sexta, maio 18, 2018 23:34

Archive for Fevereiro, 2015

Melusina

quarta-feira, Fevereiro 4th, 2015

melusine

 

 

Melusina (também Melusine ou Mélisande) é uma personagem originária do folclore da França medieval. Ela é geralmente descrita como semelhante a uma sereia ou nixie, tendo a parte superior do corpo de uma bela jovem e a metade inferior do corpo de uma serpente. As vezes ela é representada com asas de dragão em suas costas, e na heráldica francesa e britânica, ela é freqüentemente representada como uma sereia de cauda dupla. Sua lenda já era bem conhecida na França quando foi compilada pelo poeta Jean d’Aras entre 1382-1394, numa coletânea de “histórias inventadas” pelas damas enquanto teciam.

Lenda

Melusina era filha de uma fada das fontes chamada Pressina e de um rei mortal, Elinus da Albânia. Quando os dois se casaram,Pressina exigiu de Elinus que ele não a visse no momento do parto, mas ele quebrou a promessa. A esposa e suas três filhas, Melusina, Melior e Platina, o abandonaram e retornaram à corte das fadas. Quando essas filhas assumiram seus plenos poderes sobrenaturais, vingaram-se do pai prendendo-o para sempre em uma caverna da Nortúmbria (norte da Inglaterra). Ao descobrir o que suas filhas haviam feito, Pressina amaldiçoou-as. Melusina acabou se transformando em uma serpente d’água da cintura aos pés, uma vez por semana. Jamais experimentaria o amor até que encontrasse alguém que concordasse em não vê-la nesse dia. Se essa promessa fosse quebrada, ela seria condenada a ficar para sempre nessa forma horrenda.

Anos depois, Melusina veio a se tornar a rainha das fadas da floresta de Colombiers, na região francesa de Poitou. Um dia, ela e dois de seus súditos estavam guardando a sua fonte sagrada, quando um jovem, o Conde Raymond, saiu de dentro da floresta e os encontrou. Melusina passou a noite conversando com Raymond, e a madrugada, eles já haviam ficado noivos, mas com uma condição. Melusina fez Raymond prometer que ele nunca a veria em um sábado. Ele concordou, e eles se casaram.

 

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Melusina trouxe a seu marido grande riqueza e prosperidade. Ela construiu a fortaleza de Lusignan tão rapidamente que parecia ser feito por magia. Com o tempo, Melusina construiu muitos castelos, fortalezas, igrejas, torres e vilas, cada um em uma única noite, em toda a região. Ela e Raymond tiveram dez filhos, mas cada uma delas possuía alguma deformação. O mais velho tinha um olho vermelho e um olho azul, o próximo tinha uma orelha maior do que a outra, outro tinha um pé de leão que cresce de sua bochecha, e outro tinha apenas um olho. O sexto filho era conhecido como Geoffrey-com-o-dente grande, devido ao seu enorme dente similar ao de um javali. Apesar das deformidades, as crianças eram fortes, talentosas e amadas por toda a terra.
Um dia, o irmão de Raymond visitou-o e fez com que o mesmo ficasse desconfiado sobre as atividades secretas de sua esposa aos sábados. Assim, no sábado seguinte, Raymond decidiu espionar sua esposa durante o seu banho, através de uma fresta na porta. Ele ficou horrorizado ao ver que da cintura para baixo, seu corpo era o de uma serpente.
Raymond não disse nada até o dia em que seu filho, Geoffrey-com-grande-dente, atacou um mosteiro e mataram cem monges, incluindo um de seus irmãos. Raymond acusou Melusina de contaminar sua linhagem com a sua monstruosa natureza, revelando dessa forma que ele havia quebrado a sua promessa com ela e a espiado.

Como resultado, Melusina se transformou em uma serpente alada com cerca de cinco metros de comprimento, circulou o castelo três vezes, chorando copiosamente, e depois voou para longe. Ela retornaria à noite para visitar seus filhos, em seguida, desaparecia. Ela voltaria à noite para visitar seus filhos e depois desapareceria, também prestando visitas a todos os seus descendentes que estivessem perto da morte. Raymond nunca mais foi feliz. Dizia-se que a descendência de Melusina reinaria até o fim do mundo.

 

 

Uktena

segunda-feira, Fevereiro 2nd, 2015

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Uktena (pronuncia-se “ook-tay-nah”, também escrito Uk’tena, Unktena, Ukatena, Uktin, Uhktena) é uma espécie de serpente/dragão presente na mitologia da tribo Cherokee. Ela é descrita como sendo tão grande quanto um tronco de árvore, possuindo chifres em sua cabeça e uma espécie de pedra brilhante e transparente em sua testa chamada Ulun’suti. Além disso, suas escamas possuem manchas que brilham como se fossem faíscas de fogo.

