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Archive for outubro, 2012

Fenrir

sexta-feira, outubro 26th, 2012

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Fenris, Fenrir, ou ainda Fenrisulfr, é um lobo monstruoso da mitologia nórdica. Filho de Loki com a giganta Angrboda, tem como irmãos Jormungand (a serpente de Midgard) e Hel (a Morte).
Acorrentado pelos deuses até o advento do Ragnarok (O Destino Final dos Deuses), Fenrir se solta e causa grande devastação, antes de devorar o próprio Odin (O Supremo deus Guerreiro), sendo morto, posteriormente, pelo filho do grande deus, Vidar, que enfiará uma faca em seu coração (ou rasgará seus peitos até o maxilar, de acordo com um diferente autor).
A fonte mais importante de informação sobre Fenrir aparece na seção de Gylfaginning no édico de Snorri Sturluson, embora haja outros, freqüentemente contraditórios. Por exemplo, em Lokasenna, Loki ameaça Thor com a destruição por Fenrir durante o Ragnarök, uma vez que Fenrir pode destruir Odin.
Fenrir tem dois filhos, Hati (“Odioso”) e Skoll. Os dois filhos perseguem os cavalos Árvakr e Alsviðr, que conduzem a carruagem que contém o sol. Hati também persegue Mani, a lua. Deve-se notar que Skoll, em determinadas circunstâncias, é usado como um heiti (palavra que descreve uma espécie de kenning, frase poética que é utilizada substituindo o nome usual de um personagem ou de uma coisa) referenciando, indiretamente, ao pai (Fenrir) e não ao filho (esta ambiguidade também existe no outro sentido. Por exemplo, no poema épico Vafthruthnismal, existe uma confusão na estrofe 46, onde a Fenrir são dados os atributos do perseguidor do sol, o que na verdade seria seu filho Skoll).
A partir da “A profecia dos Völva” ou “A profecia de Sybil”,(Völuspá) e de sua luta com Vafthruthnir (também relatado no Vafthruthnismal ), Odin percebe que as crianças de Loki e de Angrboda trariam problemas aos deuses. Logo, o poderoso deus traz a sua presença o lobo Fenrir, junto com seu irmão Jormungand e sua irmã, Hela. Após lançar Jörmungandr nas profundezas do mar e enviar Hel para baixo, na terra dos mortos (Niflheim), Odin mandou que o lobo fosse levado pelos Æsir.
No entanto, somente o deus Týr era audaz o bastante para alimentar o monstro crescente. Os deuses temiam pela força crescente do lobo e pelas profecias de que o lobo seria sua destruição. Duas vezes, Fenrir concordou em ser acorrentado e, pelas duas vezes, ele estourou facilmente os elos que o prendiam. A primeira corrente, feita do ferro, foi chamada Loeðingr. A segunda, também de ferro, mas duas vezes mais forte, foi chamada Drómi. Finalmente, Odin pediu ajuda aos anões, e eles fizeram um grilhão chamado Gleipnir, era macio como a seda e foi feito com ingredientes muito especiais.
Os deuses então, levaram Fenris-lobo para uma ilha deserta e o desafiaram a quebrar Gleipnir. Percebendo a armadilha, o lobo concorda, mas com a condição de que um dos deuses pusesse a mão em sua boca, como sinal de “boa fé”.
Assim, o bravo Tyr enfiou a mão direita entre as mandibulas do terrível monstro. Eles amarraram o lobo com os grilhões macios, mas, dessa vez, quanto mais Fenris-lobo puxava, mais Gleipnir apertava-se em seu pescoço. Furioso, ele fechou vigorosamente suas enormes mandíbulas e decepou a mão do deus.
Tyr ainda teve a oportunidade de se vingar colocando uma espada na boca do lobo para que ele não fizesse tanto barulho. Mesmo sabendo que chegaria um dia em que Fenrir se libertaria e traria morte e destruição a todos eles, os deuses não o mataram. “O que tem de ser, será”, disseram.
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Chronos (Deus)

quinta-feira, outubro 11th, 2012

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Na mitologia grega, Chronos (em grego antigo Χρόνος, que significa “tempo”; em latim Chronus) era a personificação do tempo segundo se diz nas obras filosóficas pré-socráticas. Também era habitual chamar-lheEón ou Aión (em grego Αίών, “tempo eterno”).

 

Os gregos antigos tinham duas palavras para o tempo: chronos kairos. Enquanto chronos refere-se ao tempo cronológico, ou sequencial, que pode ser medido, kairos refere-se a um momento indeterminado no tempo, em que algo especial acontece. Na Teologia cristã, é “o tempo de Deus”. 

 

Chronos tem sido frequentemente confundido com o titã Cronos, especialmente durante o período alexandrino e renascentista. 

 

De acordo com os mitos gregos, Chronos era o deus das Idades (desde a Dourada até a de Bronze). Chronos surgiu no princípio dos tempos, formado por si mesmo. Era um ser incorpóreo e serpentino possuindo três cabeças, uma de homem, uma de touro e outra de leão. Uniu-se à sua companheira Ananke (a inevitabilidade) numa espiral em volta do ovo primogênito separando-o, formando então o Universo ordenado com a Terra, o mar e o céu. 

