sexta, junho 01, 2018 21:38

Archive for the ‘G’ Category

Perséfone

sábado, Maio 30th, 2015

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Pérséfone era a deusa grega das ervas, flores, frutos e perfumes. Filha única de Deméter, deusa da agricultura e Zeus, rei dos deuses olímpicos, Perséfone nasceu quando Deméter era consorte de Zeus, muito antes de seu casamento com a deusa Hera, não sendo portanto fruto de relação extra-conjugal.
Perséfone inicialmente chamava-se Koré, que significa “moça virgem”. Ela era uma jovem de incrível beleza, a qual atraia inúmeros pretendentes. Hermes, Ares, Apolo, Dioniso, entre tantos cortejaram-na, mas sua mãe Deméter rejeitou todos os seus dons e procurou manter sua filha longe da companhia dos deuses. Apesar dos esforços de Deméter para preservar a pureza de sua filha, ela não foi capaz de impedir que Hades, o deus do submundo surgisse de repente diante dela e a raptasse, levando-a consigo para o seu reino.
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Pérséfone era a deusa grega das ervas, flores, frutos e perfumes. Filha única de Deméter, deusa da agricultura e Zeus, rei dos deuses olímpicos, Perséfone nasceu quando Deméter era consorte de Zeus, muito antes de seu casamento com a deusa Hera, não sendo portanto fruto de relação extra-conjugal.
Perséfone inicialmente chamava-se Koré, que significa “moça virgem”. Ela era uma jovem de incrível beleza, a qual atraia inúmeros pretendentes. Hermes, Ares, Apolo, Dioniso, entre tantos cortejaram-na, mas sua mãe Deméter rejeitou todos os seus dons e procurou manter sua filha longe da companhia dos deuses. Apesar dos esforços de Deméter para preservar a pureza de sua filha, ela não foi capaz de impedir que Hades, o deus do submundo surgisse de repente diante dela e a raptasse, levando-a consigo para o seu reino.
Deméter ouviu os gritos de Perséfone e correu para acudi-la, mas já era tarde demais. Nada assinalava a passagem do deus. Somente o ar agitado conservava o vestígio dessa aparição súbita, e as flores caídas atestavam silenciosas uma agitação recente. Apavorada, a pobre mãe não sabia mais aonde ia. Errava pelo lugar, esquecendo seus deveres para com os homens. Normalmente, sua função de deusa da colheita, do trigo e de todas as plantas lhe impunha vigiar a produção agrícola. Na ausência de Deméter, o trigo se recusou a germinar, as plantas cessaram de crescer, e a terra inteira se tornou estéril. Então os deuses resolveram intervir. O Sol, que tudo viu, revelou a Deméter onde estava sua filha. A princípio ela ficou aliviada por Perséfone estar viva, mas quando soube quem a detinha, exigiu que Zeus obtivesse sua libertação.
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 -“Entendo sua dor de mãe“, o deus lhe respondeu. “Intercederei por você junto a Hades. Ele vai devolver sua  filha, ou não me chamo Zeus!
      Mas Hades se negou a deixar a doce companheira partir. Deméter decidiu então abandonar suas funções.  Pouco lhe importava como os deuses e os mortais viveriam sem ela. Ela também não podia viver sem a filha.  Assumiu o aspecto de uma velhinha e se exilou voluntariamente na terra. Iniciou-se então um período cruel  para os homens. De novo o solo secou, e a fome ameaçou a espécie humana.
      Essa situação não podia mais persistir. Os deuses se reuniram no palácio de Zeus e concordaram em  persuadir Hades a devolver Perséfone à mãe. Zeus tomou a palavra:- “Caro irmão, você é o soberano do reino  subterrâneo. Como tal, age de acordo com a sua vontade, contanto que não se meta neste mundo. Ora, desde  que você reteve Perséfone, sua mãe recusa alimento aos mortais. Pela mesma razão, os sacrifícios se fazem  raros. Você não pode deixar essa situação se agravar. Devolva a moça!

 -“Está bem!“, disse o deus esperto. “Mas antes preciso verificar se ela não comeu ou bebeu alguma coisa  durante sua estada, senão ela não pode mais voltar à terra. É a lei.

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Interrogada, Perséfone respondeu com candura que tinha experimentado as sementes de uma romã. Hades exultou. Mas acabaram fazendo um trato: Deméter teve que aceitar que sua filha permanecesse três meses ao lado de Hades e subisse para ficar com ela o resto do ano. Assim é que, durante três meses, a terra se entristece, junto com Deméter, pela ausência de Perséfone. E o inverno, e o solo se torna improdutivo. Logo que a moça volta, a vida renasce, e a natureza inteira festeja o encontro entre mãe e filha. Somente Hades acha demorada essa primavera que o separa de sua companheira.
Hades e Perséfone tinham uma relação calma e amorosa. As brigas eram raras, com exceção de quando Hades se sentiu atraído por uma ninfa chamada Menthe, e Perséfone, tomada de ciúmes, transformou a ninfa numa planta, destinada a vegetar nas entradas das cavernas, ou, em outra versão, na porta de entrada do reino dos mortos. Perséfone interferia nas decisões de Hades, sempre intercedendo a favor dos heróis e mortais, e sempre estava disposta a receber e atender os mortais que visitavam o reino dos mortos à procura de ajuda. Apesar disso, os gregos a temiam e, salvo exceções, no dia a dia evitavam falar seu nome (Perséfone) chamando-a de Hera infernal.