O Ulun’suti
Poderosa e virtualmente imbatível, uma Uktena só pode ser ferida e/ou morta recebendo um golpe no Ulun’suti, pois este conserva a força vital e os poderes da mesma. Contam as lendas que aquele que obtiver esse diamante terá êxito em tudo na vida, porém não é uma tarefa nem um pouco fácil. Seu brilho é tão forte que cega aquele que olhar para ele. Além disso, seu brilho acaba atraindo aqueles que tentam obtê-la direto para a boca da Uktena, que os devora de imediato. É bem possível que o aventureiro que tenta obter a pedra sequer consiga chegar perto da mesma, pois o hálito de uma Uktena é venenoso, e acaba paralisando e matando seu inimigo à distância.

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Eventualmente, podem surgir homens capazes de superar todas as dificuldades e finalmente obter uma Ulun’suti, porém manter a posse da pedra é igualmente difícil. A pedra tem o mau hábito de tentar fugir, então é necessário envolvê-la em couros e guardá-la em um lugar bem escuro e inacessível. E de vez em quando é necessário mudá-la de lugar, porque ela “descobre” a saída. O dono de uma Ulun’suti também deverá esfregá-la com sangue de animais regularmente e pelo menos uma vez por ano, deverá molhá-lo com o sangue de algum veado abatido ou outro animal de grande porte, ou ela perderá seus poderes. Quando o seu proprietário morrer, será preciso enterrar a pedra com ele, porque senão ela sairá à noite de onde está, brilhante feito uma estrela,  e buscará pelo túmulo de seu guardião durante sete anos, vagando pelos caminhos feito uma assombração.

Lenda

Os cherokees possuem várias lendas envolvendo Uktenas. Uma delas conta que há muito tempo atrás, o sol ficou com ciúmes de sua irmã, a lua, porque as pessoas da Terra sempre olhavam para ela com expressões bonitas por causa de sua luz suave. O sol também tinha uma filha, que vivia no meio do céu. Todos os dias, o sol parava para visitá-la. Zangado com os humanos porque eles faziam expressões feias (provavelmente por causa de sua luz forte), o sol começou a usar essa oportunidade (da parada para ver sua filha) para produzir tanto calor que as pessoas começaram a morrer de febre.
Em resposta, os humanos buscaram o auxílio dos “homens pequenos”, que na lenda cherokee representavam espíritos mágicos amigáveis que habitavam as florestas. Os homens pequenos decidiram que o sol tinha que morrer, então eles fizeram um homem se tornar uma serpente temível, chamada Uktena. Ela foi à casa da filha do sol, esperar por sua chegada. Mas enquanto aguardava, a filha do sol abriu a porta. Uktena a mordeu acidentalmente, matando-a e quando o sol chegou para ver sua filha, descobriu que ela estava morta e começou a chorar, inundando a Terra com suas lágrimas.

 

Desesperadas para agradar o sol e parar com seu choro, as pessoas da Terra fizeram uma tentativa de resgatar a filha solar morta da terra dos fantasmas, mas não conseguiram. Quando elas voltaram, o sol começou a chorar ainda mais. Para distraí-lo, as pessoas começaram a dançar e ouvir músicas até o sol tornar-se feliz novamente.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Jubokko

segunda-feira, Fevereiro 2nd, 2015

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Jubokko (樹木子, “Árvore Vampira”) é uma espécie de yokai em forma de árvore, que de acordo com muitos contos populares japoneses, nasce em antigos campos de batalha onde centenas de pessoas morreram. A semente se alimenta do sangue dos mortos que tem embebido no solo, e ao longo do tempo a árvore desenvolve um gosto por sangue. Uma Jubokko se parece com uma árvore normal e saudável, exceto pelo fato de que, quando alguém chega perto dela o suficiente, ela o captura com seus ramos e drena todo o seu sangue.
Características
Por se assemelhar a uma árvore normal, é impossível distinguir uma Jubokko das demais árvores somente observando-a. Um fator que ajuda a identificá-la é o fato de que uma Jubokko sangra quando é cortada, mas é virtualmente impossível para alguém se aproximar dela sem ser capturado.
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Ela é uma árvore mais resistente do que qualquer outra e é capaz de curar suas feridas rapidamente (diz-se que suas raízes possuem poderosas propriedades curativas).Outra particularidade de uma Jubokko é o poder de alterar a flora ao seu redor, podendo assim fazer com que alguém se perca em meio a vegetação e acabe se tornando sua vítima. Além disso, ela pode se comunicar com outras plantas e assim obter a localização de um alvo em potencial.
Lenda ou Ficção?
A primeira descrição de uma Jubokko ocorreu na Enciclopédia Yokai do cartunista japonês Mizuki Shigeru. porém, um grupo de pesquisadores do tema (Kyogoku Natsuhiko, Tada Katsumi, e Murakami Kenji) suspeitam que este yokai tenha sido inventado por Mizuki Shigeru, uma vez que não foi possível encontrar vestígios do mesmo em registros de folclore, lendas e literatura antiga, além do fato de que Mizuki guarda segredo sobre suas fontes de pesquisa.
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