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Drag√Ķes

segunda-feira, Janeiro 2nd, 2012

The_black_dragon_attack_PRINT_by_el_grimlock¬†Drag√Ķes s√£o, sem d√ļvida, uma das figuras mais enigm√°ticas que supostamente viveram ou vivem nesse planeta.

Eles est√£o presentes em praticamente todas as hist√≥rias das civiliza√ß√Ķes. Existem manuscritos narrando confronto de cidades e seus ex√©rcitos nos primeiros s√©culos contra ataques de drag√Ķes.
Tanto na Europa, quanto na √Āsia e nas Am√©ricas, existem lendas de drag√Ķes, mitos que prov√©m de √©pocas em que essas culturas n√£o tinham entrado em contato.
Como pode uma criatura que nunca existiu estar presente em todas as culturas sem ao menos haver a disseminação de uma cultura para outra?
A palavra drag√£o √© origin√°ria do termo grego drak√īn, usado
originalmente para definir grandes serpentes. Eles s√£o representados como animais de grandes dimens√Ķes, normalmente de aspecto reptiliano, muitas vezes com asas, plumas, poderes m√°gicos ou h√°lito de fogo.
Em v√°rios mitos eles s√£o apresentados literalmente como grandes serpentes, como foram inclusive a maioria dos primeiros drag√Ķes mitol√≥gicos e em suas forma√ß√Ķes quim√©ricas mais comuns. A variedade de drag√Ķes existentes em hist√≥rias e mitos √© enorme, abrangendo criaturas bem mais diversificadas. Apesar de ser uma presen√ßa comum no folclore de povos t√£o distantes como chineses ou europeus, o mito do drag√£o assume, em cada cultura, uma fun√ß√£o e uma simbologia diferente, podendo assim fazer esses monstros irem de fontes sobrenaturais de sabedoria e for√ßa, ate simples feras destruidoras.
Nunca foi encontrado nada al√©m de relatos e historias fant√°sticas, t√£o pouco houve algum avistamento registrado de drag√Ķes nos tempos modernos, por√©m sabe-se, que os drag√Ķes eram odiados pelos humanos em quase todas as culturas e que eram considerados inimigos dos homens.Alguns Criptozoologistas sugerem que se eles realmente tenham existido, foram extintos na Idade M√©dia, entretanto, n√£o h√° como explicar a aus√™ncia completa de evidencias. Nenhum f√≥ssil, ossada, carca√ßa ou qualquer outra grande evidencia foi encontrada ate hoje, tudo que se sabe sobre drag√Ķes vem de livros, textos, pinturas, desenhos e manuscritos da Antiguidade.

leviathan1¬†¬†Drag√Ķes

 

Doppelgänger

s√°bado, Janeiro 1st, 2011

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Existem muitas controv√©rsias sobre como esta criatura misteriosa √© tratada: uns dizem que ela anuncia maus agouros, enquanto outros ditam que √© uma representa√ß√£o acentuada do lado negativo de uma pessoa. No primeiro caso, diz-se que ver o seu pr√≥prio Doppelg√§nger √© um sinal de morte iminente, pois a lenda reza que a pessoa est√° vendo a sua pr√≥pria alma projetando-se para fora do corpo para assim embarcar para o plano astral. Em outras circunst√Ęncias, se o Doppelg√§nger √© visto por amigos ou parentes, isso √© um an√ļncio de m√° sorte ou de problemas emocionais que se aproximam. No segundo caso, h√° quem diga que ele assume o negativo da pessoa para tentar sobre a mesma uma influ√™ncia negra, de modo a converter a pessoa a fazer coisas cru√©is ou simplesmente coisas que ela n√£o faria naturalmente. Ainda existem aqueles que especulam que o Doppelg√§nger seja um tipo de “conselheiro” invis√≠vel para a pessoa, seja dando avisos ou implantando id√©ias. Dado este plano, acredita-se que o Doppelg√§nger somente √© vis√≠vel para quem o tem e mesmo em tal circunst√Ęncia ele s√≥ pode ser visto espiritualmente, pois ele n√£o se reflete em espelhos ou qualquer superf√≠cie f√≠sica.¬†

 

Estima-se também que cães e gatos podem ver os Doppelgänger dos seres humanos, embora isso seja ainda não comprovado. 

