma única noite. Segundo a lenda, foi dessa forma que o famoso monumento Stonehenge foi construído.
Merlin Ambrosius se tornou o aliado de Uther e usou sua magia para que Uther pudesse  passar uma noite com a outra esposa do rei A criança nascida dessa união foi Arthur. Merlin previu que ele seria um grande rei, que uniria todos da Grã-Bretanha.
Encarregado da educação de Arthur, Merlin preparou o menino para o reinado. Alguns relatos dizem que o assistente moldou a espada mágica Excalibur que provou que Arthur era o rei legítimo. De acordo com outras histórias, Merlin também criou a Távola Redonda em torno do qual cavaleiros de Arthur se assentavam. Ele era ajudante de Arthur e consultor em muitas coisas. No entanto, mesmo Merlin não conseguiu evitar o desmoronamento da comunhão dos cavaleiros e a queda de Arthur, como contado em todas as versões das lendas arturianas.
Quanto à própria sorte de Merlin, relatos variam. Alguns dizem que ele perdeu o juízo depois da derrota de Arthur e entrou na mata. A maioria das versões da história do mago, no entanto, acabam com o seu ser enganado por uma bruxa chamada Nimue(ou em alguns contos por parte da Dama do Lago), com quem ele tinha se apaixonado. Nimue não se importava realmente com Merlin, mas simplesmente queria aprender os seus segredos. Quando ela já havia aprendido o suficiente, ela o prendeu em uma caverna subterrânea de onde ele nunca poderia escapar.
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Magni e Modi

quarta-feira, junho 12th, 2013

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Magni e Modi eram dois dos filhos do deus do trovão Thor. Magni era filho de Thor e da giganta Jarnsaxa, enquanto que o nome da mãe de Modi não é referido nas fontes antigas. Modi e Magni , estavam destinados a serem ainda mais fortes e maiores do que o seu pai era, e a sobreviverem aos eventos do Ragnarok.

Magni é o deus que possui a maior força dentre todos os deuses. A Edda em prosa relata que Thor, certa vez, enfrentou e derrotou o gigante Hrungnir, mas o gigante havia caído sobre o deus. Todos os deuses haviam tentado libertar Thor, mas nada conseguiram fazer, então, chamaram por Magni, que tinha apenas três noites de vida, e ele libertou seu pai da perna do gigante. Thor muito feliz presenteou seu filho com um cavalo mágico chamado Gullfaxi, que pertencia a Hrungnir e disse que ele seria poderoso. Além disso, apesar de Thor precisar de suas luvas e cinto de força para utilizar o poderoso martelo Mjolnir, Magni podia levantar e movê-lo sem usar nenhum acessório após herdar a arma de seu pai após a morte do mesmo.

 

Modi, assim como seu irmão, é uma representação de força. No entanto, enquanto Magni representa a força física Modi é a força da bravura e coragem. A bravura de Modi é tão grande que ele não conhece o medo, e sua coragem influencia o aumento de sua própria força bruta. Os lendários berserkers eram frequentemente identificados com Modi, que era por vezes referido como o deus da fúria da batalha.
A adoração à Magni e Modi não era tão comum, uma vez que eles eram ofuscados pelo seu patrono popular. No entanto, houveram menção dos dois deuses ao longo lenda e em referências obscuras através da cultura pop moderna. Por exemplo, no RPG Mundo das Trevas: “Lobisomem”, os guerreiros da tribo Cria de Fenris são referidos como os Modi, demonstrando a sua fúria. O nome de Magni também pode ter influenciado a palavra magnífico, referindo-se ao poder inspirador de Magni .

Estes filhos de Thor, apesar de sobreviverem ao fim do mundo, ainda são muito mais obscuros do que as gerações anteriores de deuses, e essa é verdade sobre muitos dos outros sobreviventes, como Vidar e Narfi, filhos de Odin que também estavam destinados a sobreviver a última batalha e ascender a altos postos no novo mundo.

