sŠbado, junho 02, 2018 06:35

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Jenny Greenteeth

quinta-feira, Janeiro 1st, 2015
Jenny_Greenteeth_1_CommonJenny Greenteeth √© uma lend√°ria bruxa presente no folclore ingl√™s. Segundo as lendas, ela assombra os rios e lagos da Gr√£-Bretanha, escondendo-se na √°gua em meio ao musgo √° espera de uma v√≠tima para capturar e devorar debaixo d’√°gua.
Segundo a cren√ßa popular, Jenny Greenteeth tem a pele verde clara; cabelo negro escorrido; dedos longos e ossudos; unhas sujas e afiadas; e dentes afiados, podres e verdes.¬†√Ā primeira vista, seus cabelos parecem ser apenas um monte de ervas escuras amontoadas na √°gua, mas depois aparecem dois olhos amarelos, como os de um sapo, √° sua espreita. Se n√£o houver cuidado, ela vai se aproximando, cada vez mais pr√≥xima a voc√™. Depois ela coloca seus longos dedos ossudos para fora da √°gua, que te agarram e te levam para dentro d’√°gua. Ent√£o ela te devora em meio √° profundidade escura do lago.
A lenda parece ser do tipo de lendas usadas para assustar crianças e evitar que se aproximem da margem das águas, como as Rusalki da mitologia eslava, o Kappa da mitologia japonesa ou o Bunyip na mitologia australiana. Porém alguns folcloristas a consideram uma memória da prática do sacrifício. Há uma cantiga que diz:
“Venha para dentro d’√°gua se banhar, querido
Venha nadar na piscina de redemoinhos
Abaixo nas profundezas com as pedras e os ossos
Voc√™ ir√° nadar comigo agora, seu tolo”
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Seu nome varia conforme a regi√£o do pa√≠s: em Lancashire √© chamada de Jenny Greenteeth, em Cheshire e Shropshire de Ginny Greenteeth, Jeannie Greenteeth, Wicked Jenny, ou Peg O’Nell.¬†Na Irlanda, h√° uma varia√ß√£o da lenda na qual a chamam de “Bean-Fionn”, que aparece como uma bela mulher vestida em um longo vestido branco, que ataca crian√ßas e adultos imprudentes, os captura e afoga nas profundezas escuras dos lagos irlandeses.

Varaha

terça-feira, setembro 23rd, 2014

re¬† ¬† ¬† ¬† ¬† ¬† ¬† ¬† ¬†Varaha (do s√Ęnscrito ŗ§Ķŗ§ĺŗ§įŗ§ĺŗ§Ļ, “javali”) √© na mitologia hindu o terceiro avatar de Vishnu. Nessa ¬†manifesta√ß√£o, ele costuma ser representado de duas formas diferentes. Em uma, Varaha possui um corpo humano ¬†com a cabe√ßa de javali e quatro bra√ßos, cada um segurando os atributos divinos de Vishnu. Na outra, Varaha √© ¬†representado com um corpo totalmente de javali. Em ambas as representa√ß√Ķes, Varaha aparece saindo do meio do ¬†oceano e trazendo a consigo a Terra em seus chifres.

