terÁa, julho 17, 2018 13:19

Archive for the ‘Egito’ Category

Khepri

terça-feira, janeiro 27th, 2015

khepri3

Khepri (“Aquele que veio a existir por si mesmo“,¬†tamb√©m chamado¬†Kheper, Khepera, Khepra, Khepre, Khepere, Chepri, Khephir)¬†√© um deus eg√≠pcio associado com o escaravelho ou besouro (Scarabaeus sacer), cujo comportamento de ficar carregando bolas de estrume √© comparado pelos eg√≠pcios √†s for√ßas que fazem o sol se mover. Com o tempo, Khepri passou a ser considerado¬†um aspecto do pr√≥prio Sol,¬†em especial, o sol ao nascer do dia – quando “voltava do submundo”.¬†Ele era intimamente associado com Atum (o deus criador), Nefertum(literalmente “jovem Atum” ou “belo Atum”) e R√° (que absorveu muitos dos atributos de Atum). Khepri era o sol surgindo, Nefertum representava o novo sol nascendo, R√° era o sol durante o dia, e Atum representava o sol poente.

Khepri também era associado aos conceitos de renascimento, renovação e ressurreição, pois os antigos egípcios acreditavam que escaravelhos eram auto-criados a partir de matéria morta.  Essa crença surgiu devido ao fato dos escaravelhos fêmea depositarem seus ovos nos corpos de animais mortos, incluindo outros escaravelhos, e também em esterco. Quando prontos, esses ovos eclodiam e novos escaravelhos nasciam, dando a entender que eles surgiam do nada.
3518483_orig   khepri_by_dragonflysly-d5adwfk
Khepri √© geralmente representado como um escaravelho, mas ocasionalmente aparece como um homem com a cabe√ßa de um escaravelho. Existem in√ļmeras representa√ß√Ķes de Khepri empurrando o sol e ele tamb√©m aparece regularmente em um ambiente funer√°rio montado na barca solar de R√° enquanto o mesmo viaja atrav√©s do submundo. Por causa de sua liga√ß√£o com o renascimento e o submundo, ele ocasionalmente usa a coroa Atef de Os√≠ris.

Nenhum templo ou culto especificamente dedicado a Khepri foi descoberto at√© hoje, mas acredita-se que a maioria dos templos eg√≠pcios (possivelmente todos) tinham uma est√°tua de Khepri dentro deles. O amuleto em forma de escaravelho era um dos s√≠mbolos mais populares do Egito,¬†¬†e escaravelhos eram ¬†usados em muitas ocasi√Ķes, e n√£o apenas para o uso em mumifica√ß√£o, confirmando que ele era popular entre as pessoas comuns. Os escaravelhos destinados aos mortos eram confeccionados com muito realismo, em pedra dura e colocados no lugar do cora√ß√£o, no peito das m√ļmias, √†s vezes, incrustados numa moldura retangular. Estes amuletos j√° foram encontrados at√© no peito de certos animais tidos como sagrados pelo povo eg√≠pcio.

 

 

A Maldi√ß√£o da M√ļmia

quinta-feira, outubro 27th, 2011

262302_424967140873862_1618087058_n

 

Lenda que surgiu no in√≠cio do s√©culo XX tem como base a cren√ßa de que as tumbas dos fara√≥s tinham maldi√ß√Ķes escritas sobre elas ou nos seus arredores.

A lenda da maldi√ß√£o associada com a descoberta da tumba do fara√≥ Tutanc√Ęmon √© a mais famosa na cultura ocidental. Ela afirma que alguns membros da equipe de arque√≥logos que desenterraram a m√ļmia do fara√≥ morreram de causas sobrenaturais em consequ√™ncia de uma maldi√ß√£o. Muitos especialistas negam que realmente foi escrito uma maldi√ß√£o, mas outros dizem que foi encontrado na antec√Ęmara um √≥straco de argila com uma inscri√ß√£o dizendo:

‚ÄúA morte abater√° com suas asas quem perturbar o sono do fara√≥‚ÄĚ.
Tutanc√Ęmon foi um jovem fara√≥ que faleceu aos 19 anos, segundo os egipt√≥logos casou-se aos 10 anos com sua meia irm√£ que tinha 12 anos de idade.

A import√Ęncia atribu√≠da para este fara√≥ est√° relacionada ao fato de sua tumba, situada no Vale dos Reis, ter sido encontrada intacta. Nela, o arque√≥logo ingl√™s Howard Carter encontrou, em 1922, uma grande quantidade de tesouros, como joias, objetos pessoais, ornamentos, vasos, esculturas e armas. O corpo mumificado de Tutanc√Ęmon estava dentro de um sarc√≥fago coberto por uma m√°scara de ouro, al√©m disso, seu caix√£o tamb√©m era de ouro maci√ßo.

Sete anos depois, treze membros da equipe j√° haviam morrido de formas inexplic√°veis. Outras nove pessoas que tiveram contato com a m√ļmia tamb√©m estavam mortas. Seria mera coincid√™ncia?

