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Archive for outubro, 2011

Elizabeth Bathory

domingo, outubro 30th, 2011

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Essa é a história verídica da sanguinária Condessa de Ecssex. Um caso que desafia as limitações da mente humana e que até hoje, torna-se um caso “contemporâneo”, para muitos estudiosos de psicologia, psiquiatria e por que, não dizer de parapsicologia.

Resumo:

Nasceu em 1560, era considerada uma das mulheres mais belas da alta sociedade e embora fosse muito atraente por fora, o seu interior revelava uma pessoa muito diferente. Elizabeth era uma pessoa sanguinária por natureza e há quem diga que assim o era devido a traumas de infância. Casou muito nova com o conde Ferencz Nadasdy de quem teve três filhos. O conde era um guerreiro conhecido e respeitado e como tal estava constantemente em guerras fora do seu castelo e da sua terra. Aproveitando isso e talvez por se sentir sozinha, Elizabeth começou então a buscar prazeres noutros lados. As influências foram surgindo da parte da sua tia, uma lésbica muito conhecida na alta sociedade e a partir daí, Elizabeth começou a partilhar o mesmo gosto por esse tipo de aventuras, participando em várias orgias organizadas pela sua tia. Recebeu também muitas influências da parte de criados seus que praticavam as artes da magia negra.
Uma visita pela sua vida…

 

A história da vida de Elizabeth começa na antiga fronteira entre a Roménia e a Hungria no castelo Ecsed, onde a família Bathory estava instalada. Em 1560, George Bathory (de descendência Ecsed) e Anna Bathory (de descendência Somlyo) tiveram uma filha, Elizabeth, fruto de um casamento entre duas nobres, mas decadentes famílias húngaras. A família Bathory era uma das mais ricas e poderosas famílias protestantes em toda a Hungria. Nela existiram dois dos mais importantes príncipes reinantes na Transilvânia, um vasto número de heróis de guerra, oficiais da igreja na Hungria e até mesmo um grande construtor de impérios, Stephen Bathory, príncipe da Transilvânia e rei da Polônia. Para além destes nobres a família Bathory era constituída por mais pessoas de um foro não tão nobre. Elizabeth tinha um tio que era supostamente adicto aos rituais e adoração em honra de Satanás, uma tia, (de quem já falei), Klara Bathory, conhecida como lésbica ou bissexual que se divertia a torturar criados e ainda um irmão, Stephan, conhecido pela sua fama de bêbado e libertino.

Passemos então a alguma informação sobre a condessa, apresentando um incidente acontecido durante a sua infância e que nos pode esclarecer acerca das suas atitudes:

Não se sabe bem quando, mas imagina-se que esta cena se passou entre os seis e os onze anos de Elizabeth, quando um grupo de ciganos foi chamado ao castelo de Ecsed (na sua casa) para divertir a corte. Durante a estadia dos ciganos no castelo um deles foi acusado de vender crianças aos turcos. Foi levado a julgamento, considerado culpado e sentenciado à morte. Elizabeth lembrava-se do choro do cigano durante a noite, lamentando a sua sentença e isso deve tê-la impressionado. De madrugada, Elizabeth escapou à vigilância da sua ama e correu para fora do castelo para ver a punição. Aí viu um cavalo no chão, moribundo, e alguns soldados a abrirem-lhe a barriga. Três dos soldados agarraram então no cigano e puseram-no dentro da barriga do cavalo, deixando-o apenas com a cabeça de fora e seguidamente coseram a barriga com uma agulha e linha.