 Mitologia

A lenda conta que Vishnu, na forma de Varaha, desceu ao fundo do oceano para resgatar o planeta Terra, que havia sido roubado e escondido l√° por um dem√īnio chamado Hiryanyaksha. Depois de uma grande luta, Varaha matou o dem√īnio, resgatou a Terra e a trouxe de volta para a superf√≠cie e preparou ela para que pudesse sustentar a vida, modelando as montanhas e moldando os continentes. A liberta√ß√£o desse mundo do dil√ļvio do pecado √© demonstrada na narrativa a seguir:
Dentre os descendentes de Daksha, o primeiro homem que Brahma criou no in√≠cio dessa era, existia um em especial, Kashyap, um s√°bio, que teve quatro esposas, Diti, Aditi, Vinita e Kadru. Diti deu √† luz os Asuras, e de Aditi nasceram os Devas, de Vinita nasceu Garuda, o p√°ssaro ve√≠culo de Vishnu, e da √ļltima, Kadru, nasceram os Nagas. Dos Asuras nascidos de Diti, dois possuiam grande poder. Esses dois irm√£os se chamavam Hiranyaksha e Hiranyakashyapu. Ambos praticaram pr√°ticas religiosas e austeridades, com isso seus poderes aumentavam cada vez mais.
Hiranyaksha, abastecido de um poder sem limites, atacou o Para√≠so, o reino dos Devas. Ele atacou os Devas, que amedrontados tiveram que se esconder. Hiranyaksha desafiou Varuna, o Senhor do Oceano, para uma luta. Mas Varuna respondeu: “√ď grande her√≥i, eu vivo como um ermit√£o. Eu n√£o desejo lutar, al√©m disso quem pode lutar com voc√™! Somente um Deus pode fazer isso.” Ent√£o Hiranyaksha, foi procurar Hari(Vishnu).
Nessa √©poca, a Terra (pritvi, ou bhumidevi), encontrava-se submergida nas √°guas. Nessa √©poca, das narinas de Parabrahma, um javali surgiu. Era bem pequeno de tamanho, quase de uma polegada. Mas com o passar do tempo ele cresceu, cresceu, at√© ficar enorme como uma montanha. A terra tinha ca√≠do e estado debaixo d’√°gua. O porco levantou ela pelas presas. Ele agora estava subindo sobre a √°gua para oferecer a Terra para Brahma.
Hiranyaksha viu esse javali do tamanho de uma montanha e ficou surpreso. Ainda em ilimitado orgulho, ele chorou: “Javali tolo, deixe a Terra onde ela est√° e v√° embora! Sim, eu sei quem voc√™ √©; voc√™ n√£o √© nada menos que Vishnu na forma de um javali. Eu vim quebrar sua cabe√ßa!
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Dizendo assim, ele parou o javali. A Terra tremeu pelo aparecimento feroz desse terr√≠vel dem√īnio. Mas o javali, que era Varaha, n√£o ligou para isso e prosseguiu carregando a Terra em rumo ao c√©u. Hiranyaksha perdeu a paci√™ncia e gritou: “Covarde! Voc√™ n√£o tem vergonha?” Varaha escutou esses insultos e colocou a Terra de lado. Seus olhos ficaram vermelhos de raiva. Ele disse: “Essas palavras de orgulho, s√≥ te levar√£o √†s garras da morte!” “Bem, ent√£o, lute!” Disse Hiranyaksha.
Uma briga terr√≠vel foi travada entre os dois. Os deuses testemunharam essa luta, que durou da manh√£ at√© o fim da tarde. Brahma estava muito ansioso que a luta acabasse antes de escurecer, pois queria que Varaha ganhasse, e ele sabia que na noite, os dem√īnios ganham mais poder. Como se ele l√™sse os pensamentos de Brahma, Varaha sorriu e mandou seu disco de energia ao redor de Hiranyaksha. Essa poderosa arma destruiu todas as armas de Hiranyaksha. Vendo todas suas armas destru√≠das pelo javali, a raiva de Hiranyaksha cresceu, e se apressou rugindo adiante com raiva, querendo esmagar Varaha nos seus bra√ßos. Ent√£o, o porco divino soprou forte na bochecha de Hiranyaksha. O sopro foi t√£o forte que Hiranyaksha morreu.¬†Ent√£o a Terra foi salva e reposta em seu lugar.

 

Stonehenge

s√°bado, agosto 3rd, 2013

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Stonehenge √© o monumento pr√©-hist√≥rico mais importante da Inglaterra e n√£o h√° nada semelhante √† ele em todo o mundo. Este altar de pedras tem sido usado h√° 5000 anos e at√© hoje n√£o se tem certeza absoluta qual era sua finalidade. Rituais Druidas, cerim√īnias em homenagem ao sol, ou portal para seres de outros planetas s√£o algumas das possibilidades sempre lembradas.

Os sax√Ķes chamavam ao grupo de pedras erectas “Stonehenge” ou “Hanging Stones” ( pedras suspensas), enquanto os escritores medievais se lhes referem como “Dan√ßa de Gigantes”.

As ‚Äúpedras azuis‚ÄĚ usadas para construir Stonehenge foram trazidas de at√© 400 km de dist√Ęncia, nas montanhas de Gales, com direito a travessia mar√≠tima, quando n√£o faltavam pedreiras na vizinhan√ßa. Algumas pesam 50 toneladas e tem 5 metros de altura. Se algu√©m tra√ßar uma linha no ch√£o, passando no meio do c√≠rculo formado pelas pedras, vai ver que esta linha aponta para a posi√ß√£o do nascer do sol de ver√£o.

