sexta, maio 18, 2018 23:24

Archive for the ‘Asteca’ Category

Tlaltecuhtli

terça-feira, Maio 26th, 2015

earth_goddess___tlaltecuhtli_by_jaggudada-d77xtqh+(1)

Tlaltecuhtli (““Aquela que dá e devora a vida“) era uma monstruosa divindade asteca, associada a terra. Seu nome é masculino, porém os textos astecas referem-se a esta divindade como uma deusa. Além disso, suas representações em códices e estátuas exibem claras características femininas.

Tlatecuhtli foi retratada em códices e monumentos de pedra como um monstro horrível, muitas vezes em posição de cócoras, posição característica de um trabalho de parto. Ela possui várias bocas cheias de dentes afiados espalhadas pelo seu corpo, e muitas vezes estão jorrando sangue. Seus cotovelos e joelhos são crânios humanos e em muitas imagens ela é retratada com um ser humano pendurado entre suas pernas. Algumas fontes a descrevem como um monstro marinho que viveu no oceano após o quarto dilúvio, sendo uma encarnação do caos que assolava a terra antes da sua criação.

 

file1  C07BBC261

Mito

De acordo com a mitologia asteca, os deuses Quetzalcoatl e Tezcatlipoca foram os responsáveis por criar o mundo na origem dos tempos, antes da Primeira Era ou Sol, mas Tlaltecuhtli destruía tudo o que eles criavam. Decididos a por um fim nas ações de Tlaltecuhtli, os deuses se transformaram em serpentes gigantes e, após envolverem o corpo de Tlaltecuhtli, apertaram-na até dividir seu corpo em duas partes.

A parte superior do corpo de Tlaltecuhtli tornou-se a terra, as montanhas e os rios; seu cabelo tornou-se árvores e flores; seus olhos tornaram-se cavernas e poços. Quetzalcoatl e Tezcatlipoca também lhe deram o dom de fornecer aos seres humanos tudo o que eles precisarem de seu corpo. No entanto, a Deusa da Terra, muitas vezes exigia sacrifícios humanos, a fim de continuar fornecendo a eles aquilo que precisassem

Acreditava-se que Tlaltecuhtli devorava o sol todas as noites e o devolvia ao céu a cada manhã. No entanto, o medo de que este ciclo pudesse ser interrompido por algum motivo, como durante eclipses, trazia pânico entre a população asteca e foi muitas vezes a causa de sacrifícios rituais.

 

 

 

 

 

 

Tezcatlipoca

segunda-feira, novembro 5th, 2012

Tezcatlipoca

 

Tezcatlipoca é um dos três grandes deuses da mitologia asteca: é o deus do céu noturno, da lua e das estrelas; senhor do fogo e da morte. Uma das figuras mais temidas do panteão asteca, criador do mundo, vigilante das consciências. Às vezes é representado como um jaguar e carrega no peito um espelho através do qual podia ver toda a humanidade. É conhecido como “O Senhor do Espelho Fumegante”.

As traduções para o nome de Tezcatlipoca são bem variadas e, algumas vezes, até contraditórias. Apesar de haver uma certa convergência quanto a tradução literal dos dois principais termos que compõe o nome do deus (Tezcatl e Poca), especialistas em náhuatl concordam que as questões referentes a esse debate não estão fechadas.

Tezcatl é freqüentemente traduzido por refletir ou espelho.

Poca significa fumo, fumaça.

Com a junção dos dois termos, teríamos a tradução mais usual: espelho fumegante.

Muitos estudiosos afirmam que a palavra tletl (luz) estaria localizada entre os dois termos anteriores, formando espelho de luz fumegante, mas essa hipótese não é confirmada.

Alguns especialistas de Tlaxcala apontam para a palavra Pucah, do idioma Otomi, que significa negro, mas a junção de dois idiomas, com o objetivo de compreender a etimologia do nome de um deus, é muito contestada.

Segundo uma lenda mexica, relatada pelo frei Andrés de Olmos, à pedido do Sol, os deuses se auto-sacrificaram no processo de criação do universo. Isso aconteceu em Teotihuacan e provocou um grande desespero nos seres humanos, que passaram a vagar à procura de seus deuses, chorando e rogando. Num determinado momento, Tezcatlipoca os encontrou e se compadeceu, orientando-os para que preparassem uma festa, com muita música e preces em sua honra. Finalmente, os deuses voltaram a se comunicar com seus filhos humanos e desde então, as preces e a música se tornaram elementos fundamentais nos cultos da região.

Desta forma, Tezcatlipoca é encarado como o deus responsável pela introdução desses elementos, além dos sacrifícios, na religião asteca..