Outro relato que se conhece, mas não se sabe se é verídico é o seguinte:

– Aos nove anos de idade, um grupo de rebeldes atacou o seu castelo. A maior parte deste foi destruída e muitas das pessoas que lá viviam foram torturadas, violadas e posteriormente mortas. Elizabeth e as suas duas irmãs Anichka e Shandra foram levadas pelas suas amas para se esconderem na floresta. Elizabeth encontrou refúgio numa árvore, mas as suas irmãs foram encontradas e torturadas até à morte. Elizabeth não teve outra escolha senão ver as suas irmãs e aias serem violadas e mortas. Mais tarde encontrou o caminho para casa e viu os assassinos sentados numa mesa, posta fora do castelo, com o seu líder, Dozsa, numa cadeira de ferro, com fogo no fundo da mesma, estando ele a ser cozinhado. Os outros assassinos foram obrigados a comer a carne cozinhada do seu líder. Parece que alguns não se importaram muito, talvez porque tinham fome a essa altura… Foram depois mortos. Esta punição foi infligida neles quando foram apanhados e o tio de Elizabeth pronunciou a sentença. O castelo foi restaurado, mas ninguém pôde preencher o vazio causado pela perda das irmãs e do pai de Elizabeth.

Embora isto não seja uma desculpa, para o posterior comportamento de Elizabeth, podemos explicar mais um bocado das suas atitudes anos mais tarde. Estes e mais alguns incidentes durante a sua infância, influenciaram a sua ideia do que seria um comportamento correto e conceitos de moralidade.

Um olhar sobre a mulher:

Ao contrário de muitas mulheres da época, Elizabeth foi muito bem educada e a sua inteligência ultrapassava até mesmo a de muitos homens. Ela era excepcional, tornou-se fluente em húngaro, latim e alemão quando a maior parte dos nobres húngaros nem sequer sabiam escrever. Até mesmo o príncipe regente da Transilvânia nesse tempo tinha pouca educação. Alguns professores modernos e contemporâneos dizem que embora ela fosse louca e capaz de fazer inúmeras atrocidades, era também uma pessoa com pleno controle das suas faculdades.

O seu futuro marido:

Em 1555, Ferenc Nadasdy nasce no seio de uma família que por direito de nobreza era tão prestigiosa quanto à dos Bathory, mas não era nem tão rica nem tão antiga. A educação de Ferenc foi meticulosamente documentada pela sua mãe, Ursula, viúva, durante o período entre 1567 e 1569 época em que ele andava na escola de Vienna. Estes documentos comprovam que Ferenc não era um bom estudante. Mal aprendeu a escrever húngaro e a escrever e ler um pouco de alemão e latim. Ferenc desenvolveu-se como um atleta e um pouco mais. Embora tivesse adquirido pouca educação acadêmica era certamente popular entre os seus colegas. Em 1571, aos 16 anos, graças às cuidadosas manipulações de sua mãe, Ferenc ficou noivo de Elizabeth, quando esta tinha apenas 11 anos de idade.

O casamento:

Ferenc casou com Elizabeth em 8 de Maio de 1575 num acontecimento de gala onde até o Santo Imperador Romeno Maximian II foi convidado a estar. Sabe-se que ele não pôde ir devido a viagens, mas enviou uma delegação para o representar e um caro presente de casamento. O casamento, que juntou as duas proeminentes famílias protestantes realizou-se no castelo Varanno, onde o jovem Conde Ferenc Nadasdy juntou o nome da condessa ao seu. Mas Elizabeth, naquela altura já emancipada, escolheu permanecer uma Bathory a ficar apenas com o nome dela, já que o seu nome era mais antigo e mais ilustre que o dele.

O desenrolar da história:

