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Archive for the ‘Egito’ Category

Khepri

terça-feira, Janeiro 27th, 2015

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Khepri (“Aquele que veio a existir por si mesmo“, também chamado Kheper, Khepera, Khepra, Khepre, Khepere, Chepri, Khephir) é um deus egípcio associado com o escaravelho ou besouro (Scarabaeus sacer), cujo comportamento de ficar carregando bolas de estrume é comparado pelos egípcios às forças que fazem o sol se mover. Com o tempo, Khepri passou a ser considerado um aspecto do próprio Sol, em especial, o sol ao nascer do dia – quando “voltava do submundo”. Ele era intimamente associado com Atum (o deus criador), Nefertum(literalmente “jovem Atum” ou “belo Atum”) e (que absorveu muitos dos atributos de Atum). Khepri era o sol surgindo, Nefertum representava o novo sol nascendo, Rá era o sol durante o dia, e Atum representava o sol poente.

Khepri também era associado aos conceitos de renascimento, renovação e ressurreição, pois os antigos egípcios acreditavam que escaravelhos eram auto-criados a partir de matéria morta.  Essa crença surgiu devido ao fato dos escaravelhos fêmea depositarem seus ovos nos corpos de animais mortos, incluindo outros escaravelhos, e também em esterco. Quando prontos, esses ovos eclodiam e novos escaravelhos nasciam, dando a entender que eles surgiam do nada.
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Khepri é geralmente representado como um escaravelho, mas ocasionalmente aparece como um homem com a cabeça de um escaravelho. Existem inúmeras representações de Khepri empurrando o sol e ele também aparece regularmente em um ambiente funerário montado na barca solar de Rá enquanto o mesmo viaja através do submundo. Por causa de sua ligação com o renascimento e o submundo, ele ocasionalmente usa a coroa Atef de Osíris.

Nenhum templo ou culto especificamente dedicado a Khepri foi descoberto até hoje, mas acredita-se que a maioria dos templos egípcios (possivelmente todos) tinham uma estátua de Khepri dentro deles. O amuleto em forma de escaravelho era um dos símbolos mais populares do Egito,  e escaravelhos eram  usados em muitas ocasiões, e não apenas para o uso em mumificação, confirmando que ele era popular entre as pessoas comuns. Os escaravelhos destinados aos mortos eram confeccionados com muito realismo, em pedra dura e colocados no lugar do coração, no peito das múmias, às vezes, incrustados numa moldura retangular. Estes amuletos já foram encontrados até no peito de certos animais tidos como sagrados pelo povo egípcio.

 

 

A Maldição da Múmia

quinta-feira, outubro 27th, 2011

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Lenda que surgiu no início do século XX tem como base a crença de que as tumbas dos faraós tinham maldições escritas sobre elas ou nos seus arredores.

A lenda da maldição associada com a descoberta da tumba do faraó Tutancâmon é a mais famosa na cultura ocidental. Ela afirma que alguns membros da equipe de arqueólogos que desenterraram a múmia do faraó morreram de causas sobrenaturais em consequência de uma maldição. Muitos especialistas negam que realmente foi escrito uma maldição, mas outros dizem que foi encontrado na antecâmara um óstraco de argila com uma inscrição dizendo:

“A morte abaterá com suas asas quem perturbar o sono do faraó”.
Tutancâmon foi um jovem faraó que faleceu aos 19 anos, segundo os egiptólogos casou-se aos 10 anos com sua meia irmã que tinha 12 anos de idade.

A importância atribuída para este faraó está relacionada ao fato de sua tumba, situada no Vale dos Reis, ter sido encontrada intacta. Nela, o arqueólogo inglês Howard Carter encontrou, em 1922, uma grande quantidade de tesouros, como joias, objetos pessoais, ornamentos, vasos, esculturas e armas. O corpo mumificado de Tutancâmon estava dentro de um sarcófago coberto por uma máscara de ouro, além disso, seu caixão também era de ouro maciço.

Sete anos depois, treze membros da equipe já haviam morrido de formas inexplicáveis. Outras nove pessoas que tiveram contato com a múmia também estavam mortas. Seria mera coincidência?

