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Archive for the ‘H’ Category

Hades

sábado, setembro 28th, 2013

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Hades, deus do mundo subterrâneo (ou deus do inferno) da mitologia grega (ou Plutão, na mitologia romana), filho de Cronos e Réia, irmão de Zeus, Héstia, Demeter, Hera e Poseidon. Era casado com Perséfone (Cora para os romanos), que raptou do mundo superior, para ter como sua rainha. Este mito ficou muito conhecido como o rapto de Cora . Ele a traiu duas vezes, uma quando teve um caso com a ninfa do Cócito e também quando se apaixonou por Leuce, filha do Oceano.
Hades dominava o reino dos mortos, um lugar onde só imperava a tristeza. Conseguiu esse domínio através de uma luta contra os titãs, que Poseidon, Zeus e ele venceram. Assim Poseidon ficou com o domínio dos mares, Zeus ficou com o céu e a Terra e Hades com o domínio das profundezas.
Era um deus quieto e seu eu nome quase nunca era pronunciado, pois tinham medo, para isso usavam outros nomes como o de Plutão. Um deus muito temido, pois no seu mundo sempre havia espaço para as almas. Seu mundo era dividido em duas partes: o Érebo onde as almas ficavam para ser julgadas para receber seus castigos ou então suas recompensas; e também a parte do Tártaro que era a mais profunda região onde os titãs ficavam aprisionados. Hades era presidente do tribunal, era ele que dava a sentença dos julgamentos.
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Além das sombras e almas encontradas em seus domínios, era também cuidadosamente vigiado pelo Cérbero que era seu cão de três cabeças e cauda de Dragão. Era conhecido como hospitaleiro, pois nos seus domínios sempre tinha lugar para mais uma alma. O deus quase nunca deixava seus domínios para se preocupar com assuntos do mundo superior, fez isso duas vezes quando foi raptar sua esposa e a outra quando foi para o Olimpo se curar de uma ferida feita por Heracles.
Hades tinha o poder de restituir a vida de um homem, mas fez isso poucas vezes e muitas delas a pedido de sua esposa. Também conhecido como o Invisível, pois com a ajuda do seu capacete que o protege de todos os olhares. Este capacete também foi usado por outros heróis como Atena e Perseu.
Porém, ao contrário do que muitas pessoas pensam, Hades não é o deus da morte e sim o da pós-morte, ele comanda as almas depois que as pessoas morrem. Apenas Ares e Cronos são responsáveis pela morte e com isso até inimigos da humanidade, o que ele não era e sim temido por sua fama.
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Halloween

quinta-feira, agosto 29th, 2013

Origem histórica:

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O primeiro registos do termo “Halloween” é de cerca 1745. Derivou da contração do termo escocês “Allhallow-even” (véspera de Todos os Santos) que era a noite das bruxas.
Posto que, entre o pôr-do-sol do dia 31 de outubro e 1° de novembro, ocorria à noite sagrada (hallow evening, em inglês), acredita-se que assim se deu origem ao nome atual da festa: Hallow Evening → Hallowe’en → Halloween. Rapidamente se conclui que o termo “Dia das bruxas” não é utilizado pelos povos de língua inglesa, sendo essa uma designação apenas dos povos de língua latina.
Outra hipótese é que a Igreja Católica tenha tentado eliminar a festa pagã do Samhain (o Ano novo céltico) instituindo restrições na véspera do Dia de Todos os Santos. Este dia seria conhecido nos países de língua inglesa como All Hallows’ Eve.
Essa designação se perpetuou e a comemoração do halloween, levada até aos Estados Unidos pelos emigrantes irlandeses no século XIX, ficou assim conhecida como “dia das bruxas”.
Alguns bruxos acreditam ainda que a origem do nome vem da palavra hallowinas – nome dado às guardiãs femininas do saber oculto das terras do norte (Escandinávia).
O Halloween marcava o fim oficial do verão e o início do ano-novo. Celebrava também o final da terceira e última colheita do ano, o início do armazenamento de provisões para o inverno, o início do período de retorno dos rebanhos do pasto e a renovação de suas leis. Era uma festa com vários nomes dependendo da região: Samhain, Samhein, La Samon, ou ainda, Festa do Sol.
A lenda:
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Uma das lendas de origem celta fala que os espíritos de todos que morreram ao longo daquele ano voltariam à procura de corpos vivos para possuir e usar pelo próximo ano. Os celtas acreditavam ser a única chance de vida após a morte. Os celtas acreditavam que nessa data as leis de espaço e tempo permitiam que o mundo dos espíritos se misturasse com o dos vivos.
Como os vivos não queriam ser possuídos, na noite do dia 31 de outubro, apagavam as tochas e fogueiras de suas casas, para que elas se tornassem frias e desagradáveis, colocavam fantasias e ruidosamente desfilavam em torno do bairro, sendo tão destrutivos quanto possível, a fim de assustar os que procuravam corpos para possuir.
“Gostosuras ou Travessuras?”:
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A brincadeira de “doces ou travessuras” é originária de um costume europeu do século IX, chamado de “souling” (almejar). No dia 2 de novembro, Dia de Todas as Almas, os cristãos iam de vila em vila pedindo “soul cakes” (bolos de alma), que eram feitos de pequenos quadrados de pão com groselha.
Para cada bolo que ganhasse, a pessoa deveria fazer uma oração por um parente morto do doador. Acreditava-se que as almas permaneciam no limbo por certo tempo após sua morte e que as orações ajudavam-na a ir para o céu.
Jack O’Lantern:
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A vela na abóbora provavelmente tem sua origem no folclore irlandês. Um homem chamado Jack, um alcoólatra grosseiro, em um 31 de outubro bebeu excessivamente e o diabo veio levar sua alma. Desesperado, Jack implora por mais um copo de bebida e o diabo concede. Jack estava sem dinheiro para o último trago e pede ao Diabo que se transforme em uma moeda. O Diabo concorda. Mal vê a moeda sobre a mesa, Jack guarda-a na carteira, que tem um fecho em forma de cruz. Desesperado, o Diabo implora para sair e Jack propõe um trato: libertá-lo em troca de ficar na Terra por mais um ano inteiro. Sem opção, o Diabo concorda. Feliz com a oportunidade, Jack resolve mudar seu modo de agir e começa a tratar bem a esposa e os filhos, vai à igreja e faz até caridade. Mas a mudança não dura muito tempo, não.
No próximo ano, na noite de 31 de outubro, Jack está indo para casa quando o Diabo aparece. Jack, esperto como sempre, convence o diabo a pegar uma maçã de uma árvore. O diabo aceita e quando sobe no primeiro galho, Jack pega um canivete em seu bolso e desenha uma cruz no tronco. O diabo promete partir por mais dez anos. Sem aceitar a proposta, Jack ordena que o diabo nunca mais o aborreça. O diabo aceita e Jack o liberta da árvore.
Para seu azar, um ano mais tarde, Jack morre. Tenta entrar no céu, mas sua entrada é negada. Sem alternativa, vai para o inferno. O diabo, ainda desconfiado e se sentindo humilhado, também não permite sua entrada. Mas, com pena da alma perdida, o diabo joga uma brasa para que Jack possa iluminar seu caminho pelo limbo. Jack põe a brasa dentro de um nabo para que dure mais tempo e sai perambulando. (Os nabos na Irlanda eram usados como suas “lanternas do Jack” originalmente, mas quando os imigrantes vieram para a América, eles acharam que as abóboras eram muito mais abundantes que nabos. Então Jack O’Lantern, na América passa a ser uma abóbora, iluminada com uma brasa.)
Sua alma penada passa a ser conhecida como Jack O’Lantern (Jack da Lanterna). Quem presta atenção vê uma luzinha fraca na noite de 31 de outubro. É Jack, procurando um lugar.
Bruxas:
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As bruxas têm papel importantíssimo no Halloween. Não é à toa que ela é conhecida como “Dia das Bruxas” em português. Segundo várias lendas, as bruxas se reuniam duas vezes por ano, durante a mudança das estações: no dia 30 de abril e no dia 31 de outubro. Chegando em vassouras voadoras, as bruxas participavam de uma festa chefiada pelo próprio Diabo. Elas jogavam maldições e feitiços em qualquer pessoa, transformavam-se em várias coisas e causavam todo tipo de transtorno.

