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Archive for junho, 2012

Siegfried

domingo, junho 24th, 2012

 

Sigurd¬†ou¬†Sigurdo¬†(n√≥rdico antigo: Sigur√įr; tamb√©m conhecido em alem√£o como¬†Siegfried) √© um her√≥i lend√°rio da mitologia n√≥rdica e personagem central da Saga dos Volsungos. As primeiras representa√ß√Ķes de sua lenda v√™m de sete pedras r√ļnicas da Su√©cia.

 

Como Siegfried, √© o her√≥i do Nibelungenlied, e das √≥peras Siegfried e G√∂tterd√§mmerung de Richard Wagner. O nome Sigur√įr n√£o √© o mesmo que o alem√£o Siegfried. A vers√£o em n√≥rdico antigo seria Sigru√ĺr, uma forma que aparece no petr√≥glifo de Ramsund.Nota-se que todas as varia√ß√Ķes do nome possuem o prefixo “Sig”, que significa vit√≥ria.

 

Saga dos Volsungos
Na Saga dos Volsungos, Sigurd é o filho póstumo de Sigmund com sua segunda esposa, Hiordis. Sigmund morre em batalha quando ataca Odin (sob disfarce), e Odin destrói sua espada. Ao morrer, Sigmund anuncia à Hiordis sua gravidez e a deixa os fragmentos de sua espada para o filho ainda não nascido.
Hiordis se casa com o rei Alf, que resolve enviar Sigurd a Regin. Regin tenta Sigurd em gan√Ęncia e viol√™ncia: ele come√ßa perguntando ao jovem se ele possui controle ao ouro do pai. Ao ser respondido que Alf e sua fam√≠lia controlam o ouro e que ele daria o que Regin desejasse, Regin questiona o motivo dele ter uma posi√ß√£o modesta na corte. Sigurd replica que era tratado como igual pelos reis, mas Regin pergunta o motivo do jovem n√£o ter um um cavalo pr√≥prio. O jovem ent√£o obt√©m Grani para si, um cavalo derivado de Sleipnir, do pr√≥prio Odin. Por fim, Regin o conta a hist√≥ria do ouro da lontra.
O pai de Regin era Hreidmar, cujos dois irm√£os eram √ďtr e Fafnir. Certo dia, √Üsir v√™ √ďtr com um peixe, o confunde com uma lontra, e Loki o mata. Levam o corpo para perto da casa de Hreidmar para exibir a captura. Hreidmar, Fafnir e Regin percebem a morte, e exigem que √Üsir preencha o cad√°ver com ouro e encubra a pele com tesouro fino como compensa√ß√£o da morte. Loki havia capturado Andvari e exigido todo o ouro do an√£o. Ele recebe o tesouro, exceto pelo anel. Entretanto, Loki tamb√©m obt√©m o anel, mas carregado com uma maldi√ß√£o de morte a quem o usasse. √Üsir usa esse ouro para preencher o cad√°ver, cobre a pele tamb√©m com ouro e finaliza com o anel. Por fim, Fafnir mata Hreidmar e toma o ouro.

 

Sigurd aceita matar Fafnir, que se transforma em dragão para poder proteger melhor seu ouro. Hábil como ferreiro, Regin constrói uma espada para Sigurd, que a testa numa bigorna. Por ter sido quebrada, Regin o faz outra espada, que também quebra. Por fim, Regin constrói uma espada a Sigurd a partir dos fragmentos da espada deixada por Sigmund. O resultado é a Gram (Balmung), que consegue destruir a bigorna. Sigurd então mata o dragão Fafnir, e se banha com o sangue do inimigo para ter invulnerabilidade, exceto por um dos ombros, coberto por uma folha. Regin então pede a Sigurd o coração de Fafnir, e Sigmund também bebe um pouco do sangue do dragão, ganhando a habilidade de entender a língua dos pássaros. Os pássaros o alertam para matar Regin, que tramava a morte do jovem. Sigurd cumpre o pedido, mata Regin e consome o coração de Fafnir, recebendo o dom da sabedoria.

Sigurd ent√£o encontra Brynhildr, e os dois se apaixonam. Ele encontra Gj√ļki, que tinha tr√™s filhos e uma filha de sua esposa, Grimhild. Os filhos era Gunnar, Hogni e Guttorm, e a filha era Gudrun. Grimhild fez uma po√ß√£o m√°gica para for√ßar Sigurd a esquecer Brynhild, para que ele pudesse se casar com Gudrun. Posteriormente, Gunnar queria casar com Brynhild. Entretanto, ela havia sido cercada com fogo, e prometeu a si mesma se casar somente com quem pudesse passar o bloqueio. Somente Grani poderia realizar tal feito, o cavalo de Sigurd. Sigurd incorpora Gunnar, passa as chamas e ganha Brynhild para Gunnar.
Posteriormente, Brynhild questiona Gudrun por ter um marido melhor, e Gudrun a explica tudo que aconteceu. Por ter sido enganada, Brynhild planeja vingança. Primeiramente, ela se recusa a falar com os outros. Sigurd é enviado por Gunnar para averiguar o que estava errado, e Brynhild o acusa de tomar liberdades com ela. Por essa acusação, Gunnar e Hogni planejam a morte de Sigurd e encantam seu irmão Guttorm para realizar o feito. Guttorm mata Sigurd na cama, com uma lança diretamente no seu ponto fraco, que havia sido coberto pela folha ao se banhar com o sangue do dragão. Brynhild mata o filho do herói, Sigmund, que tinha três anos. Sabendo que o amado havia sido enfeitiçado para esquecê-la, ela trama sua própria morte, e constrói uma pira funerária para Sigurd, a Sigmund, a Guttorm e a si própria.
Relação com outras lendas
Existem paralelos desta lenda com outros mitos e lendas europeus. A espada de Sigmund é similar à espada do rei Artur. A história de Sigurd comer o coração do dragão é muito similar à história irlandesa de Fionn Mac Cumhaill comer o Salmão da Sabedoria que ele prepara para seu mentor, Finn Eces. Sua invulnerabilidade e seu ponto forte segundo o Nibelungenlied são similares aos do herói grego Aquiles, do herói persa Esfandiar e do Rei Duryodhana no épico indiano Mahabharata.
Adapta√ß√Ķes
A adapta√ß√£o mais conhecida da hist√≥ria de Sigurd √© a adapta√ß√£o de Richard Wagner para a tetralogia Der Ring des Nibelungen, escrita entre 1848 e 1874. A lenda do her√≥i √© a base de Siegfried e contribui com as hist√≥rias de Die Walk√ľre e G√∂tterd√§mmerung.
De William Morris, o poema épico Sigurd the Volsung (1870) é a adaptação mais conhecida em inglês. Em francês, o compositor Ernest Reyer escreveu a ópera Sigurd (1884).
Crê-se que a representação mítica de Sigurd foi transformada dentro da tradição cristã, sendo em parte sincretizada na figura de São Jorge.
Na s√©rie de games “Soul Calibur”, Siegfried √© o principal personagem. Sua famosa Gram √© uma espada desbloque√°vel atrav√©s do gameplay.
Há também um Siegfried na Saga de Asgard do anime Os Cavaleiros do Zodíaco.