Ferenc escolheu a guerra como carreira e já não permanecia muito em casa, deixando assim Elizabeth no castelo Sarvar reinando e especialmente disciplinando os criados. A Condessa levava essa disciplina a um ponto considerado hoje como sadismo. De acordo com os relatos Bater nas criadas com um rolo de pão era a menor das suas punições. Frequentemente ela espetava alfinetes na parte superior e inferior dos lábios das moças (na sua carne) e debaixo das unhas. Uma punição particularmente dura era arrastar as moças para a neve, fora do castelo, onde ela ou as suas aias despejavam água fria nelas até morrerem congeladas. Durante os primeiros 10 anos de casamento, Elizabeth e Fernenc não tiveram filhos já que estavam muito pouco tempo juntos, dado o seu empenhamento na sua carreira militar, mas por volta de 1585, Elizabeth deu à luz uma menina que chamou de Anna. Nos nove anos seguintes deu à luz Ursula e Katherina e em 1598 nasceu o seu primeiro filho homem, Paul. A julgar pelas cartas que ela escreveu a parentes, Elizabeth era uma boa mãe e esposa, o que não era de surpreender visto que os nobres costumavam tratar a sua família de maneira muito diferente dos criados mais baixos e classes de camponeses. Uma das coisas que Elizabeth fazia para se divertir durante a ausência do conde era visitar a sua tia Klara, a tal bissexual assumida de quem já falei. Rica e poderosa, Klara tinha sempre muitas mulheres disponíveis. Sendo assim, Elizabeth divertia-se muito nas suas visitas à tia, fato revelado pela frequência das mesmas. Enquanto isso, Ferenc criava um grande nome para si próprio. Em meados de 1598, Ferenc era um conhecido herói de guerra: era um de cinco heróis conhecidos como o quinteto profano que inspirava o terror nos turcos que até mesmo o coroaram com uma popular alcunha reveladora do medo por eles sentido. Chamaram-no de “Cavaleiro Negro da Hungria”. Durante essa mesma altura, a coroa começou a ter problemas por causa do pagamento aos seus heróis e acabou por gerar uma enorme dívida monetária à família Nadasdy, de quem Elizabeth agora fazia parte.

A morte do Conde:

No final de 1603, Ferenc ficou subitamente doente e acabou por morrer na manhã de 4 de Janeiro de 1604, quando uma forte nevada caiu no castelo Servar. Nunca se chegou, a saber, se Ferenc tinha conhecimento das atividades homicidas da sua mulher, mas sabe-se que durante o tempo que estava em casa também gostava de torturar os criados. Quando Ferenc permanecia em casa durante as raras tréguas com os turcos, juntava-se a Elizabeth e planeavam métodos de tortura, não chegando, no entanto, a ponto de matar os próprios criados como Elizabeth fazia. Apenas quatro semanas depois da morte do seu marido, Elizabeth decidiu que já tinha lamentado a morte dele o suficiente e depressa se apressou a fazer aparições na corte. Muitos historiadores pesquisadores da vida da Condessa dizem que a morte de Ferenc foi o impulso suficiente para a sua reputação de usar os banhos de sangue para fins cosméticos. Os relatos mostram que o seu comportamento sádico ganhou força depois da morte do seu marido e indicam que nenhuma das testemunhas no julgamento mencionou o fato da Condessa se banhar em sangue.

Uma possível justificação sobre o medo do envelhecimento demonstrado pela Condessa:

 

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Uma antiga lenda diz que em certa ocasião enquanto passeava com um jovem cavalheiro, Elizabeth foi verbalmente abusiva com uma senhora idosa, pois a Condessa achou que o aspecto da senhora era repulsivo. A senhora respondeu: “Cuidado, ó vaidosa, em breve ficarás como eu e depois, o que farás?” Esta foi outra das razões apresentada para justificar a obsessão de Elizabeth com a idade e o envelhecimento, apesar de não haver evidências em nenhum documento que comprovem este evento.

Vale a pena mencionar aqui algumas outras lendas embora novamente falte documentação para comprovar estas histórias. A prática sanguinária de Elizabeth teria começado quando uma criada acidentalmente puxou o cabelo da Condessa enquanto o penteava. Elizabeth instintivamente bateu na jovem com tanta força que a mesma começou a sangrar, fazendo com que o sangue espirrasse na mão da Condessa. Ao princípio Elizabeth ficou enraivecida e apanhou uma toalha para limpar o sangue, mas subitamente reparou que à medida que o sangue ia secando a sua pele parecia ter retomado a mesma brancura e jovialidade da pele das jovens camponesas. Embora pareça que ela nunca tomou banho em sangue de virgens, vários relatos mostram que as torturava de tal maneira que ficava ensopada no sangue delas tendo de trocar de roupa antes de poder prosseguir. Elizabeth poderia ter continuado com esta moda de torturar criados até à morte, à sua vontade e indefinidamente, porque até os clérigos naquele tempo consentiam que os nobres tratassem os seus criados da maneira que quisessem, por mais cruel que fosse legalmente não era nada.