Diz-se também que para encontrar uma bruxa era preciso colocar suas roupas do avesso e andar de costas durante a noite de Halloween. Então, à meia-noite, você veria uma bruxa!

A crença em bruxas chegou aos Estados Unidos com os primeiros colonizadores. Lá, elas se espalharam e misturaram-se com as histórias de bruxas contadas pelos índios norte-americanos e, mais tarde, com as crenças na magia negra trazidas pelos escravos africanos.

O gato preto é constantemente associado às bruxas. Lendas dizem que bruxas podem transformar-se em gatos. Algumas pessoas acreditavam que os gatos eram os espíritos dos mortos. Muitas superstições estão associadas aos gatos pretos. Uma das mais conhecidas é a de que se um gato preto cruzar seu caminho, você deve voltar pelo caminho de onde veio, pois se não o fizer, é azar na certa.

 

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Hebe

quarta-feira, Maio 30th, 2012

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Deusa da Juventude e de todo o vigor com ela implicado, Hebe é filha de Hera e Zeus e herdou da mãe o presídio sob o casamento: Hebe é a Deusa das noivas jovens que foi oferecida pela sua mãe a Hércules em casamento, depois de este ter conseguido ultrapassar todos os obstáculos que Hera pusera no seu caminho para ele crescer.
O mito conta que em tempos Hebe era a portadora da taça das bebidas no Olimpo, transportando-a durante os banquetes dos Deuses, enchendo as suas taças quando estas se esvaziavam. No entanto, inundada do fulgor da juventude, ela entornou acidentalmente um pouco de ambrósia sobre um Deus e foi imediatamente removida do cargo. Zeus viu nisto uma oportunidade e pôs o seu amante Ganimedes no lugar da filha, para assim o proteger da sua mulher, Hera.
Como aquela que alimentava os Deuses, Hebe é vista também como a Deusa da Imortalidade, aquela que concede a força com que os Deuses não envelhecem e permanecem “congelados” na sua imagem arquétipa, que seja de adolescente, como em Eros, de jovem, como em Apolo ou Artémis, de adulto, como Deméter ou Héstia, ou de pessoa madura, como acontece com Zeus ou Poseidon. Para além disso é também a ela que os mortais recorrem para obter juventude, quer seja para a manter quer para obter um rejuvenescimento o que faz dela, de acordo com a nossa sociedade, uma das Deusas da beleza.
Assim, não admira que Hebe fosse freqüentemente associada com Afrodite, quer como sua companheira ou sua mensageira que ao espalhar a juventude espalha também as paixões associadas a ela e a beleza. Mas permanece também sempre associada à sua mãe, Hera, cuidando dela e dos seus filhos. Finalmente, encontramo-la ligada intimamente a Hércules, o seu marido. O seu culto é, na maioria das vezes, sempre misturado com o destes Deuses e raramente individual, excepto, talvez, a nível individual com pessoas a quererem a sua juventude, mas isto não passa de mera conjectura.
Possuía, no entanto, um templo e culto só para ela em Flios, no Sul da Grécia. Aí era chamada com o epíteto de Ganymeda e não possuía qualquer imagem de culto, o que é bastante invulgar. Em Flios a Princesa era também venerada como a que perdoa os que suplicam por perdão: criminosos ou pessoas que procurassem expiação no seu templo eram perdoados pela Deusa e livres de todos os crimes.
É possível, segundo Aelian, que os seus animais sagrados fossem o galo e a galinha que eram mantidos no templo em honra de Hebe e Hércules Provavelmente o galo será sagrado a ele e a galinha a ela, já que o complexo sagrado era constituído por dois templos e as galinhas eram alimentadas no de Hebe, existindo uma corrente de água entre os dois templos para que não haja galinhas no de Hércules nem galos no de Hebe.
Um dos seus epítetos era Basileia, a Princesa, e ela era muitas vezes chamada assim, sem qualquer outra referência a quem se tratava, o que faz dela a Princesa dos Deuses. Outro título, Dia, a Brilhante, ou a de Zeus, reforça isto, já que este título pertencia também a Zeus sob a forma de Dios. Outro título seu, Ganymeda, significa “a Princesa que faz felicidade” indica também a sua ascensão real.
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Heimdall