A primeira morte aconteceu em abril de 1923. O Conde de Carnarvon, aristocrata ingl√™s, que acompanhou Carter e financiou a expedi√ß√£o, come√ßou a agonizar em seu quarto, sua irm√£ Lady Burghclere, disse que ouvia o doente mencionar o nome Tutanc√Ęmon em meio aos del√≠rios: ‚ÄúJ√° entendi seu chamado… eu o seguirei!‚ÄĚ.

O arqueólogo americano Arthur Mace, que havia ajudado Carter a destroçar os muros do mausoléu, se queixou de uma sensação de fraqueza e prostração crescentes, perdendo a consciência em certos momentos. Morreu em um hotel, antes mesmo que os médicos pudessem arriscar um diagnóstico.

O milionário americano George Jay-Gould foi outra vítima fatal tendo morrido atacado pela febre.

Archibald Douglas Reed, que desenrolou e radiografou a m√ļmia, morreu com os mesmos sintomas ao retornar √† Inglaterra, em 1924. O secret√°rio de Howard Carter, Richard Bethell, foi encontrado morto em sua casa em Londres. No mesmo ano a vi√ļva de Lord Carnarvon, Lady Almina, morreu em circunst√Ęncias semelhantes √†s do marido.

A maldi√ß√£o do fara√≥ Tutanc√Ęmon entrou para a hist√≥ria como um dos fatos mais inexplic√°veis que j√° desafiaram os arque√≥logos. Muitos acreditaram em uma for√ßa sobrenatural, mas o fato √© que a maldi√ß√£o nunca foi totalmente esclarecida.

Egipto010

An√ļbis

s√°bado, outubro 8th, 2011

anubis-3

An√ļbis¬†√© um deus eg√≠pcio geralmente retratado como um homem com cabe√ßa de chacal, ou um chacal negro em posi√ß√£o de esfinge (este √ļltimo geralmente guardando algo ou algu√©m) An√ļbis, o Juiz dos Mortos tamb√©m conhecido como¬†Anupu, ouAnpu, √© o antigo deus eg√≠pcio dos mortos e do submundo.¬†

 

An√ļbis no Egito:¬†

 

An√ļbis √© filho de uma uni√£o extraconjugal entre Nephtys e Os√≠ris, onde a primeira, esposa do terr√≠vel deus Set, faz-se passar por √ćsis, a verdadeira esposa de Os√≠ris para poder desfrutar de seu amor incondicional. Temendo a vingan√ßa cruel de Seth ao descobrir sobre sua gravidez, N√©ftis, tamb√©m m√£e de Sebek (o deus com cabe√ßa de crocodilo) esconde o beb√™ An√ļbis em um p√Ęntano, onde mais tarde √ćsis, sua tia, o encontra e cria longe do alcance mal√©fico de seu tio Seth.

 

An√ļbis ent√£o crescido adquire in√ļmeras tarefas como deus da morte e do submundo, e todos seus aspectos relacionados, como o julgamento, ritos de passagem e as tarefas de embalsamamento. Mais tarde, com a morte de Os√≠ris por seu tio Seth, ap√≥s √ćsis e N√©ftis terem reunido os peda√ßos esquartejados de Os√≠ris An√ļbis se voluntaria para traz√™-lo de volta a ‚Äúvida‚ÄĚ, atrav√©s das pr√°ticas de mumifica√ß√£o e de seu infinito conhecimento sobre a p√≥s-vida, tendo sido assim criada a primeira m√ļmia do Egito e do mundo.¬†Ap√≥s este ato Os√≠ris, que originalmente era um deus da agricultura, por seu status morto-vivo e seu status de divindade maior, ‚Äúusurpa‚ÄĚ ent√£o os aspectos de An√ļbis, de deus da morte e do submundo.
The_Anubis_Murders_by_nJoo

An√ļbis ent√£o passa a se dedicar aos outros aspectos relacionados a Morte. Ele passaria a guiar as almas atrav√©s do submundo, at√© os sal√Ķes do julgamento, onde ele tamb√©m pesaria o cora√ß√£o da alma contra a pena de Maat, a deusa da justi√ßa, do equil√≠brio e da verdade, em um tribunal presidido por Os√≠ris, Toth e perante 42 deuses menores, cada um incumbido de julgar uma das 42 confiss√Ķes que a alma deveria fazer.
Também era o patrono da cidade de Cinópolis, o patrono dos embalsamares e dos conhecimentos obscuros.
An√ļbis fora do Egito:
Ap√≥s as invas√Ķes Gregas em 332a.c. e Romanas em 31a.c., onde apenas um ano mais tarde o Egito tornaria-se um estado vassalo de Roma, muitos de seus deuses foram “exportados”, entre eles √ćsis, Toth e An√ļbis, que mais tarde, formaria junto com Hermes um h√≠brido conhecido como Herman√ļbis. E as mumifica√ß√Ķes e necr√≥poles tornaram-se muito mais populares e espalhadas pelos imp√©rios Grego e Romano, at√© hoje surpreendendo arque√≥logos com seu estilo diferenciado.
318394_424201474283762_385189170_n