quarta, maio 30, 2018 06:42

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Hyakume

segunda-feira, junho 23rd, 2014

Hyakume (em japonês 百 目, “Cem Olhos” ) é um yokai protetor de templos e santuários antigos segundo o folclore japonês. Ele faz de templos e cavernas abandonados sua morada, e enquanto vive lá, os protege do ataque de ladrões durante a noite.

Como seu nome sugere, um Hyakume é coberto da cabeça aos pés com inúmeros olhos, e debaixo deles há somente um corpo carnudo e flácido, aproximadamente do tamanho de um homem comum. Com seus olhos fechados, ele se assemelha a um nódulo rosa de carne, e é quase indistinguível do Nuppeppō, um yokai que habita ambientes semelhantes.

Durante o dia, a luz do sol é demais para seus muitos olhos sensíveis, e por isso o Hyakume só sai de seu esconderijo à noite, passando o dia dentro de locais onde poucos humanos tem acesso. Se ele detectar a presença de um humano aproximando-se do local, um de seus olhos se separa de seu corpo e voa até ele, aderindo ao seu corpo durante o tempo em que este permanecer na área, monitorando assim todas as suas ações. Eventualmente, o olho irá retornar para o yokai. Quando um Hyakume ataca, ele pula para fora da escuridão de uma maneira ameaçadora. Ele não é um yokai particularmente violento, e depende de seu tamanho e de sua aparência assustadora para espantar os humanos para fora.

hyakume        Yokai_jiten7

O Ano Novo que você comemora

quarta-feira, outubro 2nd, 2013

 

jano

Jano (em latim Janus) É um deus romano que deu origem ao nome do mês de Janeiro.

Jano tem duas faces (bifronte) – uma voltada para frente (visualizando o futuro) e a outra para trás (visualizando o passado).

A figura de Jano é associada a porta (entrada e saída),bem como a transição. O maior monumento em sua glória se encontra no Vaticano .
Jano costuma ser  representado como uma figura masculina com barbas e outra sem. Comum é o fato deste estar constantemente representado por duas faces que olham em direções opostas.
Jano foi responsável pelas riquezas,trás dinheiro.

A festa de Jano desde os tempos pagãos, sempre foi comemorada em 1 de Janeiro de cada ano.

A comemoração no formato moderno, tem origem num decreto do governador romano Júlio César.  Os romanos dedicavam o dia 1 de janeiro a Jano, o deus dos ciclos que terminam e iniciam.

Os povos Romano sempre foram politeístas ou seja, adoradores de diversos Deuses pagãos, não existe nenhum relato de que o povo Judeu que viveu nessa mesma época tenha comemorado o ano novo, nem os apóstolos e discípulos que surgiram com a vinda do messias tenha comemorado o ano novo

Essa festa foi introduzida no cristianismo e se anexou a festa de inicio da contagem do ano em 1564. Depois da adoção do calendário gregoriano, o rei Carlos IX de França determinou que o ano novo seria comemorado no dia 1 de Janeiro, antes era comemorado em 1 de Abril que a partir de então se transformou no dia da mentira.

A festa (culto) a Jano, é cheia de significados e superstições, como vestir roupas brancas e comer lentilhas para trazer sorte e dar oferendas às entidades do candomblé, da umbanda e para os anjos da guarda.

Um dos momentos mais tradicionais da data é a ceia entre amigos  e familiares e a queima de fogos de artifício.

Janus, ou  Jano, é um Deus de origem pré-latina e muito cultuado pelos romanos, ele é um Deus que representa a dualidade, representante dos términos e dos começos, passado e futuro e das transições.

Janeiro, é um mês que tem em si um pouco do passado e a promessa do futuro que o inicio do ano marca. Jano foi o primeiro Deus a ser cultuado em cerimônia em Roma antes dos deuses gregos serem introduzidos as crenças romanas.

