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Varaha

terça-feira, setembro 23rd, 2014

re                 Varaha (do sânscrito वाराह, “javali”) é na mitologia hindu o terceiro avatar de Vishnu. Nessa  manifestação, ele costuma ser representado de duas formas diferentes. Em uma, Varaha possui um corpo humano  com a cabeça de javali e quatro braços, cada um segurando os atributos divinos de Vishnu. Na outra, Varaha é  representado com um corpo totalmente de javali. Em ambas as representações, Varaha aparece saindo do meio do  oceano e trazendo a consigo a Terra em seus chifres.

 Mitologia

A lenda conta que Vishnu, na forma de Varaha, desceu ao fundo do oceano para resgatar o planeta Terra, que havia sido roubado e escondido lá por um demônio chamado Hiryanyaksha. Depois de uma grande luta, Varaha matou o demônio, resgatou a Terra e a trouxe de volta para a superfície e preparou ela para que pudesse sustentar a vida, modelando as montanhas e moldando os continentes. A libertação desse mundo do dilúvio do pecado é demonstrada na narrativa a seguir:
Dentre os descendentes de Daksha, o primeiro homem que Brahma criou no início dessa era, existia um em especial, Kashyap, um sábio, que teve quatro esposas, Diti, Aditi, Vinita e Kadru. Diti deu à luz os Asuras, e de Aditi nasceram os Devas, de Vinita nasceu Garuda, o pássaro veículo de Vishnu, e da última, Kadru, nasceram os Nagas. Dos Asuras nascidos de Diti, dois possuiam grande poder. Esses dois irmãos se chamavam Hiranyaksha e Hiranyakashyapu. Ambos praticaram práticas religiosas e austeridades, com isso seus poderes aumentavam cada vez mais.
Hiranyaksha, abastecido de um poder sem limites, atacou o Paraíso, o reino dos Devas. Ele atacou os Devas, que amedrontados tiveram que se esconder. Hiranyaksha desafiou Varuna, o Senhor do Oceano, para uma luta. Mas Varuna respondeu: “Ó grande herói, eu vivo como um ermitão. Eu não desejo lutar, além disso quem pode lutar com você! Somente um Deus pode fazer isso.” Então Hiranyaksha, foi procurar Hari(Vishnu).
Nessa época, a Terra (pritvi, ou bhumidevi), encontrava-se submergida nas águas. Nessa época, das narinas de Parabrahma, um javali surgiu. Era bem pequeno de tamanho, quase de uma polegada. Mas com o passar do tempo ele cresceu, cresceu, até ficar enorme como uma montanha. A terra tinha caído e estado debaixo d’água. O porco levantou ela pelas presas. Ele agora estava subindo sobre a água para oferecer a Terra para Brahma.
Hiranyaksha viu esse javali do tamanho de uma montanha e ficou surpreso. Ainda em ilimitado orgulho, ele chorou: “Javali tolo, deixe a Terra onde ela está e vá embora! Sim, eu sei quem você é; você não é nada menos que Vishnu na forma de um javali. Eu vim quebrar sua cabeça!
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Dizendo assim, ele parou o javali. A Terra tremeu pelo aparecimento feroz desse terrível demônio. Mas o javali, que era Varaha, não ligou para isso e prosseguiu carregando a Terra em rumo ao céu. Hiranyaksha perdeu a paciência e gritou: “Covarde! Você não tem vergonha?” Varaha escutou esses insultos e colocou a Terra de lado. Seus olhos ficaram vermelhos de raiva. Ele disse: “Essas palavras de orgulho, só te levarão às garras da morte!” “Bem, então, lute!” Disse Hiranyaksha.
Uma briga terrível foi travada entre os dois. Os deuses testemunharam essa luta, que durou da manhã até o fim da tarde. Brahma estava muito ansioso que a luta acabasse antes de escurecer, pois queria que Varaha ganhasse, e ele sabia que na noite, os demônios ganham mais poder. Como se ele lêsse os pensamentos de Brahma, Varaha sorriu e mandou seu disco de energia ao redor de Hiranyaksha. Essa poderosa arma destruiu todas as armas de Hiranyaksha. Vendo todas suas armas destruídas pelo javali, a raiva de Hiranyaksha cresceu, e se apressou rugindo adiante com raiva, querendo esmagar Varaha nos seus braços. Então, o porco divino soprou forte na bochecha de Hiranyaksha. O sopro foi tão forte que Hiranyaksha morreu. Então a Terra foi salva e reposta em seu lugar.

 

Ênio

sábado, setembro 6th, 2014

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Ênio (do grego Ἐνυώ, Enyô) era uma antiga deusa da guerra, filha de Zeus e Hera e contraparte e irmã de Ares, segundo Eustácio, comentador de Homero, embora o autor da Ilíada pareça considerá-la a mesma deusa que Éris, a discórdia. Com Ares, teria sido mãe de Eniálio, um deus menor da guerra, segundo Quinto Esmirneu.

O nome Ênio é provavelmente um epiteto feminino de Enyálios, nome de um deus da guerra, muitas vezes associado ao grito de guerra. Este último já aparece no período micênico sob a forma Enuwarijo e trata-se, provavelmente, de divindade pré-helênica.

Como deusa da guerra, Ênio é responsável por orquestrar a destruição de cidades, frequentemente acompanhando Ares na batalha e descrita como “suprema na guerra”. Durante a queda de Troia, Ênio infligiu horror e morte, ao lado de Éris, Fobos e Deimos, os dois filhos de Ares.

Em Tebas e Orcômeno, um festival chamado Homolôïa era celebrado em honra de Zeus, Deméter, Atena e Ênio, que teriam recebido o epíteto de Homoloïus de Homoloïs, uma sacerdotisa de Ênio. Uma estátua de Ênio, feita pelos filhos de Praxíteles, erguia-se no templo de Ares em Atenas. Uma das Gréias, segundo Hesíodo, era também chamada Ênio.

Ênio foi identificada pelos gregos com a deusa anatólia Ma e com a deusa romana da guerra, Belona.