quinta, maio 31, 2018 00:50

Archive for the ‘Grécia’ Category

Perséfone

sábado, Maio 30th, 2015

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Pérséfone era a deusa grega das ervas, flores, frutos e perfumes. Filha única de Deméter, deusa da agricultura e Zeus, rei dos deuses olímpicos, Perséfone nasceu quando Deméter era consorte de Zeus, muito antes de seu casamento com a deusa Hera, não sendo portanto fruto de relação extra-conjugal.
Perséfone inicialmente chamava-se Koré, que significa “moça virgem”. Ela era uma jovem de incrível beleza, a qual atraia inúmeros pretendentes. Hermes, Ares, Apolo, Dioniso, entre tantos cortejaram-na, mas sua mãe Deméter rejeitou todos os seus dons e procurou manter sua filha longe da companhia dos deuses. Apesar dos esforços de Deméter para preservar a pureza de sua filha, ela não foi capaz de impedir que Hades, o deus do submundo surgisse de repente diante dela e a raptasse, levando-a consigo para o seu reino.
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Pérséfone era a deusa grega das ervas, flores, frutos e perfumes. Filha única de Deméter, deusa da agricultura e Zeus, rei dos deuses olímpicos, Perséfone nasceu quando Deméter era consorte de Zeus, muito antes de seu casamento com a deusa Hera, não sendo portanto fruto de relação extra-conjugal.
Perséfone inicialmente chamava-se Koré, que significa “moça virgem”. Ela era uma jovem de incrível beleza, a qual atraia inúmeros pretendentes. Hermes, Ares, Apolo, Dioniso, entre tantos cortejaram-na, mas sua mãe Deméter rejeitou todos os seus dons e procurou manter sua filha longe da companhia dos deuses. Apesar dos esforços de Deméter para preservar a pureza de sua filha, ela não foi capaz de impedir que Hades, o deus do submundo surgisse de repente diante dela e a raptasse, levando-a consigo para o seu reino.
Deméter ouviu os gritos de Perséfone e correu para acudi-la, mas já era tarde demais. Nada assinalava a passagem do deus. Somente o ar agitado conservava o vestígio dessa aparição súbita, e as flores caídas atestavam silenciosas uma agitação recente. Apavorada, a pobre mãe não sabia mais aonde ia. Errava pelo lugar, esquecendo seus deveres para com os homens. Normalmente, sua função de deusa da colheita, do trigo e de todas as plantas lhe impunha vigiar a produção agrícola. Na ausência de Deméter, o trigo se recusou a germinar, as plantas cessaram de crescer, e a terra inteira se tornou estéril. Então os deuses resolveram intervir. O Sol, que tudo viu, revelou a Deméter onde estava sua filha. A princípio ela ficou aliviada por Perséfone estar viva, mas quando soube quem a detinha, exigiu que Zeus obtivesse sua libertação.
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 -“Entendo sua dor de mãe“, o deus lhe respondeu. “Intercederei por você junto a Hades. Ele vai devolver sua  filha, ou não me chamo Zeus!
      Mas Hades se negou a deixar a doce companheira partir. Deméter decidiu então abandonar suas funções.  Pouco lhe importava como os deuses e os mortais viveriam sem ela. Ela também não podia viver sem a filha.  Assumiu o aspecto de uma velhinha e se exilou voluntariamente na terra. Iniciou-se então um período cruel  para os homens. De novo o solo secou, e a fome ameaçou a espécie humana.
      Essa situação não podia mais persistir. Os deuses se reuniram no palácio de Zeus e concordaram em  persuadir Hades a devolver Perséfone à mãe. Zeus tomou a palavra:- “Caro irmão, você é o soberano do reino  subterrâneo. Como tal, age de acordo com a sua vontade, contanto que não se meta neste mundo. Ora, desde  que você reteve Perséfone, sua mãe recusa alimento aos mortais. Pela mesma razão, os sacrifícios se fazem  raros. Você não pode deixar essa situação se agravar. Devolva a moça!

 -“Está bem!“, disse o deus esperto. “Mas antes preciso verificar se ela não comeu ou bebeu alguma coisa  durante sua estada, senão ela não pode mais voltar à terra. É a lei.

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Interrogada, Perséfone respondeu com candura que tinha experimentado as sementes de uma romã. Hades exultou. Mas acabaram fazendo um trato: Deméter teve que aceitar que sua filha permanecesse três meses ao lado de Hades e subisse para ficar com ela o resto do ano. Assim é que, durante três meses, a terra se entristece, junto com Deméter, pela ausência de Perséfone. E o inverno, e o solo se torna improdutivo. Logo que a moça volta, a vida renasce, e a natureza inteira festeja o encontro entre mãe e filha. Somente Hades acha demorada essa primavera que o separa de sua companheira.
Hades e Perséfone tinham uma relação calma e amorosa. As brigas eram raras, com exceção de quando Hades se sentiu atraído por uma ninfa chamada Menthe, e Perséfone, tomada de ciúmes, transformou a ninfa numa planta, destinada a vegetar nas entradas das cavernas, ou, em outra versão, na porta de entrada do reino dos mortos. Perséfone interferia nas decisões de Hades, sempre intercedendo a favor dos heróis e mortais, e sempre estava disposta a receber e atender os mortais que visitavam o reino dos mortos à procura de ajuda. Apesar disso, os gregos a temiam e, salvo exceções, no dia a dia evitavam falar seu nome (Perséfone) chamando-a de Hera infernal.