 

Xiuhtecuhtli

s√°bado, junho 23rd, 2012

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Xiuhtecuhtli¬†(tamb√©m chamado¬†Huehueteotl¬†e¬†Ixcozauhqui)¬†√© o deus do fogo da mitologia asteca. Um deus jovem e vigoroso, ele era considerado o guardi√£o dos reis e dos guerreiros.¬†Ele √© ¬†conhecido como “Senhor da Turquesa” e √© geralmente representado¬†com um rosto vermelho ou amarelo, com um incens√°rio na cabe√ßa ou¬†usando uma coroa e ornamentos feitos de pedra azul turquesa.¬†Xiuhtecuthli tinha outro nome: Huehueteotl, o “Antigo Deus”. Como Huehueteotl, ele aparece como um homem idoso, geralmente inclinado e carregando um braseiro, ou um pequeno fog√£o, sobre a sua cabe√ßa.¬†A forma animal de Xiuhtecuhtli √©¬†Xiuhcoatl,¬†a Serpente de Fogo.¬†Sua esposa √© a deusa¬†Chalchiuhtlicue. Com¬†Chantico¬†como sua contraparte feminina, ele¬†√†s vezes √© considerado como uma manifesta√ß√£o de¬†Ometecuhtli, o Senhor da Dualidade

Seus símbolos principais são a tecpatl (pederneira) e o mamalhuatzin, as duas varas que eram friccionadas para acender fogueiras cerimoniais. Um bastão com uma cabeça de veado também era um atributo de Xiuhtecuhtli, embora não exclusivamente.
Xiuhtecuhtli desempenha um papel vital na cosmologia asteca. De acordo com os mitos, ele se ergueu de um forno em Mictlan, o submundo asteca, e passou através da terra aos céus como um pilar de fogo. Se esse fogo, que mantinha todas as partes do universo juntas, se apagasse, tudo iria desmoronar. Devido ao seu papel de manter todos os domínios do universo unidos, Xiuhtecuhtli foi pensado para ser o guia que conduzia as almas desta vida para a vida pós-morte.

Ahura_Mazda

Festivais
Xiuhtecuhtli tamb√©m era adorado como o deus do tempo e do calend√°rio (a palavra¬†xihuitl, relacionada ao seu nome, significa “ano”). Eram realizadas festas em sua honra duas vezes por ano, uma durante o ver√£o e outra no meio do inverno.
Nesses festivais, uma imagem da divindade era construída em madeira e ricamente adornada com roupas, plumas e uma elaborada máscara. Aves eram sacrificadas ao ídolo e seu sangue era derramado perante ele e copal era queimado em sua honra. No dia do festival, os sacerdotes de Xiuhtecuhtli passavam o dia dançando e cantando perante o ídolo. O povo capturava animais, incluindo mamíferos, aves, cobras, lagartos e peixes, durante dez dias antes do festival, a fim de jogá-los na lareira na noite do festival. Durante a noite, a imagem do deus era acesa com o uso do mamalhuatzin. Comida era consumida ritualmente, incluindo tamales de camarão, após o primeiro pedaço ser oferecido ao deus .
A cada quatro anos uma versão mais solene do festival foi realizada no templo de Xiuhtecuhtli em Tenochtitlan , com a presença do imperador e dos seus nobres . Escravos e prisioneiros estavam vestidos como a divindade e sacrificado em sua honra. Padrinhos foram designados para as crianças neste dia e as crianças tiveram suas orelhas furadas ritualmente . Depois disso, as crianças , seus pais e padrinhos todos compartilharam uma refeição juntos.
Uma cerim√īnia muito mais significativa ocorria a cada 52 anos, no final de um ciclo de tempo de manuten√ß√£o chamada Rodada de Calend√°rio. Nesta ocasi√£o, os astecas apagavam todas as chamas de seu imp√©rio. Os sacerdotes de Xiuhtecuhtli acendiam um novo fogo sagrado para iniciar o novo ciclo de calend√°rio. Deste fogo todos os outros fogos eram reacendidos, primeiro nos templos e depois nas casas das pessoas.

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