A mais antiga refer√™ncia ao monumento, sup√Ķe-se, √© a que faz o grego Hecateu de Abdera na sua Hist√≥ria dos Hiperb√≥reos, datada de 350 A.C. ergue-se um templo not√°vel, de forma circular, dedicado a Apolo, Deus do Sol…

 

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O monumento √© um exemplo cl√°ssico das civiliza√ß√Ķes megal√≠ticas. Cientistas afirmam que Stonehenge foi constru√≠do entre os anos 2800 e 1100 a. C., em tr√™s fases separadas: 1¬™ Fase : (Morro Circular), que conhecemos como o c√≠rculo externo de Stonehenge e dos tr√™s c√≠rculos de buracos, cinq√ľenta e seis ao todo, que cercam o monumento

As quatro “pedras de esta√ß√£o” que se sup√Ķe terem sido utilizadas como um Observat√≥rio Astron√īmico, o objetivo aparente seria observar o nascer e o por do Sol e da Lua, visando elaborar um calend√°rio de esta√ß√Ķes do ano. 2¬™ Fase : que iniciou em 2100 a . C., houve a constru√ß√£o do duplo c√≠rculo de pedras, em posi√ß√£o vertical no centro do monumento, bem como da larga avenida que leva a Stonehenge e da margem externa das plan√≠cies cobertas de grama que o rodeiam. Na Terceira e √ļltima fase, o duplo c√≠rculo de pedras foi separado e reconstru√≠do, sendo erguidos muitos dos tr√≠litos.

 

 

Originalmente Stonehenge era um c√≠rculo externo media 86 m de di√Ęmetro. O c√≠rculo interno,com as pedras maiores, media 30 m. Havia ainda uma avenida de acesso principal onde ficavam os portais de pedra, marcando o alinhamento do sol e os ciclos da lua. Analisando-se as pedras viu-se que elas foram cortadas para encaixar exatamente uma na outra, o que √© incr√≠vel, j√° que na √©poca n√£o existiam ferramentas de constru√ß√£o com esta precis√£o.

Ao meditar sobre os mistérios de Stonehenge, vale lembrar que, naquela época, diferentes tribos e autoridades contribuíram para a construção de Stonehenge. Cada um pode ter tido objetivos diferentes para construir o monumento.

Alguns relatos hist√≥ricos contam que os Druidas, uma tribo Celta que habitou a regi√£o da Inglaterra durante o imp√©rio Romano fizeram cerim√īnias aqui, mas √© certo que n√£o foram eles que constru√≠ram Stonehenge, pois o monumento j√° existia quando os Druidas chegaram √† Inglaterra, a data√ß√£o pelo carbono-14 prova isto. Eles apenas herdaram a tradi√ß√£o, costumes e rituais dos primeiros moradores deste lugar.

Acredita-se que Stonehenge e outros s√≠tios megal√≠ticos hajam sido constru√≠dos pelos antepassados dos Druidas deste mil√™nio, por acreditarem que fossem lugares de grande for√ßa para concretizarem seus rituais…em vez de templos fechados eles reuniam-se nos c√≠rculos de pedra, como se v√™em nas ru√≠nas de Stonehenge Avebury, Silbury Hill e outros.Durante s√©culos, Stonehenge foi cen√°rio de reuni√Ķes de camponeses e nos √ļltimos 90 anos os “Druidas” modernos celebraram aqui o solst√≠cio de Ver√£o. Durante aproximadamente 20 anos, milhares de pessoas se reuniam no local todos os meses de junho para assistirem ao festival que a√≠ tem lugar. Mas em 1985 as autoridades proibiram tanto a vinda dos Druidas como o festival em si, receosas de que as pedras, assim como a paisagem circundante, possam ser danificadas