 

 

 

 

Telquines

terça-feira, outubro 7th, 2014

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Telquines (em grego: Τελχῖνες, “turbilhão”) eram uma classe de demônios marinhos pertencentes à mitologia grega. Conforme a fonte, eles são filhos de Pontos e Talassa, ou Tártaro eNêmesis, ou ainda outra das crias monstruosas surgidas do sangue que Urano verteu após ser castrado por Cronos. Eles foram os primeiros habitantes da ilha de Rodes, que posteriormente foi chamada de Telquinis em sua honra.
Os Telquines eram muitas vezes descritos como criaturas com cabeça de cachorro, corpos lisos e negros como os de mamíferos marinhos, pernas curtas e grossas, que eram meio nadadeiras, meio pés, e mãos semelhantes às de humanos, com garras afiadas. Eles eram mestres ferreiros e especializados em bronze e ferro. Alguns autores atribuem a eles, ao contrário dos Ciclopes, a autoria da confecção do tridente de Poseidon e da foice de Cronos. Além de ferreiros, eram magos poderosos capazes de manipular os fenômenos atmosféricos provocando chuvas de granizo ou neve, e ainda podiam assumir qualquer forma que quisessem. Existem relatos de que eles também eram imunes a magia, mesmo as da deusa da magia Hécate.

Ao usarem suas magias para fins malignos, os Telquines acabaram atraindo a fúria dos deuses sobre si, e acabaram sendo destruídos. Os contos de como exatamente isso aconteceu variam. Em um conto, Poseidon os mata após enviar uma inundação que destruiu a ilha de Rodes; em outro, Zeus os fulmina com seus raios ou então os envia para uma prisão no Tártaro. Ainda em outro conto, o deus Apolo assume a forma de um lobo para matá-los.

Ênio

sábado, setembro 6th, 2014

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Ênio (do grego Ἐνυώ, Enyô) era uma antiga deusa da guerra, filha de Zeus e Hera e contraparte e irmã de Ares, segundo Eustácio, comentador de Homero, embora o autor da Ilíada pareça considerá-la a mesma deusa que Éris, a discórdia. Com Ares, teria sido mãe de Eniálio, um deus menor da guerra, segundo Quinto Esmirneu.

O nome Ênio é provavelmente um epiteto feminino de Enyálios, nome de um deus da guerra, muitas vezes associado ao grito de guerra. Este último já aparece no período micênico sob a forma Enuwarijo e trata-se, provavelmente, de divindade pré-helênica.

Como deusa da guerra, Ênio é responsável por orquestrar a destruição de cidades, frequentemente acompanhando Ares na batalha e descrita como “suprema na guerra”. Durante a queda de Troia, Ênio infligiu horror e morte, ao lado de Éris, Fobos e Deimos, os dois filhos de Ares.

Em Tebas e Orcômeno, um festival chamado Homolôïa era celebrado em honra de Zeus, Deméter, Atena e Ênio, que teriam recebido o epíteto de Homoloïus de Homoloïs, uma sacerdotisa de Ênio. Uma estátua de Ênio, feita pelos filhos de Praxíteles, erguia-se no templo de Ares em Atenas. Uma das Gréias, segundo Hesíodo, era também chamada Ênio.

Ênio foi identificada pelos gregos com a deusa anatólia Ma e com a deusa romana da guerra, Belona.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Grifo