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Lechuza

quarta-feira, Janeiro 23rd, 2013
De acordo com o folclore mexicano e texano, Lechuzas  são mulheres que venderam suas almas ao diabo em troca de poderes mágicos. Em algumas versões da lenda, a Lechuza é o espírito de uma bruxa que foi assassinada por moradores. Seu espírito retornaria na forma de um pássaro-monstro para se vingar. Em outros contos, uma Lechuza é o espírito vingativo de uma mulher comum que voltou do túmulo para atormentar os vivos e buscar vingança.
À noite, as Lechuzas se transformam em monstros com corpo de coruja e rosto de mulher, semelhante as representações de harpias na mitologia grega. Nessa forma, elas voam pela noite em busca de presas. Quando uma Lechuza encontra seu alvo, ela irá pousar em um local onde ela não possa ser facilmente vista e, em seguida, fará assobios estranhos ou o som de um bebê chorando. Qualquer um que tentar procurar de onde o som vem estará fadado a se tornar o jantar da Lechuza, pois ela voará em sua direção, fincando suas garras em seus ombros e a levará embora para algum local onde possa se deliciar com sua carne.
Lechuzas são virtualmente imortais, sendo imunes a armas e balas, porém temem o sal, que deve ser usado como amuleto ou espalhado pelo ambiente para assim mante-las afastadas.

 

 

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A Maldição da Múmia

quinta-feira, outubro 27th, 2011

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Lenda que surgiu no início do século XX tem como base a crença de que as tumbas dos faraós tinham maldições escritas sobre elas ou nos seus arredores.

A lenda da maldição associada com a descoberta da tumba do faraó Tutancâmon é a mais famosa na cultura ocidental. Ela afirma que alguns membros da equipe de arqueólogos que desenterraram a múmia do faraó morreram de causas sobrenaturais em consequência de uma maldição. Muitos especialistas negam que realmente foi escrito uma maldição, mas outros dizem que foi encontrado na antecâmara um óstraco de argila com uma inscrição dizendo:

“A morte abaterá com suas asas quem perturbar o sono do faraó”.
Tutancâmon foi um jovem faraó que faleceu aos 19 anos, segundo os egiptólogos casou-se aos 10 anos com sua meia irmã que tinha 12 anos de idade.

A importância atribuída para este faraó está relacionada ao fato de sua tumba, situada no Vale dos Reis, ter sido encontrada intacta. Nela, o arqueólogo inglês Howard Carter encontrou, em 1922, uma grande quantidade de tesouros, como joias, objetos pessoais, ornamentos, vasos, esculturas e armas. O corpo mumificado de Tutancâmon estava dentro de um sarcófago coberto por uma máscara de ouro, além disso, seu caixão também era de ouro maciço.

Sete anos depois, treze membros da equipe já haviam morrido de formas inexplicáveis. Outras nove pessoas que tiveram contato com a múmia também estavam mortas. Seria mera coincidência?

A primeira morte aconteceu em abril de 1923. O Conde de Carnarvon, aristocrata inglês, que acompanhou Carter e financiou a expedição, começou a agonizar em seu quarto, sua irmã Lady Burghclere, disse que ouvia o doente mencionar o nome Tutancâmon em meio aos delírios: “Já entendi seu chamado… eu o seguirei!”.

O arqueólogo americano Arthur Mace, que havia ajudado Carter a destroçar os muros do mausoléu, se queixou de uma sensação de fraqueza e prostração crescentes, perdendo a consciência em certos momentos. Morreu em um hotel, antes mesmo que os médicos pudessem arriscar um diagnóstico.

O milionário americano George Jay-Gould foi outra vítima fatal tendo morrido atacado pela febre.

Archibald Douglas Reed, que desenrolou e radiografou a múmia, morreu com os mesmos sintomas ao retornar à Inglaterra, em 1924. O secretário de Howard Carter, Richard Bethell, foi encontrado morto em sua casa em Londres. No mesmo ano a viúva de Lord Carnarvon, Lady Almina, morreu em circunstâncias semelhantes às do marido.

A maldição do faraó Tutancâmon entrou para a história como um dos fatos mais inexplicáveis que já desafiaram os arqueólogos. Muitos acreditaram em uma força sobrenatural, mas o fato é que a maldição nunca foi totalmente esclarecida.

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