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O Ano Novo que você comemora

quarta-feira, outubro 2nd, 2013

 

jano

Jano (em latim Janus) É um deus romano que deu origem ao nome do mês de Janeiro.

Jano tem duas faces (bifronte) – uma voltada para frente (visualizando o futuro) e a outra para trás (visualizando o passado).

A figura de Jano é associada a porta (entrada e saída),bem como a transição. O maior monumento em sua glória se encontra no Vaticano .
Jano costuma ser  representado como uma figura masculina com barbas e outra sem. Comum é o fato deste estar constantemente representado por duas faces que olham em direções opostas.
Jano foi responsável pelas riquezas,trás dinheiro.

A festa de Jano desde os tempos pagãos, sempre foi comemorada em 1 de Janeiro de cada ano.

A comemoração no formato moderno, tem origem num decreto do governador romano Júlio César.  Os romanos dedicavam o dia 1 de janeiro a Jano, o deus dos ciclos que terminam e iniciam.

Os povos Romano sempre foram politeístas ou seja, adoradores de diversos Deuses pagãos, não existe nenhum relato de que o povo Judeu que viveu nessa mesma época tenha comemorado o ano novo, nem os apóstolos e discípulos que surgiram com a vinda do messias tenha comemorado o ano novo

Essa festa foi introduzida no cristianismo e se anexou a festa de inicio da contagem do ano em 1564. Depois da adoção do calendário gregoriano, o rei Carlos IX de França determinou que o ano novo seria comemorado no dia 1 de Janeiro, antes era comemorado em 1 de Abril que a partir de então se transformou no dia da mentira.

A festa (culto) a Jano, é cheia de significados e superstições, como vestir roupas brancas e comer lentilhas para trazer sorte e dar oferendas às entidades do candomblé, da umbanda e para os anjos da guarda.

Um dos momentos mais tradicionais da data é a ceia entre amigos  e familiares e a queima de fogos de artifício.

Janus, ou  Jano, é um Deus de origem pré-latina e muito cultuado pelos romanos, ele é um Deus que representa a dualidade, representante dos términos e dos começos, passado e futuro e das transições.

Janeiro, é um mês que tem em si um pouco do passado e a promessa do futuro que o inicio do ano marca. Jano foi o primeiro Deus a ser cultuado em cerimônia em Roma antes dos deuses gregos serem introduzidos as crenças romanas.

As palavras: Anel, Anal, Ânus e Ano entre outras, tem a ver com o deus Jano.

jano

As lendas contam que Janus era um homem mortal que nasceu na Tessália que se localiza na Grécia e ao se mudar para o Lácio, casou-se com a rainha e assim dividindo o reino. Após a morte de sua esposa, Janus  passou a governar sozinho todo o território e dedicou seu governo as transformações, desenvolvimentos científicos, criação de leis, aprimoramento do cultivo e as primeiras moedas correntes, muitas mudanças foram implementadas durante seu reinado trazendo para o Lácio um período de paz e prosperidade nunca visto antes. Ao morrer, Janus recebeu o status de Deus, devido à sua vida dedicada às transformações, adquirindo assim a dualidade do deus das transições, olhando tanto para o passado como para o futuro.

Sua representação é a de um homem com duas faces, uma voltada para o passado e uma voltada para o futuro, mas também há representações das faces como a de um homem jovial e belo (representando o futuro) e de um ancião de olhar profundo (representando o passado). Sua equivalência feminina e também considerada consorte é a Deusa Jana, Deusa da Lua, Caminhos, Magia e muito cultuada até hoje em várias tradições da Stregheria e também ela era representada com duas faces, uma olhando sempre para o passado e a outra para o futuro. Os romanos o associaram também com o deus estruco Ani, Deus do Céu, que como Janus, era representado com duas faces.
Ele era adorado no primeiro dia de todos os meses, nas épocas de plantio e colheitas, nos casamentos, nascimentos e acontecimentos considerados importantes na vida das pessoas, representava também momentos de transição e escolhas que mudavam os cursos da vida. Seu templo tinha uma porta voltada para o Leste, onde o Sol e a Lua nascia, e uma porta para o Oeste, onde os astros sumiam ao horizonte fechando o ciclo do dia e da noite. Seu templo também tinha uma serventia simbólica, em dias de paz suas portas estavam sempre fechadas e nos dias de guerra eram abertas, de acordo com os mitos as portas de seu templo só foram fechadas duas vezes na história — uma no reinado de Numa e outra no de Augusto. Nos fóruns romanos também foram construídos templos a Janus, mas estes continham quatro portais chamados Quadrifons Ianus e a maioria dos portões das cidades romanas havia uma representação das faces de janus.
Na mitologia uma das faces de Janus falava a verdade enquanto a outra mentia, confundindo assim a pessoa na hora de fazer uma escolha importante que poderia trazer grandes conseqüências,isto mostra a dualidade de Janus e seu papel como Deus das indecisões, pois representava assim aquele que acalenta e guia, protege e ama ao mesmo tempo que aquele que engana, que trai, que odeia e que trapaceia. Algumas tradições acreditavam que Janus também encarnava o caos, tanto exterior como interior.
Algumas das simbologias associadas a Janus é o oculto e o conhecido, a verdade e a mentira, a Lua e o Sol, o passado e o futuro, a dualidade que todos temos dentro de nós e que muitas vezes se manifesta em momentos cruciais de nossas vidas, nos confundindo e embaralhando nossos sentimentos e a capacidade de raciocinar, o emocial em atrito com o racional.
Seu símbolo é uma chave a qual abre todas as portas e possibilidades como também as tranca. Seu mês é Janeiro, sua festa é o réveillon
Na Streghria ele é cultuado como Ani, o Deus do Sol, tendo participação crucial durante a Roda do Ano.