Os seus cúmplices:

Acompanhando a Condessa nestas ações macabras estavam um servo chamado apenas de Ficzko, Helena Jo que era a ama dos seus filhos, Dorothea Szentos (também chamada de Dorka) e Katarina Beneczky, uma lavadeira que a condessa acolheu mais tarde na sua sanguinária carreira. Entre os anos de 1604 e 1610 uma misteriosa mulher de nome Anna Darvulia, que provavelmente era amante de Elizabeth, juntou-se a ela e ensinou-lhe novas técnicas de tortura. Passou a ser uma das mais ativas sádicas nas práticas de Elizabeth. Depois de um severo golpe, que a deixou cega, Darvulia deixou o seu trabalho a Elizabeth, Helena Jo e Dorka, certa de que as tinha ensinado bem.

Completamente em pânico, algumas jovens tentaram em vão escapar-se do castelo, embora se saiba que poucas o conseguiram. Aquelas que escapavam, eram logo encontradas e punidas da maneira a seguir relatada: “… uma menina de 12 anos chamada Pola conseguiu escapar do castelo, mas Dorka, ajudada por Helena Jo, apanhou a jovem assustada de surpresa e levou-a a força para o castelo de Csejthe. A Condessa recebeu a menina no seu retorno, estava furiosa, agarrou a menina e forçou-a a entrar numa espécie de jaula, construída com a forma de uma grande bola, estreita de mais para ser possível uma pessoa sentar-se e baixa demais para poder permanecer em pé. Uma vez colocada à menina lá dentro a jaula era erguida por uma roldana e dezenas de espigões ressaltavam de dentro dela. Póla tentou não ser apanhada pelos espigões, mas Ficzko manuseou as cordas de modo a que a jaula oscilasse para os lados. A carne de Pola ficou despedaçada.
Com a morte de Darvulia, na época em que Elizabeth atingiu os seus 40 anos, esta se tornou ainda mais descuidada. Era Darvulia que se certificava que as vítimas seriam apenas camponesas e que nenhuma moça da nobreza era levada, mas com a sua morte e também com as dúvidas das camponesas acerca das maravilhas do castelo Csejthe, Elizabeth começou então a escolher moças da baixa nobreza. Sentindo-se sozinha, a Condessa juntou-se à viúva de um fazendeiro da cidade vizinha de Miava. O nome dela era Erzsi Majorova. Aparentemente foi ela que encorajou Elizabeth a ir atrás de moças de berço nobre além de continuar a sua busca entre as camponesas.

As atrocidades de Elizabeth continuaram:

Um cúmplice seu testemunhou que em alguns dias Elizabeth deitava moças nuas no chão do seu quarto e torturava-as de tal maneira que o chão ficava inundado de sangue. Elizabeth teve de pedir aos criados que trouxessem um tapete para tapar as poças de sangue. Uma jovem aia que não conseguiu aguentar as torturas e morreu muito rapidamente mereceu o seguinte comentário no diário da Condessa: “Ela era muito pequena…” Elizabeth chegou a um ponto na sua vida em que ficou muito doente e não conseguia levantar-se da cama nem arranjar forças para torturar as suas criadas. Ordenou então que lhe fosse trazida uma das suas jovens criadas. Dorothea Szentes, uma rude mulher camponesa arrastou uma das criadas mais jovens de Elizabeth para o seu lado e segurou-a aí. Elizabeth ergueu-se da sua cama e tal como um cão raivoso abriu a boca e mordeu a menina na face. Depois seguiu para os ombros onde rasgou um pedaço de carne com os dentes. Depois disso, Elizabeth mordeu os seios da menina.

