quarta, maio 30, 2018 09:33

Archive for the ‘B’ Category

Boinas Vermelhas

terça-feira, Janeiro 1st, 2013

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Boina Vermelha (do inglês Redcap, também conhecido como PowrieDunter, Chapéu Sangrento, Barrete Vermelho) é uma criatura originária do folclore celta/escocês. Os Boinas Vermelhas são essencialmente uma espécie de anão, duende, fada ou elfo assassino, que habitam e assombram castelos ou torres arruinadas. São seres de baixa estatura, com pouco ou nenhum cabelo, dentes irregulares, garras afiadas, pele enrugada, olhos vermelhos, e às vezes tem barba. Eles usam botas de ferro, bastões pontiagudos e seus chapéus são embebidos com o sangue de suas vítimas (daí o seu nome).

 

Eles costumam habitar castelos ou ruínas com um passado obscuro (lugares assolados por guerras, fome, etc), e ficam à espreita de viajantes curiosos virem à sua ”casa” para matá-los. Para matar os intrusos, Boinas Vermelhas, muitas vezes, rolam pedras para esmagá-lo, ou simplesmente os rasgam com suas garras. Os Boinas Vermelhas bebem o sangue de suas vítimas, e tingem seus chapéus com o sangue delas. Se o sangue de sua boina secar, a maléfica criatura morre.
Um sinal de que um Boina Vermelha está por perto é ouvir um som estranho, semelhante ao moer de linho. O aumento repentino deste som é um sinal de morte ou infortúnio. É praticamente impossível correr de um Boina Vermelha, apesar deles usarem botas de ferro, que teoricamente deveriam deixá-los mais lentos. A única maneira de escapar de um Boina Vermelha é citar passagens bíblicas, o que fará com que a criatura sinta uma dor intensa e fuja.

A lenda de Robin Redcap

Robin Redcap é o mais famoso boina vermelha do folclore Inglês, um ser especialmente maléfico e o suposto familiar do infame Lorde William de Soulis. De acordo com as lendas locais, Robin Redcap, juntamente com seu mestre, foram responsáveis ​​por todo tipo de depravação e atos diabólicos. No entanto, Soulis, por todo o mal que operou, teve um fim muito horrível: ele foi levado ao Nine Stane Rigg, um círculo de pedras localizado a 2km do castelo Hermitage, onde ele foi envolto em chumbo e cozido até a morte em um grande caldeirão. Quanto ao próprio Robin Redcap, dizem ter desaparecido logo após a morte de seu mestre. Algumas versões afirmam que ele ainda pode ser visto no Castelo Hermitage, guardando seu tesouro.strigoi_by_skorganizedchaos-d5jnhr7

Beowulf

quinta-feira, julho 1st, 2010

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A lenda de Beowulf foi escrita aproximadamente no ano 1000 de nossa era, mas os feitos do herói já erma citados pelos menestréis há muitos séculos. Filho de Ecgetheow e sobrinho de Hygelac, rei dos Geats, cujo reino ficava onde é hoje a Suécia Meridional, em sua infância, Beowulf já dava provas de sua grande força e coragem que o levou, quando adulto, a libertar Hrothgar, rei da Dinamarca, do monstro Grendel. Outro feito heroico foi a libertação de seu próprio reino de feroz dragão, que acabou ferindo-o mortalmente.
Uma das façanhas de Beowulf foi nadar por sete dias e sete noites até o país dos finêses, para vencer muitos monstros marinhos. Quando ajudou a defender a terra de Hetware, matando vários inimigos, mostrou novamente suas habilidades como nadador, levando sozinho até seu navio, trinta armaduras dos homens que matou.

O rei Hrothegar, da Dinamarca, durante doze anos sofreu as destruições provocadas em seu país por um monstro chamado Grendel que, sendo encantado, não podia ser morto por uma arma construída pelo homem. Vivia nas terras desertas e, certa noite, saiu e atacou o palácio de Hrothgar, aprisionando e matando vários dos convidados no castelo.