Tezcatlipoca_vs_Quetzalcoatl_by_gureiduson

Xiuhtecuhtli

sábado, junho 23rd, 2012

05

 

Xiuhtecuhtli (também chamado Huehueteotl Ixcozauhqui) é o deus do fogo da mitologia asteca. Um deus jovem e vigoroso, ele era considerado o guardião dos reis e dos guerreiros. Ele é  conhecido como “Senhor da Turquesa” e é geralmente representado com um rosto vermelho ou amarelo, com um incensário na cabeça ou usando uma coroa e ornamentos feitos de pedra azul turquesa. Xiuhtecuthli tinha outro nome: Huehueteotl, o “Antigo Deus”. Como Huehueteotl, ele aparece como um homem idoso, geralmente inclinado e carregando um braseiro, ou um pequeno fogão, sobre a sua cabeça. A forma animal de Xiuhtecuhtli é Xiuhcoatla Serpente de Fogo. Sua esposa é a deusa Chalchiuhtlicue. Com Chantico como sua contraparte feminina, ele às vezes é considerado como uma manifestação de Ometecuhtli, o Senhor da Dualidade

Seus símbolos principais são a tecpatl (pederneira) e o mamalhuatzin, as duas varas que eram friccionadas para acender fogueiras cerimoniais. Um bastão com uma cabeça de veado também era um atributo de Xiuhtecuhtli, embora não exclusivamente.
Xiuhtecuhtli desempenha um papel vital na cosmologia asteca. De acordo com os mitos, ele se ergueu de um forno em Mictlan, o submundo asteca, e passou através da terra aos céus como um pilar de fogo. Se esse fogo, que mantinha todas as partes do universo juntas, se apagasse, tudo iria desmoronar. Devido ao seu papel de manter todos os domínios do universo unidos, Xiuhtecuhtli foi pensado para ser o guia que conduzia as almas desta vida para a vida pós-morte.

Ahura_Mazda

Festivais
Xiuhtecuhtli também era adorado como o deus do tempo e do calendário (a palavra xihuitl, relacionada ao seu nome, significa “ano”). Eram realizadas festas em sua honra duas vezes por ano, uma durante o verão e outra no meio do inverno.
Nesses festivais, uma imagem da divindade era construída em madeira e ricamente adornada com roupas, plumas e uma elaborada máscara. Aves eram sacrificadas ao ídolo e seu sangue era derramado perante ele e copal era queimado em sua honra. No dia do festival, os sacerdotes de Xiuhtecuhtli passavam o dia dançando e cantando perante o ídolo. O povo capturava animais, incluindo mamíferos, aves, cobras, lagartos e peixes, durante dez dias antes do festival, a fim de jogá-los na lareira na noite do festival. Durante a noite, a imagem do deus era acesa com o uso do mamalhuatzin. Comida era consumida ritualmente, incluindo tamales de camarão, após o primeiro pedaço ser oferecido ao deus .
A cada quatro anos uma versão mais solene do festival foi realizada no templo de Xiuhtecuhtli em Tenochtitlan , com a presença do imperador e dos seus nobres . Escravos e prisioneiros estavam vestidos como a divindade e sacrificado em sua honra. Padrinhos foram designados para as crianças neste dia e as crianças tiveram suas orelhas furadas ritualmente . Depois disso, as crianças , seus pais e padrinhos todos compartilharam uma refeição juntos.
Uma cerimônia muito mais significativa ocorria a cada 52 anos, no final de um ciclo de tempo de manutenção chamada Rodada de Calendário. Nesta ocasião, os astecas apagavam todas as chamas de seu império. Os sacerdotes de Xiuhtecuhtli acendiam um novo fogo sagrado para iniciar o novo ciclo de calendário. Deste fogo todos os outros fogos eram reacendidos, primeiro nos templos e depois nas casas das pessoas.

05

 

Homens Lagartos

sábado, Março 28th, 2009

legend_of_lizard_by_alexnegrea-d4nri0h

Em março de 1972, vários moradores de Loveland, Ohio, inclusive dois policiais, todos aterrorizados, disseram ter visto um bípede bizarro com cara de sapo, caixa torácica inclinada, escamas cor de prata e rugas na cabeça, ao invés de cabelos.

 

 

No verão de 1972, no Lago Thetis, Columbia Britânica, um homem réptil emergiu da água para expulsar dois rapazes da praia, um dos quais sofreu lacerações na mão, causada por seis pontas afiadas em cima da cabeça do bicho.

 

 

Em agosto de 1955 na cidade de Evansville, Indiana, a Sra. Darwin Johnson lutou com um agressor enquanto nadava no Rio Ohio, que logo fugiu, mas deixou uma palma esverdeada impressa em seu joelho e algumas marcas e arranhões, que a levaram a buscar socorro médico.

