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Hebe

quarta-feira, maio 30th, 2012

HebeDemeterLaccataris

 

Deusa da Juventude e de todo o vigor com ela implicado, Hebe é filha de Hera e Zeus e herdou da mãe o presídio sob o casamento: Hebe é a Deusa das noivas jovens que foi oferecida pela sua mãe a Hércules em casamento, depois de este ter conseguido ultrapassar todos os obstáculos que Hera pusera no seu caminho para ele crescer.
O mito conta que em tempos Hebe era a portadora da ta√ßa das bebidas no Olimpo, transportando-a durante os banquetes dos Deuses, enchendo as suas ta√ßas quando estas se esvaziavam. No entanto, inundada do fulgor da juventude, ela entornou acidentalmente um pouco de ambr√≥sia sobre um Deus e foi imediatamente removida do cargo. Zeus viu nisto uma oportunidade e p√īs o seu amante Ganimedes no lugar da filha, para assim o proteger da sua mulher, Hera.
Como aquela que alimentava os Deuses, Hebe √© vista tamb√©m como a Deusa da Imortalidade, aquela que concede a for√ßa com que os Deuses n√£o envelhecem e permanecem “congelados” na sua imagem arqu√©tipa, que seja de adolescente, como em Eros, de jovem, como em Apolo ou Art√©mis, de adulto, como Dem√©ter ou H√©stia, ou de pessoa madura, como acontece com Zeus ou Poseidon. Para al√©m disso √© tamb√©m a ela que os mortais recorrem para obter juventude, quer seja para a manter quer para obter um rejuvenescimento o que faz dela, de acordo com a nossa sociedade, uma das Deusas da beleza.
Assim, n√£o admira que Hebe fosse freq√ľentemente associada com Afrodite, quer como sua companheira ou sua mensageira que ao espalhar a juventude espalha tamb√©m as paix√Ķes associadas a ela e a beleza. Mas permanece tamb√©m sempre associada √† sua m√£e, Hera, cuidando dela e dos seus filhos. Finalmente, encontramo-la ligada intimamente a H√©rcules, o seu marido. O seu culto √©, na maioria das vezes, sempre misturado com o destes Deuses e raramente individual, excepto, talvez, a n√≠vel individual com pessoas a quererem a sua juventude, mas isto n√£o passa de mera conjectura.
Possuía, no entanto, um templo e culto só para ela em Flios, no Sul da Grécia. Aí era chamada com o epíteto de Ganymeda e não possuía qualquer imagem de culto, o que é bastante invulgar. Em Flios a Princesa era também venerada como a que perdoa os que suplicam por perdão: criminosos ou pessoas que procurassem expiação no seu templo eram perdoados pela Deusa e livres de todos os crimes.
√Č poss√≠vel, segundo Aelian, que os seus animais sagrados fossem o galo e a galinha que eram mantidos no templo em honra de Hebe e H√©rcules Provavelmente o galo ser√° sagrado a ele e a galinha a ela, j√° que o complexo sagrado era constitu√≠do por dois templos e as galinhas eram alimentadas no de Hebe, existindo uma corrente de √°gua entre os dois templos para que n√£o haja galinhas no de H√©rcules nem galos no de Hebe.
Um dos seus ep√≠tetos era Basileia, a Princesa, e ela era muitas vezes chamada assim, sem qualquer outra refer√™ncia a quem se tratava, o que faz dela a Princesa dos Deuses. Outro t√≠tulo, Dia, a Brilhante, ou a de Zeus, refor√ßa isto, j√° que este t√≠tulo pertencia tamb√©m a Zeus sob a forma de Dios. Outro t√≠tulo seu, Ganymeda, significa “a Princesa que faz felicidade” indica tamb√©m a sua ascens√£o real.
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