domingo, setembro 26th, 2010
Heimdall
HeimdallHeimdallr ou Heimedal, na mitologia nórdica, era o vigia e guardião da “Bifrost”, ponte do arco-íris (a ponte que conduzia a Asgard) e dos deuses. Não se sabe ao certo de quem ele é filho, alguns acreditam que seja filho de Gigantes, e outros, que seja filho das nove filhas de Aegir. O surgimento deste deus é obscuro, pois o poema que continha a descrição desta história se perdeu no tempo.
Características
Heimdall era grealmente descrito como um homem alto, de cabelos escuros, queimados pelo sol e de rosto um pouco enrugado. Vestia uma túnica branca, usava botas de pele de foca, e utilizava pulseiras de ouro e prata nos braços. Carregava em uma das mãos uma pesada espada.
O deus é dotado de incrível visão e audição, consegue enxergar perfeitamente durante a noite, e podia ouvir até o som da grama crescendo em Midgard. Outra característica interessante era que ele não precisava dormir, dessa forma se mantinha em alerta o tempo todo. Diz o Edda em prosa que ele guardava seu ouvido na fonte de Mimir, e por isto podia ouvir tudo o que acontecia nos nove mundos de Yggdrasil.
Heimdall possuia um salão entre as falésias, chamado Himinbjorg. Ele também tinha um par de brilhantes dentes de ouro. Talvez seja por isso que ele é considerado às vezes como um deus da luz.

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Lendas
De acordo com o poema Rígsþula, Heimdall teria ido a Midgard, sob o nome de Rig, e lá ele se hospedou na casa de três familias distintas (uma humilde, outra mediana e a última muito rica), e ele dormiu na cama do casal entre o homem e a mulher, e assim passados nove meses, nasceu um filho em cada família, sendo estes os ancestrais de cada casta, os servos, os camponeses donos de terras, e os nobres e chefes das tribos.

Apesar de ser conhecido como o imóvel vigia da Bifrost, O deus participou de muitas festas, (incluindo uma apresentada no poema Lokasenna, onde os deuses se reúnem para uma festa só para ver Loki causar uma cena e discutir com muitas outras divindades, como Skadi) e também esteve presente no funeral de Balder, ocasião na qual ele montou seu cavalo chamadoGulltop.

No Ragnarok ( o apocalipse nórdico), Heimdall irá soar a buzina uma última vez para alertar os deuses do final, e também para reunir-los para a batalha final. Nesse dia ele enfrentará seu eterno inimigo, o deus da trapaça, Loki, e a este ele vencerá, porém após a peleja, acabará morrendo pelos ferimentos sofridos durante o combate.
Culto

Não há indícios de um culto ao deus Heimdall, sabe-se que sua principal atribuição era guardar a ponte Bifrost ou ponte do Arco-iris, que leva ao mundo dos Aesir. E também que deveria tocar sua corneta Gjallarhorn se qualquer inimigo se aproximasse e também para avisar aos deuses quando o Ragnarök começasse.