 

 

 

 

Telquines

terça-feira, outubro 7th, 2014

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Telquines (em grego: Τελχῖνες, “turbilhão”) eram uma classe de demônios marinhos pertencentes à mitologia grega. Conforme a fonte, eles são filhos de Pontos e Talassa, ou Tártaro eNêmesis, ou ainda outra das crias monstruosas surgidas do sangue que Urano verteu após ser castrado por Cronos. Eles foram os primeiros habitantes da ilha de Rodes, que posteriormente foi chamada de Telquinis em sua honra.
Os Telquines eram muitas vezes descritos como criaturas com cabeça de cachorro, corpos lisos e negros como os de mamíferos marinhos, pernas curtas e grossas, que eram meio nadadeiras, meio pés, e mãos semelhantes às de humanos, com garras afiadas. Eles eram mestres ferreiros e especializados em bronze e ferro. Alguns autores atribuem a eles, ao contrário dos Ciclopes, a autoria da confecção do tridente de Poseidon e da foice de Cronos. Além de ferreiros, eram magos poderosos capazes de manipular os fenômenos atmosféricos provocando chuvas de granizo ou neve, e ainda podiam assumir qualquer forma que quisessem. Existem relatos de que eles também eram imunes a magia, mesmo as da deusa da magia Hécate.

Ao usarem suas magias para fins malignos, os Telquines acabaram atraindo a fúria dos deuses sobre si, e acabaram sendo destruídos. Os contos de como exatamente isso aconteceu variam. Em um conto, Poseidon os mata após enviar uma inundação que destruiu a ilha de Rodes; em outro, Zeus os fulmina com seus raios ou então os envia para uma prisão no Tártaro. Ainda em outro conto, o deus Apolo assume a forma de um lobo para matá-los.

Ênio

sábado, setembro 6th, 2014

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Ênio (do grego Ἐνυώ, Enyô) era uma antiga deusa da guerra, filha de Zeus e Hera e contraparte e irmã de Ares, segundo Eustácio, comentador de Homero, embora o autor da Ilíada pareça considerá-la a mesma deusa que Éris, a discórdia. Com Ares, teria sido mãe de Eniálio, um deus menor da guerra, segundo Quinto Esmirneu.

O nome Ênio é provavelmente um epiteto feminino de Enyálios, nome de um deus da guerra, muitas vezes associado ao grito de guerra. Este último já aparece no período micênico sob a forma Enuwarijo e trata-se, provavelmente, de divindade pré-helênica.

Como deusa da guerra, Ênio é responsável por orquestrar a destruição de cidades, frequentemente acompanhando Ares na batalha e descrita como “suprema na guerra”. Durante a queda de Troia, Ênio infligiu horror e morte, ao lado de Éris, Fobos e Deimos, os dois filhos de Ares.

Em Tebas e Orcômeno, um festival chamado Homolôïa era celebrado em honra de Zeus, Deméter, Atena e Ênio, que teriam recebido o epíteto de Homoloïus de Homoloïs, uma sacerdotisa de Ênio. Uma estátua de Ênio, feita pelos filhos de Praxíteles, erguia-se no templo de Ares em Atenas. Uma das Gréias, segundo Hesíodo, era também chamada Ênio.

Ênio foi identificada pelos gregos com a deusa anatólia Ma e com a deusa romana da guerra, Belona.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Hades

sábado, setembro 28th, 2013

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Hades, deus do mundo subterrâneo (ou deus do inferno) da mitologia grega (ou Plutão, na mitologia romana), filho de Cronos e Réia, irmão de Zeus, Héstia, Demeter, Hera e Poseidon. Era casado com Perséfone (Cora para os romanos), que raptou do mundo superior, para ter como sua rainha. Este mito ficou muito conhecido como o rapto de Cora . Ele a traiu duas vezes, uma quando teve um caso com a ninfa do Cócito e também quando se apaixonou por Leuce, filha do Oceano.
Hades dominava o reino dos mortos, um lugar onde só imperava a tristeza. Conseguiu esse domínio através de uma luta contra os titãs, que Poseidon, Zeus e ele venceram. Assim Poseidon ficou com o domínio dos mares, Zeus ficou com o céu e a Terra e Hades com o domínio das profundezas.
Era um deus quieto e seu eu nome quase nunca era pronunciado, pois tinham medo, para isso usavam outros nomes como o de Plutão. Um deus muito temido, pois no seu mundo sempre havia espaço para as almas. Seu mundo era dividido em duas partes: o Érebo onde as almas ficavam para ser julgadas para receber seus castigos ou então suas recompensas; e também a parte do Tártaro que era a mais profunda região onde os titãs ficavam aprisionados. Hades era presidente do tribunal, era ele que dava a sentença dos julgamentos.
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Além das sombras e almas encontradas em seus domínios, era também cuidadosamente vigiado pelo Cérbero que era seu cão de três cabeças e cauda de Dragão. Era conhecido como hospitaleiro, pois nos seus domínios sempre tinha lugar para mais uma alma. O deus quase nunca deixava seus domínios para se preocupar com assuntos do mundo superior, fez isso duas vezes quando foi raptar sua esposa e a outra quando foi para o Olimpo se curar de uma ferida feita por Heracles.
Hades tinha o poder de restituir a vida de um homem, mas fez isso poucas vezes e muitas delas a pedido de sua esposa. Também conhecido como o Invisível, pois com a ajuda do seu capacete que o protege de todos os olhares. Este capacete também foi usado por outros heróis como Atena e Perseu.
Porém, ao contrário do que muitas pessoas pensam, Hades não é o deus da morte e sim o da pós-morte, ele comanda as almas depois que as pessoas morrem. Apenas Ares e Cronos são responsáveis pela morte e com isso até inimigos da humanidade, o que ele não era e sim temido por sua fama.
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