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Archive for outubro, 2014

Gullinbursti

quinta-feira, outubro 23rd, 2014
Gullinbursti (também conhecido como Slíðrugtanni) é na mitologia nórdica um javali gigante de ouro pertencente ao deus Frey. Seu nome significa “Cerdas Douradas”, relacionado com os seus pelos feitos de fios de ouro, que brilhavam como o sol e fazia com que plantas crescessem por onde quer que passava. Com a sua presas, Gullinbursti limpava a terra, ensinando assim aos homens como ará-la. Conta-se que ele era mais rápido do que qualquer cavalo, podendo ainda caminhar pelo céu e pelo mar.
Gullinbursti foi um dos itens criados pelos irmãos anões Brokk e Eitri, após um desafio feito pelo astuto Loki.
O Desafio de Loki
 

Em uma de suas “brincadeiras”, Loki cortou todo o cabelo da deusa Sif enquanto a mesma dormia. Ao acordar, Sif ficou tão abalada com o seu visual que se isolou em seu quarto, e tomando as dores de sua esposa, Thor capturou Loki e começou a quebrar osso por osso, até que o mesmo prometeu restituir os cabelos de Sif. Loki então buscou o auxílio de um grupo de anões conhecidos como Filhos de Ivaldi, que criaram não só novos cabelos, estes feitos com fios de ouro, mas criaram também o navio mágico de Frey, Skidbladnir, e também Gungnir, a lança de Odin.

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Aproveitando-se do orgulho dos anões, Loki provocou os irmãos Brokk e Eitri, dizendo-lhes que eles não eram capazes de criar itens tão belos ou úteis quanto aqueles criados pelos filhos de Ivaldi. Além disso, apostou com os dois sua própria cabeça, caso eles conseguissem fazê-lo.
Furiosos, Brokk e Eitri aceitaram o desafio de Loki, e se puseram a trabalhar na forja, certos de que podiam vencê-lo. Loki permaneceu com os anões observando seu trabalho, vez ou outra tentando atrapalha-lhos para que não pudessem se concentrar. Logo, Loki perceberia que havia cometido um erro grave ao apostar a própria cabeça. Brokk e Eitri terminaram o seu trabalho, e no fim criaram mais três presentes para os deuses: o anel mágico Draupnir , o martelo de Thor, Mjollnir, além de Gullimbursti.
Os irmãos anões convocaram os deuses para decidirem quais presentes eram os melhores, e após compararem, os deuses declararam que Brokk e Eitri haviam criado os melhores presentes, saindo vencedores da aposta com Loki. O deus trapaceiro tratou de desaparecer imediatamente, mas logo foi localizado e entregue aos irmãos anões, para que pagasse a aposta. Utilzando sua astucia mais uma vez, Loki concordou que Brokk e Eitri tinham o direito de ter sua cabeça, mas a aposta não havia dito nada sobre seu pescoço. Frustrados com esta “lógica”, os anões se contentaram em costurar os lábios de Loki, para que ele nunca mais usasse sua boca para proferir enganos.

Telquines

terça-feira, outubro 7th, 2014

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Telquines (em grego: Τελχῖνες, “turbilhão”) eram uma classe de demônios marinhos pertencentes à mitologia grega. Conforme a fonte, eles são filhos de Pontos e Talassa, ou Tártaro eNêmesis, ou ainda outra das crias monstruosas surgidas do sangue que Urano verteu após ser castrado por Cronos. Eles foram os primeiros habitantes da ilha de Rodes, que posteriormente foi chamada de Telquinis em sua honra.
Os Telquines eram muitas vezes descritos como criaturas com cabeça de cachorro, corpos lisos e negros como os de mamíferos marinhos, pernas curtas e grossas, que eram meio nadadeiras, meio pés, e mãos semelhantes às de humanos, com garras afiadas. Eles eram mestres ferreiros e especializados em bronze e ferro. Alguns autores atribuem a eles, ao contrário dos Ciclopes, a autoria da confecção do tridente de Poseidon e da foice de Cronos. Além de ferreiros, eram magos poderosos capazes de manipular os fenômenos atmosféricos provocando chuvas de granizo ou neve, e ainda podiam assumir qualquer forma que quisessem. Existem relatos de que eles também eram imunes a magia, mesmo as da deusa da magia Hécate.

Ao usarem suas magias para fins malignos, os Telquines acabaram atraindo a fúria dos deuses sobre si, e acabaram sendo destruídos. Os contos de como exatamente isso aconteceu variam. Em um conto, Poseidon os mata após enviar uma inundação que destruiu a ilha de Rodes; em outro, Zeus os fulmina com seus raios ou então os envia para uma prisão no Tártaro. Ainda em outro conto, o deus Apolo assume a forma de um lobo para matá-los.