 

Em parte há quem credite o Doppelgänger como sendo o polar oposto de seu dono, ou seja, se a pessoa é boa, o Doppelgänger é mau, ou o oposto. 

 

Sempre houve relatos sobre pessoas (célebres ou não) que afirmam terem visto o que poderia ser o seu Doppelgänger. 

 

Um possível caso de Doppelgänger seria o da professora Emilie Sagée, de 32 anos. Ela alega ter visto seu Doppelgänger do outro lado da janela da sala de aula onde lecionava. Os seus alunos também viram o Doppelgänger da professora e ficaram chocados. O Doppelgänger da professora apareceu quando ela escrevia no quadro-negro. Seu Doppelgänger já aparecia regularmente no refeitório e nos corredores da escola. Esse acontecimento resultou na demissão da professora. O caso foi contado pelo escritor americano Robert Dale Owen.

 

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A Dama de Vermelho

s√°bado, Fevereiro 6th, 2010

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Esta lenda conhecida em todo o mundo fala de jovem casal que estava muito feliz por estar podendo realizar todos os seus sonhos.
Já moravam juntos há pouco tempo, tinham um pequeno filho de seis meses de idade, e tinham acabado de se mudar para um apartamento que almejavam. Uma tarde de final de semana, o casal depois de brincar com o bebê, acabou adormecendo.
O bebê acordou e saiu engatinhando pela casa. Foi engatinhando até a sacada do apartamento, passou pelos buracos da grade de proteção e caiu do quarto andar. O casal foi acordado pelos vizinhos e ficou, obviamente, transtornado com o fato.
Eles acabaram indo embora dali, pois n√£o conseguiam mais viver em paz naquele apartamento. No dia em que a mudan√ßa foi toda retirada, a pobre m√£e, que havia perdido seu filho de forma t√£o cruel, estava sozinha. J√° era noite, quando no alto de seu desespero ela falou que faria qualquer coisa para ter seu filho de volta. Ela acabou dormindo no ch√£o da sala vazia, mas foi acordada por uma voz que falava com ela. Assustada ela se levantou do ch√£o e viu uma mulher vestida de vermelho. A mulher falou que poderia trazer o beb√™ de volta, em troca de um favor. A m√£e teria que matar um crian√ßa da mesma idade do seu filho e oferece-la para a mulher de vermelho. No desespero de m√£e, ela acabou fazendo isso e tendo o seu beb√™ de volta. A mulher de vermelho devolveu o beb√™ vivo para os bra√ßos da m√£e. O √ļnico inconveniente e que o beb√™ foi devolvido no mesmo estado em que se encontrava depois de todo o tempo enterrado. O bebe se transformou em algo sobrenatural, era uma massa deformada em carne viva.
A Dama de Vermelho possui várias lendas, essa é apenas uma delas.
Em outra conta que ela √© uma mulher muito bonita que seduz festeiros na quarta-feira de cinzas. Um tamb√©m bastante comum diz que a Dama de Vermelho costuma aparecer nesses postos de estradas. Ela seduz os caminhoneiros, e eles e seus caminh√Ķes somem do mapa. Dizem que a Dama de Vermelho √© na verdade Lilith e pode ser invocada em determinados locais. Aquele que a invoca ganha o direito a uma desejo em troca de um favor, embora esses desejos nunca saiam como a pessoa espera. √Č tipo uma ‚Äúpegadinha do Malandro‚ÄĚ. Como aconteceu com a mulher que perdeu o filho, ela teve o filho de volta, mas n√£o era bem do jeito que ela imaginava.

 

 

Deucali√£o e Pirra

quarta-feira, setembro 16th, 2009

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O fanatismo religioso levou Licaón, o rei da Arcádia, a realizar sacrifícios humanos. Chegou ao ponto de sacrificar todos os estrangeiros que chegavam a sua casa, violando a sagrada lei da hospitalidade. 