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Diversas pedras de Stonehenge tem desenhos ou inscri√ß√Ķes feitas pelas antigas civiliza√ß√Ķes, embora j√° estejam bastante apagadas pelo tempo. Como o local n√£o fica longe de Londres, h√° diversas excurs√Ķes de um dia que v√£o at√© l√°. Se voc√™ est√° de carro, Stonehenge fica duas milhas √† oeste de Amesbury, quase na jun√ß√£o das estradas A303 e A344.O fim de Stonehenge aconteceu por volta do ano 1600 AC. Foi a partir da√≠ que come√ßou sua destrui√ß√£o. Apesar do tamanho enorme, muitas das pedras desapareceram. As menores foram carregadas por visitantes que queriam levar uma “lembran√ßa”. A partir de 1918 o local come√ßou a ser recuperado, e muitas das grande pedras que estavam inclinadas e amea√ßando tombar foram reerguidas. Atualmente, o lugar √© administrado pelo English Heritage, e como o n√ļmero de visitantes √© de cerca de 700.000 por ano, foram tomadas medidas mais rigorosas para garantir a preserva√ß√£o de Stonehenge.

Ao redor do monumento principal existem outras obras intrigantes. Afastado de Stonehenge, 800 m ao norte est√° o chamado Cursum. Semelhante √† uma pista reta de corridas de cavalos, com 2,8 km de comprimento e 90 m de largura, imagina-se que ele tamb√©m era usado em cerimoniais religiosos e prociss√Ķes. Alguns adeptos do estudo dos OVNI afirmam entretanto que seu objetivo era servir como pista de pouso para naves interplanet√°rias.Depois da visita √† Stonehenge, ficam muitas d√ļvidas, algumas suposi√ß√Ķes, e poucas certezas. Porque trouxeram pedras t√£o imensas e pesadas de t√£o longe, exatamente para aquele lugar? Quem de fato construiu o monumento e porque? Sozinhos ou tiveram ajuda de alguma outra civiliza√ß√£o? Que civiliza√ß√Ķes eram estas, que j√° na pr√©-hist√≥ria tinham conhecimentos t√£o profundos de astronomia, engenharia, e matem√°tica? Teria sido Stonehenge realmente constru√≠do com ajuda de povos vindos de outros planetas, ou isto tudo n√£o passa de fic√ß√£o?

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Barong

domingo, junho 23rd, 2013

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Barong √© um personagem pertencente a mitologia pr√©-hindu da ilha de Bali, na Indon√©sia. Ele √© venerado como o rei dos esp√≠ritos e l√≠der das for√ßas do bem, al√©m de¬†protetor m√°gico das aldeias balinesas. Barong √© o¬†inimigo de Rangda, a rainha dem√īnio e m√£e de todos os esp√≠ritos malignos segundo as tradi√ß√Ķes mitol√≥gicas de Bali. A batalha entre Barong e Rangda √© destaque nas tradicionais dan√ßas balinesas, representando a eterna batalha entre o bem e o mal.

 

Iconografia

Barong é geralmente retratado como uma espécie de leão com a face vermelha e duas presas curvadas para baixo. Seu corpo é coberto de pelos brancos e espessos, e adornado com jóias douradas e pequenos pedaços de espelhos. Ele também é muitas vezes retratado acompanhado por dois macacos. Apesar desta forma leonina (chamada de Barong Ket) ser a mais famosa, existem ainda outras 4 formas, e cada uma delas protege uma região diferente da ilha. Suas outras formas são:

 

  • Barong Landung: forma de gigante;
  • Barong Celeng: forma de javali;
  • Barong Macan: forma de tigre;
  • Barong Naga: forma de drag√£o ou serpente.
Mitologia
A lenda mais famosa envolvendo Barong e Rangda √© a seguinte: Rangda foi banida de Bali por Udayana, seu marido, devido a pratica de magia negra. Ap√≥s a morte de Udayana, ela retornou a ilha (agora sob o reinado de seu filho, Airlangga) e invocou todos os esp√≠ritos mal√©ficos da floresta, dem√īnios e monstros para devastarem a mesma. Os soldados de Airlangga tentavam conter o ataque, mas as for√ßas inimigas eram imensamente poderosas, ent√£o ele pediu ajuda a Barong, que logo veio para o combate.
Temendo que a chegada de Barong desse vantagem aos soldados de Airlangga, Ranga lançou um poderoso feitiço sobre os mesmos, fazendo com que eles tentassem se suicidar apunhalando-se com os seus próprios keris (uma espécie de punhal). Para deter tal feitiço, Barong lançou um contra feitiço sobre os soldados, fazendo com que eles se tornassem imunes a qualquer dano causado por armas. Após um longo combate, Rangda e suas forças fugiram, e assim a ilha foi salva.
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