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Lamashtu

quarta-feira, outubro 19th, 2011

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Lamashtu ou Dimme (na mitologia suméria) era um demônio feminino, uma deusa maligna que ameaçava as mulheres durante o parto e se alimentava da carne e do sangue dos recém-nascidos após sequestrá-los enquanto estavam sendo amamentados. Era filha do rei dos deuses Anu e Ninhursag. Ao contrário dos outros deuses, ela não tinha o amor no coração e gostava de ver o sofrimento de seus súditos, principalmente ver mães perdendo seus filhos, com abortos e outras coisas malévolas.
Reza a lenda que sua maldade era tanta, que foi fazendo com que ela se transformasse em um monstro peludo, com cabeça de leão, pés de pássaro, unhas grandes e garras afiadas nas mãos. Seu terror e ódio eram infinitos, por isso Anu teve que expulsa-la do paraíso, lhe amaldiçoando a vagar no mundo, onde seria odiava por todos e esquecida.

 

Conta-se que enquanto ela vagava pelo mundo dos homens, ela ia matando crianças recém nascida nas noites mais escuras, sugando todo o sangue delas e arrancando seus ossos, para roer durante o dia enquanto se escondia da luz do sol que queimava seus olhos e pele. E mesmo sem alguém Lamashtu deu a luz a sete filhos, pequenos vampiros, que também se criaram bebendo sangue dos mais novos humanos e aterrorizando a todos, iniciando assim um clã de sanguinários vampiros matadores de recém-nascidos. Fala-se que a noite Lamashtu perturbava o sono e os sonhos das pessoas, por onde passava plantas morriam e córregos secavam, quando chegava perto os músculos dos homens perdiam a força e as mulheres gravidas pariam antes da hora.
Doenças e pragas chegavam junto com ela, mas não iam embora quando a vampira partia.
Vendo que não podia mais defender as crianças, Anu criou o primeiro caçador de vampiros do mundo, levando a Terra Pazuzu, o deus da fome e da seca, que recebeu o poder para lutar contra Lamashtu e seus descentes, impedindo o assassinato dos pequenos.
Infelizmente, como a religião suméria foi sendo esquecida pela vinda das novas religiões, muitos da história de Lamashtu se perdeu, não se sabe o que aconteceu com ela ou se ainda vaga por esse mundo, ou quem sabe mesmo acabou sendo derrotado por seu poderoso inimigo Pazuzu, que desceu do paraíso para enfrenta-la. Mas caso Lamashtu ainda vague por essa Terra, mesmo que com menos poder, ela ainda deve sempre atacar a noite fazendo mães perderem seus filhos e homem perderem sua força…
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Lança do Destino

quarta-feira, Março 16th, 2011

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A Lança do Destino (também conhecida como Lança Sagrada ou Lança de Longino), segundo a tradição da Igreja Católica, foi a arma usada pelo centurião romano Longinus para perfurar o tórax de Jesus Cristo durante a crucificação.

A lança (do grego: λογχη, lonke) só é mencionada no Evangelho de João (19:31-36), e em nenhum dos Evangelhos sinópticos. O Evangelho declara que os Romanos pretendiam quebrar as pernas de Jesus, uma prática conhecida como crurifragium, que objetivava acelerar a morte numa crucificação. Logo antes de o fazerem, porém, perceberam que Jesus já estava morto, e portanto não havia razão para quebrarem suas pernas. Para certificarem-se de sua morte, um legionário romano (fora da tradição bíblica chamado de Longino) furou-lhe o flanco:
“… Contudo um dos soldados lhe furou o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água.” João 19:34.
O fenômeno do sangue e água foi considerado um milagre por Orígenes. Os católicos, embora aceitem o sangue e a água como uma realidade biológica, emanando do coração e da cavidade abdominal de Cristo, também reconhecem a interpretação alegórica: ela representa um dos principais mistérios/ensinamentos chave da igreja, e um dos principais assuntos do Evangelho segundo Mateus, que é a interpretação da Consubstancialidade adotada pelo Primeiro Concílio de Niceia, segundo a qual Jesus Cristo era ambos: verdadeiro Deus e verdadeiro homem. O sangue simboliza sua humanidade, a água, sua divindade. Cerimonialmente, isso é representado em certo momento da Missa: o padre asperge uma pequena quantidade de água no vinho antes da consagração, um ato que reconhece a humanidade e divindade de Cristo e representa o fluxo de sangue e água do flanco de Cristo na cruz. Santa Faustina Kowalska, uma freira polonesa cujo apostolado e cujos escritos levaram ao estabelecimento da devoção da Divina Misericórdia, também reconheceu a natureza milagrosa do sangue e água, explicando que o sangue simboliza a misericórdia divina de Cristo, e a água, Sua divina compaixão e as águas batismais.
Uma tradição indica que esta relíquia foi encontrada na Antioquia por um monge, chamado Pedro Bartolomeu, que acompanhava a Primeira Cruzada. Este afirmava ter sido visitado por Santo André, que lhe teria contado que a lança encontrava-se na igreja de São Pedro. Depois da conquista da cidade, foi feita uma escavação e foi o próprio Pedro Bartolomeu que a encontrou.
Apesar de se pensar que tinha sido o monge a colocar uma falsa relíquia no local (até o legado papal Ademar de Monteil acreditava nisto), o logro melhorava a moral dos cruzados, sitiados por um exército muçulmano. Com este novo objeto santo à cabeça das suas forças, o príncipe de Antioquia marchou ao encontro dos inimigos, a quem derrotou miraculosamente – milagre segundo os cruzados, que afirmavam ter surgido um exército de santos a combater juntamente com eles no campo de batalha.
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Leviatã