O seu maior erro:

Elizabeth deixou de ter o cuidado de providenciar enterros cristãos, feitos pelo pastor protestante do local, pelo menos inicialmente. Depois de algum tempo, o pastor recusou-se a prosseguir com estes ritos, pois havia muitas moças mortas por causas desconhecidas e misteriosas, mas sempre levadas a cabo por Elizabeth. Ela ameaçou-o então para que ele não revelasse os seus atos e continuou a ter os corpos enterrados secretamente. Mais perto do fim, os corpos começaram a ser deixados em locais “perigosos” (nos campos junto ao castelo, na horta perto da cozinha, etc.) Estas ações contribuíram muito para a descoberta dos seus crimes.

A descoberta dos crimes:

Ao longo do seu reinado como “Condessa Sanguinária”, depois da morte do seu marido, outro dos seus propósitos foi fazer com que o rei húngaro, Mathias II pagasse as dívidas que tinha ao seu falecido marido Ferenc, de modo a que ela pudesse continuar com a sua vida sem preocupações. O rei não pagou essas dívidas e Elizabeth teve de vender dois castelos pertencentes à sua família nos arredores da Transilvânia. Estas ações chamaram a atenção do primo de Elizabeth, o conde Thurzo. O conde, reconhecendo o perigo deste procedimento, reuniu o resto do clã Bathory e planeou mandar exilar Elizabeth num convento onde iria findar os seus dias.

Os planos do conde Thurzo para conseguir salvar a família foram interrompidos quando:

– No Inverno de 1610, Elizabeth achou que a sua posição social era intocável perante a lei, desde que os seus criados lançassem moças mortas das muralhas do castelo para um sítio descampado onde existiam lobos vorazes. Mas, esta cena foi vista pelos habitantes da vila de Csejthe, que informaram os oficiais do rei e os altos oficiais da igreja forçaram o rei Thurzo a agir, e ele assim o fez, pretendendo apenas proteger os interesses da família Bathory. O ataque foi planejado para ser feito no feriado de Natal, enquanto o Parlamento Húngaro não estava reunido. A 29 de Setembro de 1610 foi efetuado o ataque ao castelo Csejthe. Não houve necessidade de fazer um ataque noturno de surpresa, pois ao longo dos anos, as evidências dos crimes de Elizabeth foram-se acumulando. Quando o grupo de ataque chegou à mansão senhorial de Elizabeth, encontraram o corpo de uma criada espancada mesmo antes de entrarem, pois Elizabeth e os seus cúmplices não se tinham preocupado em enterrar o corpo. Dentro da casa, os nobres depararam-se ainda com os corpos de mais duas jovens, muito marcadas pelas torturas estando uma delas ainda viva. Na carta que escreveu à sua mulher, o conde Thurzo disse: “Tomei a mulher Nadasdy em custódia, ela foi imediatamente levada para a sua fortaleza… Irá ser bem vigiada e mantida em forte aprisionamento até Deus e a lei decidirem acerca dela… Esperarei apenas até que a mulher acusada seja levada para a fortaleza e se instale num quarto próprio para ela”. O conde Thurzo não esperou por Deus e a lei, pois decidiu que Elizabeth não devia ser levada a tribunal, mas sim sentenciada a permanecer presa no seu castelo Csejthe.

Os julgamentos:

Os julgamentos em 2 e 7 de Janeiro de 1611 foram feitos apenas para satisfazer um ato oficial. Durante os julgamentos, os testemunhos dos seus cúmplices, Ficzko, Dorka, Katharina Beneczky e Helena Jo foram ouvidos. Erzi Majorova foi julgada muito mais tarde porque desapareceu.