Sabendo disso, Beowulf seguiu, junto com quatorze marinheiros, até a Dinamarca, disposto a matar o monstro. Ao chegar, foram acolhidos pelo rei e, à noite, prepararam uma armadilha para Grendel, que ao chegar, atacou e matou um dos marinheiros, mas este antes de morrer, conseguiu arrancar um dos braços do monstro que, ao sair para sua caverna, deixou um rastro de sangue. A mãe do monstro voltou ao castelo para vingar morte do filho e, quando retornou à caverna, foi seguida por Beowulf que, nadando, entrou e a matou. Vendo o corpo de Grendel na caverna, Beowulf cortou-lhe a cabeça e levou-a ao rei, para comprovação da morte do monstro.

Beowulf foi acolhido no palácio como herói e assim também foi, ao regressar à sua terra natal, onde recebeu honrarias e muitos bens. Com a morte do rei menino Heardred, Beowulf o sucedeu no trono e reinou em paz por cinquenta anos, até que um dragão começou a devastar seu reino. Já idoso, Beowulf resolveu matar este monstro, assim com fez com Grendel, mas durante a batalha, foi ferido mortalmente e só consegui matar o monstro com a ajuda de Wigla, o único soldado que ficou ao seu lado até o final da luta, sendo nomeado por isso, seu sucessor no trono.

O corpo de Beowulf foi queimado e suas cinzas colocadas em um santuário, no alto de um rochedo, como lembrança das proezas do bom e grande homem que foi.

 

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Besta de Bladenboro

terça-feira, outubro 6th, 2009

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Muitos anos antes que o fenômeno real ou imaginário do chupacabras alcançasse as manchetes dos jornais sensacionalistas, um animal desconhecido, com as mesmas características, aterrorizou no mês de janeiro de 1954 uma pequena cidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos. Até hoje a criatura permanece um mistério.
Tudo começou em quatro de janeiro de 1954, quando em Bladenboro, a aproximadamente 60 milhas a oeste de Wilmington, três cães tiveram os maxilares quebrados, seus crânios esmagados e mastigados por um animal desconhecido. A fera, além da violência do ataque, deixou os animais totalmente exangues. O ataque não ficou restrito aos cães. Logo as cabras, os porcos e as vacas, também foram atacados da mesma forma.
A população amedrontada convocou o chefe de policia Roy Fores que foi a caça do animal com três cães da raça coonhound, mas os cães recusaram-se a seguir o rastro.
Täter Shaw que na época tinha 35 anos, e era dono de um posto de gasolina, foi uma testemunha ocular dos acontecimentos, e viu a carnificina em primeira mão. Shaw descreve assim o medo dos habitantes de Bladenboro.
”Todo mundo estava com medo. Todos que tinham uma arma andavam com ela carregada. A irracionalidade começou a dominar, e os locais diziam ter visto o monstro. Um residente ouviu seus cães latindo uma noite, olhou pela janela e viu uma sombra. Pegou a espingarda de caça e saiu apressado. Mirou e atirou de longe. Quando se deu por conta havia acertado a bicicleta de sua filha que estava tombada rente ao chão com os pneus em tiras e o acento dilacerado com um tiro de espingarda de caça”.
Os depoimentos das testemunhas são contraditórios. Dizem que o animal tinha 90 quilos, outros 100, ou até mesmo 150 quilos. Alguns dizem que o animal era negro, ou marrom, ou apenas ”de cor escura”. A maioria concorda que era um felino, mas um veterinário afirmou que poderia ser um cachorro grande. O som do animal é a única coisa em que não há discordância. Descrevem-no como o choro de um bebê ou mulher chorando, só que mais alto, de gelar o sangue.
”De qualquer modo as coisas estavam começando a ficar ruins, estava nos jornais e nas rádios”, disse Shaw, “caçadores vieram de toda parte, quero dizer, caçadores profissionais. No auge da caçada 1000 homens armados de revólveres, escopetas e fuzis dividiram-se em 400 acres do campo. Alguns eram garotos de fraternidades, mas outros eram caçadores profissionais, acostumados a caçar leões e tigres”.
Jabe Frink, outra testemunha ocular, lembra que uma senhora, E.C. Kinlaw, foi perseguida e viu o animal a aproximadamente 20 metros em seis de janeiro. Kinlaw correu para casa e avisou o marido que saiu com uma espingarda, mas não encontrou mais nada. Apenas as pegadas no quintal.
Os piores receios pareciam confirmados. O animal mostrara interesse por seres humanos.
Nesse mesmo dia seis cães foram mortos, incluindo um que foi arrastado para o pântano e nunca mais foi visto. No dia seguinte a contagem subiu para sete.
S. W. Garret, um experiente caçador de Wilmington, alertou as mulheres e as crianças a permanecerem dentro de casa. O mesmo foi pedido em relação aos cães.
As vítimas multiplicavam-se. Então o chefe Fores considerou amarrar alguns cães na floresta como isca, mas foi desaconselhado pelo prefeito W.G. Fussell.
O prefeito encerrou a caçada em nove de janeiro por motivos de segurança. Com tantos caçadores no pântano alguém podia acabar sendo confundido com o “monstro”. Nesse dia o jornal “Morning Star” publicou a seguinte manchete: ”A Besta Vampiro Vence a Batalha de Bladenboro”.
Em 13 de janeiro parecia que o mistério havia chegado ao fim tão rapidamente como começou. Um lince foi capturado em uma armadilha de aço e abatido com um tiro na cabeça. Mesmo assim nem todos se convenceram de que a fera havia sido morta, nem mesmo o prefeito.
No fim a “besta” riu por último. Após novos ataques os jornais estampariam a manchete: “Retorna a ‘Besta’ oculta de Bladenboro”.
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Behemoth