As palavras: Anel, Anal, Ânus e Ano entre outras, tem a ver com o deus Jano.

jano

As lendas contam que Janus era um homem mortal que nasceu na Tessália que se localiza na Grécia e ao se mudar para o Lácio, casou-se com a rainha e assim dividindo o reino. Após a morte de sua esposa, Janus  passou a governar sozinho todo o território e dedicou seu governo as transformações, desenvolvimentos científicos, criação de leis, aprimoramento do cultivo e as primeiras moedas correntes, muitas mudanças foram implementadas durante seu reinado trazendo para o Lácio um período de paz e prosperidade nunca visto antes. Ao morrer, Janus recebeu o status de Deus, devido à sua vida dedicada às transformações, adquirindo assim a dualidade do deus das transições, olhando tanto para o passado como para o futuro.

Sua representação é a de um homem com duas faces, uma voltada para o passado e uma voltada para o futuro, mas também há representações das faces como a de um homem jovial e belo (representando o futuro) e de um ancião de olhar profundo (representando o passado). Sua equivalência feminina e também considerada consorte é a Deusa Jana, Deusa da Lua, Caminhos, Magia e muito cultuada até hoje em várias tradições da Stregheria e também ela era representada com duas faces, uma olhando sempre para o passado e a outra para o futuro. Os romanos o associaram também com o deus estruco Ani, Deus do Céu, que como Janus, era representado com duas faces.
Ele era adorado no primeiro dia de todos os meses, nas épocas de plantio e colheitas, nos casamentos, nascimentos e acontecimentos considerados importantes na vida das pessoas, representava também momentos de transição e escolhas que mudavam os cursos da vida. Seu templo tinha uma porta voltada para o Leste, onde o Sol e a Lua nascia, e uma porta para o Oeste, onde os astros sumiam ao horizonte fechando o ciclo do dia e da noite. Seu templo também tinha uma serventia simbólica, em dias de paz suas portas estavam sempre fechadas e nos dias de guerra eram abertas, de acordo com os mitos as portas de seu templo só foram fechadas duas vezes na história — uma no reinado de Numa e outra no de Augusto. Nos fóruns romanos também foram construídos templos a Janus, mas estes continham quatro portais chamados Quadrifons Ianus e a maioria dos portões das cidades romanas havia uma representação das faces de janus.
Na mitologia uma das faces de Janus falava a verdade enquanto a outra mentia, confundindo assim a pessoa na hora de fazer uma escolha importante que poderia trazer grandes conseqüências,isto mostra a dualidade de Janus e seu papel como Deus das indecisões, pois representava assim aquele que acalenta e guia, protege e ama ao mesmo tempo que aquele que engana, que trai, que odeia e que trapaceia. Algumas tradições acreditavam que Janus também encarnava o caos, tanto exterior como interior.
Algumas das simbologias associadas a Janus é o oculto e o conhecido, a verdade e a mentira, a Lua e o Sol, o passado e o futuro, a dualidade que todos temos dentro de nós e que muitas vezes se manifesta em momentos cruciais de nossas vidas, nos confundindo e embaralhando nossos sentimentos e a capacidade de raciocinar, o emocial em atrito com o racional.
Seu símbolo é uma chave a qual abre todas as portas e possibilidades como também as tranca. Seu mês é Janeiro, sua festa é o réveillon
Na Streghria ele é cultuado como Ani, o Deus do Sol, tendo participação crucial durante a Roda do Ano.

Hitodama

quinta-feira, julho 9th, 2009

Effects_Hitodama_Light

 

Hitodama (人魂, ひとだま “alma humana” ou “bola humana”). É um termo usado na mitologia japonesa para a alma de uma pessoa, que a abandona quando a mesma morre. É a união das palavras japonesas hito (humano) e tama (alma).
Quando uma pessoa morre, geralmente a alma do seu corpo sai de uma forma esférica e imaterial, uma bola de luz. É normalmente descrito como uma bola voadora.

A lenda do Hitodama surgiu por causa dos gases florescentes que podem ser vistos nos túmulos humanos (conhecido em português como fogo-fátuo).

 

Ignis Fatuus by Rob Alexander