É importante salientar que as quatro testemunhas mencionaram apenas entre 30 e 60 mortes, mas uma quinta testemunha, ouvida no dia 7 de Janeiro, revelou a peça do quebra-cabeça que faltava. O testemunho mais surpreendente veio de uma mulher, identificada apenas como “senhora Zusanna”, não tendo sido mencionado o seu último nome, que depois de descrever as torturas feitas por Helena Jo, Dorothea e Ficzko… e de ter pedido um atenuante para Katarina Beneczky, revelou a evidência mais chocante deste julgamento: existia uma lista ou registro (que se encontrava num cesto de desenhos), feito pela Condessa onde a própria revelava o número de mulheres mortas até então e foram 650.

Os criados foram considerados culpados e as suas penas deliberadas da seguinte maneira:

– Em primeiro lugar, Helena Jo, seguida por Dorothea Szentes, as então chamadas de culpadas do grande crime foram condenadas a terem os seus dedos (aqueles que usaram como instrumentos de tortura e na carnificina e ainda por onde pingou o sangue de cristãs) arrancados pelo executor público com uma pinça incandescente e posteriormente os seus corpos deveriam ser atirados ainda vivos para o fogo.

– Ficzko foi decapitado. O seu corpo, exangue, juntar-se-ia ao dos seus cúmplices e seria também queimado. Apenas Katharina Beneczky escapou à sentença de morte. Mais tarde, em 24 de Janeiro de 1611, Erzsi Majorova foi encontrada, considerada culpada e executada. Apenas Elizabeth não foi trazida perante a corte e julgada, graças a uma carta escrita pela sua poderosa família e às maquinações do conde Thurzo.

A sentença de Elizabeth:

A sentença de Elizabeth foi proferida pelo próprio conde Thurzo: “Tu, Elizabeth, és como um animal” – disse ele – “estás nos últimos meses da tua vida. Não mereces respirar o ar nesta terra, nem ver a luz do Senhor. Irás desaparecer deste mundo e nunca mais irás aparecer. As sombras irão encobrir-te e terás tempo para te arrependeres da tua brutal vida. Condeno-te, Senhora de Csejthe, a seres impressionada perpetuamente no teu próprio castelo.”
Trabalhadores foram chamados para tapar totalmente as janelas e a porta com tijolos do quarto de Elizabeth no castelo de Csejthe onde ela passaria o resto da sua vida. Seria deixado aberto apenas um pequeno orifício por onde passaria a comida e o ar. Fora desta cena, quatro forcas foram construídas nos quatro cantos do castelo para demonstrar aos camponeses que justiça havia sido feita. Em 31 de Julho de 1614, Elizabeth deu a conhecer a sua última vontade em testamento a dois padres catedráticos da diocese de Esztergon. Ela desejou que todos os bens que restassem da sua família fossem divididos igualmente pelos seus filhos e descendentes.

A morte da Condessa:

Em Agosto do ano de 1614, um dos carcereiros da Condessa quis vê-la, pois era sabido que ela tinha sido (ou era ainda) uma das mulheres mais bonitas da Hungria. Espreitando através da pequena abertura na sua cela de paredes, ele viu a Condessa deitada no chão. Elizabeth Bathory estava morta aos 54 anos seu corpo deveria ter sido enterrado na igreja da cidade de Csejthe, mas os habitantes acharam repugnante a ideia de ter a “Infame Senhora” sepultada na cidade.

Misterio:

Sobre a lápide do túmulo desta sangrenta Condessa, Elizabeth Bathory, que fora enterrada depois de muitas discussões, está este símbolo… Detalhe, quem mandou incuti-lo ali, foi um de seus fiéis Lacaios:

 

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A Maldição da Múmia

quinta-feira, outubro 27th, 2011

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Lenda que surgiu no início do século XX tem como base a crença de que as tumbas dos faraós tinham maldições escritas sobre elas ou nos seus arredores.