 

Permaneceu como um deus remoto e sem corpo, do tempo, que rodeava o Universo, conduzindo a rotação dos céus e o caminhar eterno do tempo, aparecendo ocasionalmente perante Zeus sobre a forma de um homem idoso de longos cabelose barba brancos, embora permanecesse a maior parte do tempo em forma de uma força para além do alcance e do poder dos deuses mais jovens. 

 

Na tradição órfica, Chronos era filho de Hydros e Thesis. Junto con Ananke, era pai de Caos, Marmarugas,Skotos e Fanes. Outras fontes afirmam que era pai das Horas e, com Melana, de Ama. 

 

Nos mosaicos Greco-romanos era representado como um homem girando a roda zodiacal.

 

Kraken

quinta-feira, outubro 4th, 2012

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Kraken foi um lendário monstro marinho, em forma de polvo ou lula, que ameaçava e destruía navios nos mares da Noruega e da Islândia. O tamanho colossal e a ferocidade fizeram dele o tornaram um mito, conseqüentemente uma criatura muito requisitada em livros de ficção. A lenda pode ter sido originada de visões de lulas gigantes, que podem atingir 13 metros, incluindo os tentáculos; essas criaturas são raras e normalmente vivem nas profundezas, mas podem ter sido vistas na superfície e reportadas atacando pequenas embarcações. Kraken é o plural de krake, uma palavra de origem escandinava designada a algo insalubre. No alemão moderno, krake pode significar polvo, mas não se refere ao lendário Kraken.
Embora o nome Kraken não apareça nas histórias escandinavas, haviam monstros similares a ele, como o Hafgufa e o Lyngbakr, ambos descritos em Örvar-Odd’s Saga e no texto norueguês de 1250,Konungs skuggsjá. Na primeira edição do livro Sistema Natural, do zoologista Carolus Linnaeus, kraken foi classificado como cefalópode e seu nome científico ficou como Microcosmus, porém foi excluído nas edições seguintes. Kraken, por séculos, foi objeto de estudo, Pontoppidan o descreveu como “do tamanho de uma ilha” e afirmou que o perigo não era ele em si, mas sim a redemoinho que se formava após ele mergulhar rapidamente para o fundo do mar, e inspiração para muitos escritores de ficção, como Júlio Verne, em seu livro Vinte Mil Léguas Submarinas ou em filmes, como o mais atual Piratas do Caribe.

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Alfred Lord Tennyson, poeta inglês famoso por seus poemas que remetem temas mitológicos, descreveu Kraken da seguinte forma:
“Sob os trovões da superfície, nas profundezas do mar abissal,o kraken dorme sempiterno e sossegado sono sem sonhos.Pálidos reflexos se agitam ao redor de sua forma obscura;vastas esponjas de milenar crescimento e altura se inflam sobre ele,e no fundo da luz enfermiça polvos inumeráveis e enormesagitam com braços gigantescos a verdosa imobilidade desecretas celas e grutas maravilhosas.Jaz ali por séculos e ali continuará adormecido,cevando-se de imensos vermes marinhos,até que o fogo do Juízo Final aqueça o abismo.Então para ser visto por homens e por anjos,rugindo sugirá e morrerá na superfície.”
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Trempulcahue & Tempilcahue

segunda-feira, outubro 1st, 2012

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Os Trempulcahue (ou Trempülkalwe) são um grupo de quatro baleias sobrenaturais pertencentes à mitologia mapuche. De acordo com a lenda, estas baleias seriam na verdade quatro mulheres anciãs que se transformavam em baleia todos os dias ao pôr do sol, sendo elas responsáveis ​​por levar as almas dos mortos até um lugar chamado Ngill chenmaywe ( algo como “ponto de encontro”). Este lugar, de acordo com a maioria das histórias, é a Ilha Mocha, localizada ao sul do Chile. Após chegarem nessa ilha,  as almas dos mortos poderiam seguir seu caminho rumo ao reino dos mortos, localizado numa região “ao oeste”.
Para que as almas dos mortos fossem guiadas por uma Trempulcahue, elas deviam pagá-la com llancas (pedras de turquesa). Por isso, quando alguém morria, os mapuches colocavam algumas llancas próximos ao seu corpo, para que assim pudesse pagar o transporte.
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Na mitologia do povo chiloé, existe um personagem com nome e funções bastante similares: o Tempilcahue. Ele é representado como um barqueiro, semelhante ao Caronte das lendas gregas. O Tempilcahue também cobra para fazer a viagem até o outro mundo, e além disso, cobra uma taxa extra para levar também os cães ou cavalos que acompanham seus mestres quando morrem. De acordo com o mito chiloé, quando alguém morre em terra firme, sua alma vai até o chamado “Cais das Almas”, onde clama pelo Tempilcahue para que os guie até o outro mundo. No entanto, as almas daqueles que morriam no mar seriam transportados mítica sereia Pincoya e seus irmãos para o navio mítico chamado Caleuche, do qual falarei em uma próxima postagem.