A primeira morte aconteceu em abril de 1923. O Conde de Carnarvon, aristocrata inglês, que acompanhou Carter e financiou a expedição, começou a agonizar em seu quarto, sua irmã Lady Burghclere, disse que ouvia o doente mencionar o nome Tutancâmon em meio aos delírios: “Já entendi seu chamado… eu o seguirei!”.

O arqueólogo americano Arthur Mace, que havia ajudado Carter a destroçar os muros do mausoléu, se queixou de uma sensação de fraqueza e prostração crescentes, perdendo a consciência em certos momentos. Morreu em um hotel, antes mesmo que os médicos pudessem arriscar um diagnóstico.

O milionário americano George Jay-Gould foi outra vítima fatal tendo morrido atacado pela febre.

Archibald Douglas Reed, que desenrolou e radiografou a múmia, morreu com os mesmos sintomas ao retornar à Inglaterra, em 1924. O secretário de Howard Carter, Richard Bethell, foi encontrado morto em sua casa em Londres. No mesmo ano a viúva de Lord Carnarvon, Lady Almina, morreu em circunstâncias semelhantes às do marido.

A maldição do faraó Tutancâmon entrou para a história como um dos fatos mais inexplicáveis que já desafiaram os arqueólogos. Muitos acreditaram em uma força sobrenatural, mas o fato é que a maldição nunca foi totalmente esclarecida.

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Anúbis

sábado, outubro 8th, 2011

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Anúbis é um deus egípcio geralmente retratado como um homem com cabeça de chacal, ou um chacal negro em posição de esfinge (este último geralmente guardando algo ou alguém) Anúbis, o Juiz dos Mortos também conhecido como Anupu, ouAnpu, é o antigo deus egípcio dos mortos e do submundo. 

 

Anúbis no Egito: 

 

Anúbis é filho de uma união extraconjugal entre Nephtys e Osíris, onde a primeira, esposa do terrível deus Set, faz-se passar por Ísis, a verdadeira esposa de Osíris para poder desfrutar de seu amor incondicional. Temendo a vingança cruel de Seth ao descobrir sobre sua gravidez, Néftis, também mãe de Sebek (o deus com cabeça de crocodilo) esconde o bebê Anúbis em um pântano, onde mais tarde Ísis, sua tia, o encontra e cria longe do alcance maléfico de seu tio Seth.

 

Anúbis então crescido adquire inúmeras tarefas como deus da morte e do submundo, e todos seus aspectos relacionados, como o julgamento, ritos de passagem e as tarefas de embalsamamento. Mais tarde, com a morte de Osíris por seu tio Seth, após Ísis e Néftis terem reunido os pedaços esquartejados de Osíris Anúbis se voluntaria para trazê-lo de volta a “vida”, através das práticas de mumificação e de seu infinito conhecimento sobre a pós-vida, tendo sido assim criada a primeira múmia do Egito e do mundo. Após este ato Osíris, que originalmente era um deus da agricultura, por seu status morto-vivo e seu status de divindade maior, “usurpa” então os aspectos de Anúbis, de deus da morte e do submundo.
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Anúbis então passa a se dedicar aos outros aspectos relacionados a Morte. Ele passaria a guiar as almas através do submundo, até os salões do julgamento, onde ele também pesaria o coração da alma contra a pena de Maat, a deusa da justiça, do equilíbrio e da verdade, em um tribunal presidido por Osíris, Toth e perante 42 deuses menores, cada um incumbido de julgar uma das 42 confissões que a alma deveria fazer.
Também era o patrono da cidade de Cinópolis, o patrono dos embalsamares e dos conhecimentos obscuros.
Anúbis fora do Egito:
Após as invasões Gregas em 332a.c. e Romanas em 31a.c., onde apenas um ano mais tarde o Egito tornaria-se um estado vassalo de Roma, muitos de seus deuses foram “exportados”, entre eles Ísis, Toth e Anúbis, que mais tarde, formaria junto com Hermes um híbrido conhecido como Hermanúbis. E as mumificações e necrópoles tornaram-se muito mais populares e espalhadas pelos impérios Grego e Romano, até hoje surpreendendo arqueólogos com seu estilo diferenciado.
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