A lenda da maldição associada com a descoberta da tumba do faraó Tutancâmon é a mais famosa na cultura ocidental. Ela afirma que alguns membros da equipe de arqueólogos que desenterraram a múmia do faraó morreram de causas sobrenaturais em consequência de uma maldição. Muitos especialistas negam que realmente foi escrito uma maldição, mas outros dizem que foi encontrado na antecâmara um óstraco de argila com uma inscrição dizendo:

“A morte abaterá com suas asas quem perturbar o sono do faraó”.
Tutancâmon foi um jovem faraó que faleceu aos 19 anos, segundo os egiptólogos casou-se aos 10 anos com sua meia irmã que tinha 12 anos de idade.

A importância atribuída para este faraó está relacionada ao fato de sua tumba, situada no Vale dos Reis, ter sido encontrada intacta. Nela, o arqueólogo inglês Howard Carter encontrou, em 1922, uma grande quantidade de tesouros, como joias, objetos pessoais, ornamentos, vasos, esculturas e armas. O corpo mumificado de Tutancâmon estava dentro de um sarcófago coberto por uma máscara de ouro, além disso, seu caixão também era de ouro maciço.

Sete anos depois, treze membros da equipe já haviam morrido de formas inexplicáveis. Outras nove pessoas que tiveram contato com a múmia também estavam mortas. Seria mera coincidência?

A primeira morte aconteceu em abril de 1923. O Conde de Carnarvon, aristocrata inglês, que acompanhou Carter e financiou a expedição, começou a agonizar em seu quarto, sua irmã Lady Burghclere, disse que ouvia o doente mencionar o nome Tutancâmon em meio aos delírios: “Já entendi seu chamado… eu o seguirei!”.

O arqueólogo americano Arthur Mace, que havia ajudado Carter a destroçar os muros do mausoléu, se queixou de uma sensação de fraqueza e prostração crescentes, perdendo a consciência em certos momentos. Morreu em um hotel, antes mesmo que os médicos pudessem arriscar um diagnóstico.

O milionário americano George Jay-Gould foi outra vítima fatal tendo morrido atacado pela febre.

Archibald Douglas Reed, que desenrolou e radiografou a múmia, morreu com os mesmos sintomas ao retornar à Inglaterra, em 1924. O secretário de Howard Carter, Richard Bethell, foi encontrado morto em sua casa em Londres. No mesmo ano a viúva de Lord Carnarvon, Lady Almina, morreu em circunstâncias semelhantes às do marido.

A maldição do faraó Tutancâmon entrou para a história como um dos fatos mais inexplicáveis que já desafiaram os arqueólogos. Muitos acreditaram em uma força sobrenatural, mas o fato é que a maldição nunca foi totalmente esclarecida.

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Lamashtu

quarta-feira, outubro 19th, 2011

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Lamashtu ou Dimme (na mitologia suméria) era um demônio feminino, uma deusa maligna que ameaçava as mulheres durante o parto e se alimentava da carne e do sangue dos recém-nascidos após sequestrá-los enquanto estavam sendo amamentados. Era filha do rei dos deuses Anu e Ninhursag. Ao contrário dos outros deuses, ela não tinha o amor no coração e gostava de ver o sofrimento de seus súditos, principalmente ver mães perdendo seus filhos, com abortos e outras coisas malévolas.
Reza a lenda que sua maldade era tanta, que foi fazendo com que ela se transformasse em um monstro peludo, com cabeça de leão, pés de pássaro, unhas grandes e garras afiadas nas mãos. Seu terror e ódio eram infinitos, por isso Anu teve que expulsa-la do paraíso, lhe amaldiçoando a vagar no mundo, onde seria odiava por todos e esquecida.

