domingo, junho 03, 2018 19:09

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Wulver

domingo, Abril 12th, 2015

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O Wulver é uma criatura oriunda do folclore escocês. Segundo o folclore, seu habitat são as ilhas Shetland, situadas ao largo da costa nordeste da Escócia. Wulvers possuem uma aparência humanóide, porém sua cabeça é de um lobo e seu corpo é coberto por pelos castanho-escuros. Sua boca é cheia de dentes ou presas afiadas. Wulvers possuem inteligência semelhante à dos seres humanos e provavelmente eles também sejam mais fortes do que os humanos.

Por conta de sua aparência, Wulvers são geralmente confundidos com lobisomens, porém, a semelhança entre eles fica só na aparência. Ao contrário de um verdadeiro lobisomem, o Wulver não é um ser metamórfico, e de acordo com a maioria dos contos, nunca foi um ser humano. Os antigos celtas acreditavam que os Wulvers evoluíram dos lobos, e que simbolizavam a fase intermediária entre o lobo e o homem.

Wulvers são seres bondosos e pacíficos, e optam por viver reclusos em seu habitat, geralmente cavernas. Eles só costumam sair de suas cavernas para buscar alimentos ou outros itens necessários. Desde que não sejam perturbados, os Wulvers são inofensivos aos seres humanos. Algumas histórias contam que eles ajudam pessoas que se perdem nas florestas, guiando-as até uma aldeia próxima. Há ainda uma história onde eles deixam peixes nas janelas ou varandas das casas de famílias famintas. Caso seja atacado, um Wulver é rápido e forte o suficiente para matar um ser humano.

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Uktena

segunda-feira, Fevereiro 2nd, 2015

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Uktena (pronuncia-se “ook-tay-nah”, também escrito Uk’tena, Unktena, Ukatena, Uktin, Uhktena) é uma espécie de serpente/dragão presente na mitologia da tribo Cherokee. Ela é descrita como sendo tão grande quanto um tronco de árvore, possuindo chifres em sua cabeça e uma espécie de pedra brilhante e transparente em sua testa chamada Ulun’suti. Além disso, suas escamas possuem manchas que brilham como se fossem faíscas de fogo.

O Ulun’suti
Poderosa e virtualmente imbatível, uma Uktena só pode ser ferida e/ou morta recebendo um golpe no Ulun’suti, pois este conserva a força vital e os poderes da mesma. Contam as lendas que aquele que obtiver esse diamante terá êxito em tudo na vida, porém não é uma tarefa nem um pouco fácil. Seu brilho é tão forte que cega aquele que olhar para ele. Além disso, seu brilho acaba atraindo aqueles que tentam obtê-la direto para a boca da Uktena, que os devora de imediato. É bem possível que o aventureiro que tenta obter a pedra sequer consiga chegar perto da mesma, pois o hálito de uma Uktena é venenoso, e acaba paralisando e matando seu inimigo à distância.

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Eventualmente, podem surgir homens capazes de superar todas as dificuldades e finalmente obter uma Ulun’suti, porém manter a posse da pedra é igualmente difícil. A pedra tem o mau hábito de tentar fugir, então é necessário envolvê-la em couros e guardá-la em um lugar bem escuro e inacessível. E de vez em quando é necessário mudá-la de lugar, porque ela “descobre” a saída. O dono de uma Ulun’suti também deverá esfregá-la com sangue de animais regularmente e pelo menos uma vez por ano, deverá molhá-lo com o sangue de algum veado abatido ou outro animal de grande porte, ou ela perderá seus poderes. Quando o seu proprietário morrer, será preciso enterrar a pedra com ele, porque senão ela sairá à noite de onde está, brilhante feito uma estrela,  e buscará pelo túmulo de seu guardião durante sete anos, vagando pelos caminhos feito uma assombração.

Lenda

Os cherokees possuem várias lendas envolvendo Uktenas. Uma delas conta que há muito tempo atrás, o sol ficou com ciúmes de sua irmã, a lua, porque as pessoas da Terra sempre olhavam para ela com expressões bonitas por causa de sua luz suave. O sol também tinha uma filha, que vivia no meio do céu. Todos os dias, o sol parava para visitá-la. Zangado com os humanos porque eles faziam expressões feias (provavelmente por causa de sua luz forte), o sol começou a usar essa oportunidade (da parada para ver sua filha) para produzir tanto calor que as pessoas começaram a morrer de febre.
Em resposta, os humanos buscaram o auxílio dos “homens pequenos”, que na lenda cherokee representavam espíritos mágicos amigáveis que habitavam as florestas. Os homens pequenos decidiram que o sol tinha que morrer, então eles fizeram um homem se tornar uma serpente temível, chamada Uktena. Ela foi à casa da filha do sol, esperar por sua chegada. Mas enquanto aguardava, a filha do sol abriu a porta. Uktena a mordeu acidentalmente, matando-a e quando o sol chegou para ver sua filha, descobriu que ela estava morta e começou a chorar, inundando a Terra com suas lágrimas.