terça-feira, outubro 5th, 2010

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Grifo é uma criatura lendária com cabeça e asas de águia,sua cabeça se assemelha muito com a águia Americana e corpo de leão. Fazia seu ninho em bolcacas (nome usado para o ninho do grifo, conforme a mitologia grega) e punha ovos de ouro sobre ninhos também de ouro. Outros ovos são freqüentemente descritos como sendo de ágata.
A cabeça pode ser de leão. As patas podem ser todas de leão ou todas de águia ou bem aparecer dois a dois. É possível também que o corpo de felino apareça alado e seja menor, do tamanho de um lobo, e ocasionalmente pode ter a cauda de serpente. Outras vezes se atribui corpo de leão, com cabeça e asas de águia, orelhas de cavalo e uma “cresta con aletas de pez”.
Por outra parte, a postura do grifo não é uniforme: aparece ameaçador e rampante, como guardião de um trono real, como montaria de um deus ou simplesmente, como um animal de presa. O mesmo se pode dizer a respeito de sua cor.
De todo o anterior se deduz que o grifo reúne em si os caracteres físicos dos dois animais mais poderosos da terra e do ar, o leão e a águia. É o regente do ar e também da terra.
Ao passar do tempo
Com o passar do tempo, os caracteres do grifo se foram definindo. Ele foi convertido em uma ave quadrúpede de enormes garras, com unhas do tamanho de chifres de boi, capazes de aferrar o corpo de um cavalo ou de um homem com armadura e transportá-lo pelos ares (as garras são tão grandes que se pode fabricar uma taça ou um vaso com cada uma delas; durante a Idade Média se comerciou freqüentemente com supostas garras de grifo, na crença de que mudavam de cor caso se colocasse um veneno nelas).
Quando o grifo começa a voar, o vento que produzem suas fortes asas basta para derrubar pessoas. Os grifos vivem nos montes Hiperbóreos, em algum ponto de Escitia, em luta constante com os arimaspos, aos quais tentam roubar-lhes o ouro e as esmeraldas que colocam em seu ninho como talismã contra as “alimañas” venenosas do monte. Os inimigos naturais do grifo são os homens, aos que não temem em absoluto, e os cavalos. De sua enorme hostilidade faz este animal da conta o feito de que Virgílio não encontra imagem mais significativa para descrever as bondades da Idade de Ouro que dizer que em esta época incluso os cavalos se mesclavam com os grifos (posteriormente esta ideia fará fortuna na figura do Hipogrifo).
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Lendas
É na Grécia onde aparece pela primeira vez o motivo da luta entre os homens e os grifos em um poema do século IV a.C., titulado Arimaspéia, do que por desgraça não se conservam mais que seis versos. O autor do relato, o poeta Aristea de Proconeso, conta sua viagem até o país dos hiperbóreos, a terra do deus Apolo, quem o havia inspirado em sua obra. Durante o caminho se havia encontrado aos arimaspos, uns estranhos seres ciclópeos, em luta perpétua com os grifos para apoderar-se do ouro que estes guardavam. Um século mais tarde o historiador Heródoto retomou a história e escreveu que os grifos construíam ninhos de ouro.
A segunda lenda relacionada com o grifo aparece já na época medieval, no Livro de Alexandre, reconstrução fantástica da vida do imperador Alexandre Magno, na qual o macedônio se converte em um herói no que confluem motivos religiosos, cavalerescos, legendários, etc., capaz de realizar numerosas proezas. Entre elas está a de enganchar em sua carruagem dois grandes grifos. O macedônio, já conquistada a terra, decide a empreender a conquista do céu; ascende a uma elevada montanha perto do Mar vermelho e ordena construir uma especie de cesto que “sujeta con cadenas” a uns grifos. Alexandre pensa então um meio para conseguir que os grifos levantem vôo. Sentado no interior do cesto, segura em suas mãos duas largas pértigas de madeira em cujo extremo havia colocado uns pedaços de carne que se colocavam justo diante do bico dos animais; assim pois, estos, em seu afã de alcançar-la, começam a voar. Depois de sobrevoar a terra durante o tempo suficiente para ver-la como uma ilha rodeada do oceano, a estranha aeronave caiu na água, no que parece sem consequências trágicas para o rei. Se trata este de um motivo recorrente na iconografia mundial ao largo da historia que, como o anterior, não permaneceu no imaginário coletivo.
 
Simbolismo
Os antigos hebreus consideraram que o grifo representava a Pérsia e sua religião binaria, o zoroastrismo, basicamente o grifo foi sempre – como tantos outros híbridos – uma figura guardiã.Em Creta representava a valentia vigilante, e também o consideraram os antigos gregos, convencidos de que os grifos protegiam os tesouros de ouro em Escitia e Índia. Para os romanos, foi o emblema de Apolo, o deus do sol, e esteve relacionado com Atena, deusa da sabedoria e com Nêmesis, deusa da vingança.
Com a chegada do cristianismo, o grifo se converteu na imagem de vingança e a perseguição e, já na época medieval, foi um dos pilares do simbolismo cristão, pois passou a simbolizar a natureza dual (humana e divina) de Cristo. Em qualquer caso, o grifo sempre manteve seu caráter guardião pois imagens suas em pedra (como gárgulas) guardam freqüentemente os templos e palácios na arquitetura gótica da Baixa Idade Média.
Na realidade, toda esta enorme difusão do grifo parece dever-se a seu aspecto formal, elegante e vigoroso, no qual se presta a um papel emblemático e simbólico, antes que a uma fabulação mítica. Esta é quiçá a razão que explica o dilatado uso desta figura na heráldica, donde sempre tem representado a força e a vigilância.

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