terça-feira, agosto 18th, 2009

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Behemoth é o nome de uma criatura fantástica descrita na Bíblia, no Livro de Jó, 40:15-24. No idioma hebraico é transcrito como בהמות, Bəhēmôth,Behemot, B’hemot; em Árabe بهيموث (Bahīmūth) ou بهموت (Bahamūt).

 
Esta criatura tem um corpo couraçado e é típica dos desertos (embora “Behemot” também seja como os hebreus chamavam os hipopótamos).

 
Sua descrição é tradicionalmente associada à de um monstro gigante, podendo ser retratado como um leão monstruoso, apesar de alguns criacionistas o identificarem como um saurópode ou um touro gigante de três chifres. Em uma outra análise vemos este como um animal pré-histórico muito conhecido como braquiossauro. Os relatos no livro de Jó, capítulo 40 (Bíblia), apontam para este grande herbívoro.
Contemplas agora o beemote, que eu fiz contigo, que come a erva como o boi. Eis que a sua força está nos seus lombos, e o seu poder nos músculos do seu ventre. Quando quer, move a sua cauda como cedro; os nervos das suas coxas estão entretecidos. Os seus ossos são como tubos de bronze; a sua ossada é como barras de ferro. Ele é obra-prima dos caminhos de Deus; o que o fez o proveu da sua espada.
Em verdade os montes lhe produzem pastos, onde todos os animais do campo folgam. Deita-se debaixo das árvores sombrias, no esconderijo das canas e da lama. As árvores sombrias o cobrem, com sua sombra; os salgueiros do ribeiro o cercam.
Eis que um rio transborda, e ele não se apressa, confiando ainda que o Jordão se levante até à sua boca. Podê-lo-iam porventura caçar à vista de seus olhos, ou com laços lhe furar o nariz?

 
Segundo a tradição judaica ortodoxa, sua missão é esperar pelo dia em que Deus lhe pedirá para matar o Leviatã, uma criatura marinha tida por alguns como parecida com uma baleia. As duas criaturas morrerão no combate, mas o Behemoth será glorificado por cumprir a sua missão.

 

O nome é o plural do hebraico בהמה, bəhēmāh, “animal”, com sentido enfático (“animal grande”, “animal por excelência”). Na tradição judaica ortodoxa, Beemote é o monstro da terra por excelência, em oposição a Leviatã, o monstro do mar, e Ziz, o monstro do ar. Diz uma lenda judaica que Beemote e Leviatã se enfrentarão no final dos tempos, matando-se um ao outro; então, sua carne será servida em banquete aos humanos que sobreviverem.

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