sábado, Janeiro 1st, 2011

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O Leviatã é sem duvidas, a mais poderosa criatura dos mares. Ele é um antigo ser mitológico, dotado de imensos poderes sobrenaturais e com de enormes proporções físicas.

 

 

Era bastante comum no imaginário dos navegantes europeus da Idade Moderna, existindo uma infinidade de relatos de encontros assombrosos com esse demônio marinho durante as explorações dos antigos navegadores. A descrição que prevalece entre tantas é que Leviatã é uma mistura de Serpente do Mar com Dragão, com quase 100 metros de comprimento, capaz de destruir navios sem o mínimo de esforço.

 

Durante a Idade Média Leviatã foi considerado pela Igreja Católica, como o demônio representante do quinto pecado, a Inveja, também sendo tratado com um dos sete príncipes infernais.

 

No Antigo Testamento, o Livro de Jó, capítulos 40 e 41, aponta a imagem mais impressionante do Leviatã, descrevendo-o como o maior (ou o mais poderoso) dos monstros aquáticos. No diálogo entre Deus e Jó, o primeiro procede a uma série de indagações que revelam as características do monstro, tais como “ninguém é bastante ousado para provocá-lo; quem o resistiria face a face? Quem pôde afrontá-lo e sair com vida debaixo de toda a extensão do céu?… Quem lhe abriu os dois batentes da goela, em que seus dentes fazem reinar o terror?… Quando se levanta, tremem as ondas do mar e as vagas do mar se afastam. Se uma espada o toca, ela a ele não resiste, nem a lança, nem a azagaia, nem o dardo. O ferro para ele é palha, o bronze pau podre” (Bíblia Sagrada, 1957: 656). Na bíblia também é dito que um dia Deus enviara o colossal monstro terrestre Behemoth para matar o demônio marinho Leviatã. Eles terão uma grande batalha, onde os dois morrerão, mas Behemoth sairá vitorioso por cumprir sua missão.
A origem histórico-mitológica de tais animais descritos na Bíblia é uma questão um tanto obscura. Ambos animais têm sido associados a algumas sagas, o leviatã talvez esteja associado ao “Tiamat”, uma divindade da saga da Babilônia. Uma lenda ainda mais antiga sobre o Leviatã diz que este monstro é na verdade o guardião de um tesouro submarino. Sua forma tambem é variável, podendo ser até um dragão. Lendas mais recentes dizem que o Leviatã seria o guardião de Atlantis.

Alguns historiadores relacionam o Leviatã om uma baleia, pois os povos antigos temiam essas gigantes do mar, assim como temem o Leviatã.

Vários livros, jogos, séries e animes citam essa criatura, e existe até uma banda de black metal com esse nome.