 

Desesperadas para agradar o sol e parar com seu choro, as pessoas da Terra fizeram uma tentativa de resgatar a filha solar morta da terra dos fantasmas, mas não conseguiram. Quando elas voltaram, o sol começou a chorar ainda mais. Para distraí-lo, as pessoas começaram a dançar e ouvir músicas até o sol tornar-se feliz novamente.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Khepri

terça-feira, Janeiro 27th, 2015

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Khepri (“Aquele que veio a existir por si mesmo“, também chamado Kheper, Khepera, Khepra, Khepre, Khepere, Chepri, Khephir) é um deus egípcio associado com o escaravelho ou besouro (Scarabaeus sacer), cujo comportamento de ficar carregando bolas de estrume é comparado pelos egípcios às forças que fazem o sol se mover. Com o tempo, Khepri passou a ser considerado um aspecto do próprio Sol, em especial, o sol ao nascer do dia – quando “voltava do submundo”. Ele era intimamente associado com Atum (o deus criador), Nefertum(literalmente “jovem Atum” ou “belo Atum”) e (que absorveu muitos dos atributos de Atum). Khepri era o sol surgindo, Nefertum representava o novo sol nascendo, Rá era o sol durante o dia, e Atum representava o sol poente.

Khepri também era associado aos conceitos de renascimento, renovação e ressurreição, pois os antigos egípcios acreditavam que escaravelhos eram auto-criados a partir de matéria morta.  Essa crença surgiu devido ao fato dos escaravelhos fêmea depositarem seus ovos nos corpos de animais mortos, incluindo outros escaravelhos, e também em esterco. Quando prontos, esses ovos eclodiam e novos escaravelhos nasciam, dando a entender que eles surgiam do nada.
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Khepri é geralmente representado como um escaravelho, mas ocasionalmente aparece como um homem com a cabeça de um escaravelho. Existem inúmeras representações de Khepri empurrando o sol e ele também aparece regularmente em um ambiente funerário montado na barca solar de Rá enquanto o mesmo viaja através do submundo. Por causa de sua ligação com o renascimento e o submundo, ele ocasionalmente usa a coroa Atef de Osíris.

Nenhum templo ou culto especificamente dedicado a Khepri foi descoberto até hoje, mas acredita-se que a maioria dos templos egípcios (possivelmente todos) tinham uma estátua de Khepri dentro deles. O amuleto em forma de escaravelho era um dos símbolos mais populares do Egito,  e escaravelhos eram  usados em muitas ocasiões, e não apenas para o uso em mumificação, confirmando que ele era popular entre as pessoas comuns. Os escaravelhos destinados aos mortos eram confeccionados com muito realismo, em pedra dura e colocados no lugar do coração, no peito das múmias, às vezes, incrustados numa moldura retangular. Estes amuletos já foram encontrados até no peito de certos animais tidos como sagrados pelo povo egípcio.

 

 

Hidebehind

sábado, Janeiro 3rd, 2015

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Hidebehind é uma misteriosa criatura noturna pertencente ao folclore americano. Diz a lenda que ele devora seres humanos que vagueiam em florestas durante a noite, e é creditado pelo desaparecimento de vários madeireiros durante o período colonial dos Estados Unidos.

O Hidebehind foi primeiramente citado no “Livro dos Seres Imaginários” de Jorge Luis Borges, que o descreve como um animal grande e poderoso, apesar do fato de que ninguém até hoje foi capaz de ver algum graças a sua excepcional capacidade de camuflagem. Quando sua presença é notada, o hidebehind se esconde de imediato atrás de um objeto (geralmente uma árvore) ou atrás da própria presa, de uma forma que se torna virtualmente impossível de ser visto. Desta forma, ele consegue perseguir presas humanas sem ser notado e as ataca sem chance de defesa. Após matar seu alvo, o Hidebehind o arrasta  para seu covil e o devora.