 

 

Os Homens lagartos estão presentes em diversas culturas humanas desde o inicio das civilizações. Suméria, Chinesa, Japonese, Asteca, Maia, todas fazem menção a humanoides com aspecto de lagartos. Como é impossível mesmo para nossa Ciência moderna, mapear as profundezas dos mares, fica a suspeita que, se caso eles existirem, talvez seja esse o seu habitat.

 

Reptilianos nas civilizações antigas:
Em um grande número de civilizações antigas, existiram manifestações de fé para figuras com as características dos homens lagarto. O Quetzalcóatl  da civilização Asteca ou o Kukulcan, para os Maias, que em ambos os casos significa “Serpente Emplumada” ou serpente de belas plumas, nos dá um primeiro indício dos répteis como ícones. Também na cultura egípcia encontramos com um Deus réptil, ou melhor, conhecido como o Deus crocodilo Sobek a quem é atribuída à graça da fertilidade, a vegetação e a vida humana.

 

No Oriente Médio, existem alguns seres repteis que vão desde alguns djinn ou “demônios” a dragões, passando por homens répteis. Esta tradição data de imemoráveis anos. Num dos livros apócrifos supostamente o elo perdido de Jasher ou yashar é descrito como uma raça humana da serpente.

 

Homens répteis na cultura popular Zulu:

 

Na atualidade, existe na África a crença popular de que há milhares de anos atrás, desceu do céu uma raça de gente cuja fisionomia era similar à dos homens lagarto. A população Zulu, da África do Sul, transmitiu esta cultura através de suas gerações e ainda na atualidade podemos escutar a história de como estes reptilianos, que podiam mudar sua forma a vontade e tomavam em ocasiões a forma humana. E em alguns casos, os chefes das tribos casavam suas filhas com esses “extraterrestres”, com o objetivo de tentar uma raça com poder de reis e chefes de tribo.
Gargoyle_serpentscale
Outras culturas:
Europa: Cécrope I, o mítico primeiro rei de Atenas era meio homem, meio serpente. Ele está ilustrado, por exemplo, num friso do Altar de Zeus, em Pérgamo (atual Bergama, na Turquia). Nestas imagens, algumas ilustram uma gigantomaquia, numa se vê o gigante Klyteros com serpentes enormes entre seus pés. Aquilão era o deus greco-romano do frio vento do Norte, descrito por Pausânias como um homem alado com cauda de serpente. O antigo culto grego a Glícon idolatrava um deus-serpente que possuía cabeça de homem.
Índia: Nas escrituras e lendas indianas, os Naga são seres reptilianos que viviam no subterrâneo e interagiam com seres humanos na superfície. Em algumas versões, estas criaturas teriam vivido num continente no Oceano Índico que afundou sob as ondas. Textos indianos também se referem a uma raça de reptilianos chamada “Sarpa”. Os Syrictæ da Índia foram uma tribo legendária de homens com narinas de serpente no lugar do nariz e pernas serpentinas arqueadas.
Ásia Oriental: Os chineses, vietnamitas, coreanos e japoneses falam durante toda a sua história de Lóng (Yong em coreano, Ryu em japonês) ou dragões, concebidos em ambas as formas física e extrafísica, mas raramente ilustrados na forma humanoide, embora possam assumir uma forma humana não reptiliana.
Na China, Coréia e Japão, reinos subaquáticos são citados como sendo onde os reis dragões e seus descendentes viveram, assim como uma linhagem de humanos descendentes de uma raça de dragões. Esta linhagem era frequentemente reivindicada pelos imperadores asiáticos que acreditavam ser capazes de mudar da forma humana para a forma de dragão conforme desejassem.
No Japão há mitos sobre os Kappa, ou homens-lagartos que vivem próximos aos rios e atacam as pessoas.
Oriente Médio: No Oriente Médio, seres reptilianos que se transformam de gênios para dragões e homens-serpente são citados desde os tempos antigos. Num dos livros apócrifos, supostamente o livro perdido de Jasher, uma raça de serpentes é descrita.
Depoimentos sobre aparecimentos de Seres Répteis:
Existem na rede milhares de matérias sobre o legendário homem rã de Loveland na localidade de Ohio, Estados Unidos no ano 1955. Numerosos casos aconteceram desde aquele avistamento, no entanto, o mais célebre sucessor em anos recentes foi à loucura do homem lagarto que dizem ter aparecido em Bishopville na Carolina do Sul em 1988.
Um homem disse que uma besta reptiliana de sete palmos de altura, de olhos roliços e apêndices de três dedos perseguiu seu carro através de uma estrada rural a 40 milhas por hora. Um grande número de outros avistamentos se seguiu, e os oficiais de policia descobriram várias impressões estranhas na região. Mas como todo grande enigma, ainda não foi dada a resposta fática ao acontecido.