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A Loira do Banheiro

sexta-feira, julho 9th, 2010

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É difícil encontrar no Brasil alguém que não conheça a história da “loira do banheiro”. Quem nunca ouviu essa lenda, pergunte a seus pais, parentes ou amigos. Algum deles, com certeza conhece essa história assustadora que rondava nos colégios da rede pública.
Mito Popular:
Uma garota muito bonita de cabelos loiros com aproximadamente 15 anos sempre planejava maneiras de matar aula. Uma delas era ficar no banheiro da escola esperando o tempo passar. Porém um dia, um acidente terrível aconteceu. A loira escorregou no piso molhado do banheiro e bateu sua cabeça no chão. Ficou em coma e pouco tempo depois veio a morrer. Mesmo sem a permissão dos pais, os médicos fizeram autópsia na menina para saber a causa de sua morte.
A menina não se conformou com seu fim trágico e prematuro. Sua alma não quis descansar em paz e passou a assombrar os banheiros das escolas.
Muitos alunos juram ter visto a famosa loira do banheiro, pálida e com algodão no nariz para evitar que o sangue escorra. Algumas pessoas dizem que a loira aparece com uma rosa na mão e vestida de branco ou usando um antigo vestido azul. Sempre nos banheiros femininos das escolas. Dizem também que ela tenta se comunicar com as pessoas, mas não consegue.
Reza a lenda que, para chamar à loira, você precisa ir ao banheiro feminino, na última cabine dos vasos sanitários, apertar três vezes a descarga, falar três palavrões em voz alta e dizer três vezes “Loira, Loira, eu quero te ver”.
Isso é apenas uma lenda urbana, apesar de varias pessoas jurarem que já viram essa figura.
Historia Original:
A personagem que assombra a imaginação de quem estuda nas escolas do país, seria Maria Augusta, filha de Francisco de Assis de Oliveira Borges, Visconde de Guaratinguetá e de sua segunda esposa, Amélia Augusta Cazal, ela nasceu no ano de 1866 e teve uma infância privilegiada e um requintado estudo em sua casa, cujas terras ultrapassavam os limites da atual Rua São Francisco. Sua beleza encantava os ilustres visitantes que passavam pelo vale do Paraíba.
Naquela época, a política dos casamentos não levava em conta os sentimentos dos jovens, pois os casamentos eram “arranjados” levando-se em conta na realidade, os interesses dos pais. Uma nítida conotação de transação simplesmente econômica ou meramente política, teria levado o Visconde de Guaratinguetá a unir no dia 1 de Abril de 1879 sua filha Maria Augusta com apenas quatorze anos de idade com um ilustre conselheiro do Império, Dr. Francisco Antônio Dutra Rodrigues, vinte e um anos mais velho que a bela jovem.
Como era previsível, surgiram divergências entre Maria Augusta e seu marido, o Dr. Dutra Rodrigues, devido também à sua pouca idade, fazendo com que os pensamentos e ideais do casal fossem diferentes. Devido a esses problemas, Maria Augusta deixa a companhia do Marido em são Paulo e foge para a Europa na companhia de um titular do Império e alto ministro das finanças do reino, passando a residir em Paris na Rua Alphonse de Neuville.
Maria Augusta assume definitivamente a alta sociedade parisiense abrilhantando bailes com sua beleza, elegância e juventude. Maria Augusta prolonga sua estada na França até que no dia 22 de Abril de 1891, com apenas 26 anos de idade vem a falecer, sendo que para alguns, devido à pneumonia, e para outros a causa foi a hidrofobia.
Diz a lenda, que um espelho se quebrou na casa de seus pais em Guaratinguetá no mesmo momento em que Maria Augusta morreu. Seu atestado de óbito desapareceu com o primeiro livro do cemitério dos Passos de Guaratinguetá, levando consigo a verdade sobre a morte de Maria Augusta. Para o transporte do seu corpo ao Brasil, foram guardadas dentro de seu tórax as joias que restaram e pequenos pertences de valor, e foi colocado algodão em seu corpo para evitar os resíduos. Conta-se também que durante o caminho, os pertences guardados em seu cadáver foram roubados.
Enquanto o corpo de Maria Augusta era transportado, sua mãe inconsolada decidiu construir uma pequena capela no Cemitério Municipal de Guaratinguetá para abrigar a filha, com os dizeres: “Eterno Amor Maternal”. Quando o corpo da filha chegou ao palacete da família, sua mãe o colocou em um dos quartos para visitação pública e assim ficou por algumas semanas durante a construção da capela. O corpo da menina, que estava em uma urna de vidro, não sofria com o tempo e ela sempre aparentava estar apenas dormindo.
Depois; mesmo quando a capela ficou pronta, a mãe negou-se a sepultar o corpo da filha devido a seu arrependimento. Até que um dia, após muitos sonhos com a filha morta, pedido para ser enterrada e dizendo que não era uma santa ou coisa parecida para ficar sendo exposta e com muita insistência da família, a mãe consentiu em sepultá-la.
A casa onde residiu a família e onde Maria Augusta nasceu tornou-se mais futuramente um colégio estadual, onde algumas pessoas afirmam terem visto o espírito de Maria Augusta andando por lá.
A lenda conta que Maria Augusta caminha até hoje pelos corredores do colégio. Suas conhecidas aparições nos banheiros são por conta da sede que seu espírito sente por ter sido colocado algodão em suas narinas e boca. Dizem que devido a esse acontecimento, ela passa pelos banheiros das escolas para abrir as torneiras e beber água, e que quando isso acontece é possível sentir seu perfume e ouvir seu vestido deslizar pelo chão, além de ser possível avistar sua silhueta pelas janelas. Nenhum relato de atos de maldade cometida por ela foi comentado, apenas breves aparições pelos banheiros e corredores onde deixa no ar um leve perfume (o mesmo que usava em Paris). Também há o relato de uma funcionária da Escola que a ouviu tocar piano.
No cemitério onde foi construída a capelinha para seu sepultamento, sendo mais exatamente um lindo mausoléu branco à esquerda do portão de entrada do cemitério dos Passos, também se ouvem relatos do avistamento de sua silhueta passando por entre os túmulos do cemitério, ao mesmo tempo em que um doce perfume predomina no ar, além do barulho do arrastar de tecido pelo chão.
Por isso, muito cuidado quando estiver só em um banheiro de uma escola, principalmente às altas horas da noite, você poderá ter uma surpresa altamente desagradável!
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