 

Desaprovando essas aberra√ß√Ķes, Zeus, o deus dos deuses, f√™z-se passar por um peregrino e hospedou-se em seu pal√°cio. Lica√≥n preparou-se para sacrific√°-lo, assim como havia feito com outros em nome de sua religiosidade. Mas antes mandou cozinhar a carne de um escravo e servir a Zeus. Enfurecido, o deus transformou Lica√≥n em um lobo, e com um raio, incendiou o seu pal√°cio que tinha sido testemunha de tanta crueldade.¬†

 

Lica√≥n era pai de in√ļmeros filhos, quase uns 50, tidos com muitas mulheres. Os filhos de Lica√≥n eram t√£o cru√©is quanto o pai e se tornaram famosos por sua insol√™ncia e seus crimes. T√£o logo ficou sabendo das barbaridades dos filhos de Lica√≥n, Zeus novamente se disfar√ßou de um velho mendigo e foi ao pal√°cio dos Lica√≥nidas para comprovar os rumores. Os jovens pr√≠ncipes tiveram a ousadia de assassinar o pr√≥prio irm√£o N√≠ctimo e servir suas entranhas ao h√≥spede, misturadas com entranhas de animais. Zeus descobriu a crueldade e, enfurecido, converteu todos em lobos e devolveu a vida a N√≠ctimo que sucedeu seu pai no reino da Arc√°dia.

 

 

Foi ent√£o que, espantado com tanta viol√™ncia instaurada entre a humanidade, Zeus decidiu exterminar a esp√©cie humana. Os deuses se reuniram e Zeus exp√īs as terr√≠veis condi√ß√Ķes que reinavam na Terra e anunciou que iria destruir todos os homens e criar uma nova ra√ßa que fosse mais digna de viver e que soubesse melhor cultuar os deuses. Tomou o seu raio, e j√° ia lan√ß√°-lo contra o mundo, destruindo-o pelo fogo, mas quando percebeu o perigo que um inc√™ndio teria para os pr√≥prios deuses, decidiu ent√£o inundar a Terra.¬†

 

Enquanto isso, os homens, sem nem desconfiar do que os espera, dedicam-se a suas ocupa√ß√Ķes terrestres. Mas um deles, Deucali√£o, rei da cidade de Tia, visita seu pai, o tit√£ Prometeu, que est√° ainda acorrentado em seu castigo na montanha do C√°ucaso. Prometeu, que ama os seres humanos e sabe o que Zeus est√° projetando, avisa seu filho. Assim que volta para a cidade, Deucali√£o come√ßa a construir um grande navio de madeira. Deucali√£o e sua esposa, Pirra, instalaram-se no barco e passaram a morar ali.¬†

 

De repente, pesadas nuvens come√ßam a escurecer o c√©u, torrentes de chuva ca√≠ram e as planta√ß√Ķes inundaram-se. N√£o satisfeito, Zeus pediu ajuda a seu irm√£o Poseidon, que, com seu tridente, sacudiu a Terra com um terremoto formando ondas gigantescas que devastaram as cidades. Homens, animais, casas e templos foram completamente destru√≠dos pelas √°guas.

 

 

De todas as montanhas, apenas a do Parnaso conseguiu ficar acima das √°guas. Nele o barco de Deucali√£o e Pirra encontrou ref√ļgio. Zeus viu que apenas eles haviam sobrevivido e cessou a tempestade. Poseidon fez o mesmo.¬†

 

Deucali√£o e Pirra n√£o queriam ser os √ļnicos habitantes neste imenso mundo e desejaram ter o dom de seu antepassado Prometeu, para assim recriar a humanidade. Entraram num templo ainda meio destru√≠do e rogaram a um or√°culo para que os esclarecesse sobre a maneira de agir naquela situa√ß√£o. O or√°culo respondeu:

 

“Saiam do templo com a cabe√ßa coberta e as vestes desatadas e atirai para tr√°s os ossos de vossa m√£e”.
Pirra ficou confusa com o que o oráculo disse. Mas Deucalião pensou seriamente e chegou à conclusão de que a Terra era a mãe comum de todos e as pedras seriam os seus ossos. Assim resolveram tentar. Velaram o rosto, afrouxaram as vestes, apanharam as pedras e atiraram-nas para trás. As pedras amoleceram e começaram a tomar forma humana. As pedras atiradas pelas mãos de Deucalião tornaram-se homens e aquelas atiradas pelas mãos de Pirra tornaram-se mulheres. E assim a humanidade ressurgiu.
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