 

Conta-se que enquanto ela vagava pelo mundo dos homens, ela ia matando crianças recém nascida nas noites mais escuras, sugando todo o sangue delas e arrancando seus ossos, para roer durante o dia enquanto se escondia da luz do sol que queimava seus olhos e pele. E mesmo sem alguém Lamashtu deu a luz a sete filhos, pequenos vampiros, que também se criaram bebendo sangue dos mais novos humanos e aterrorizando a todos, iniciando assim um clã de sanguinários vampiros matadores de recém-nascidos. Fala-se que a noite Lamashtu perturbava o sono e os sonhos das pessoas, por onde passava plantas morriam e córregos secavam, quando chegava perto os músculos dos homens perdiam a força e as mulheres gravidas pariam antes da hora.
Doenças e pragas chegavam junto com ela, mas não iam embora quando a vampira partia.
Vendo que não podia mais defender as crianças, Anu criou o primeiro caçador de vampiros do mundo, levando a Terra Pazuzu, o deus da fome e da seca, que recebeu o poder para lutar contra Lamashtu e seus descentes, impedindo o assassinato dos pequenos.
Infelizmente, como a religião suméria foi sendo esquecida pela vinda das novas religiões, muitos da história de Lamashtu se perdeu, não se sabe o que aconteceu com ela ou se ainda vaga por esse mundo, ou quem sabe mesmo acabou sendo derrotado por seu poderoso inimigo Pazuzu, que desceu do paraíso para enfrenta-la. Mas caso Lamashtu ainda vague por essa Terra, mesmo que com menos poder, ela ainda deve sempre atacar a noite fazendo mães perderem seus filhos e homem perderem sua força…
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Anúbis

sábado, outubro 8th, 2011

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Anúbis é um deus egípcio geralmente retratado como um homem com cabeça de chacal, ou um chacal negro em posição de esfinge (este último geralmente guardando algo ou alguém) Anúbis, o Juiz dos Mortos também conhecido como Anupu, ouAnpu, é o antigo deus egípcio dos mortos e do submundo. 

 

Anúbis no Egito: 

 

Anúbis é filho de uma união extraconjugal entre Nephtys e Osíris, onde a primeira, esposa do terrível deus Set, faz-se passar por Ísis, a verdadeira esposa de Osíris para poder desfrutar de seu amor incondicional. Temendo a vingança cruel de Seth ao descobrir sobre sua gravidez, Néftis, também mãe de Sebek (o deus com cabeça de crocodilo) esconde o bebê Anúbis em um pântano, onde mais tarde Ísis, sua tia, o encontra e cria longe do alcance maléfico de seu tio Seth.

 

Anúbis então crescido adquire inúmeras tarefas como deus da morte e do submundo, e todos seus aspectos relacionados, como o julgamento, ritos de passagem e as tarefas de embalsamamento. Mais tarde, com a morte de Osíris por seu tio Seth, após Ísis e Néftis terem reunido os pedaços esquartejados de Osíris Anúbis se voluntaria para trazê-lo de volta a “vida”, através das práticas de mumificação e de seu infinito conhecimento sobre a pós-vida, tendo sido assim criada a primeira múmia do Egito e do mundo. Após este ato Osíris, que originalmente era um deus da agricultura, por seu status morto-vivo e seu status de divindade maior, “usurpa” então os aspectos de Anúbis, de deus da morte e do submundo.
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Anúbis então passa a se dedicar aos outros aspectos relacionados a Morte. Ele passaria a guiar as almas através do submundo, até os salões do julgamento, onde ele também pesaria o coração da alma contra a pena de Maat, a deusa da justiça, do equilíbrio e da verdade, em um tribunal presidido por Osíris, Toth e perante 42 deuses menores, cada um incumbido de julgar uma das 42 confissões que a alma deveria fazer.
Também era o patrono da cidade de Cinópolis, o patrono dos embalsamares e dos conhecimentos obscuros.
Anúbis fora do Egito:
Após as invasões Gregas em 332a.c. e Romanas em 31a.c., onde apenas um ano mais tarde o Egito tornaria-se um estado vassalo de Roma, muitos de seus deuses foram “exportados”, entre eles Ísis, Toth e Anúbis, que mais tarde, formaria junto com Hermes um híbrido conhecido como Hermanúbis. E as mumificações e necrópoles tornaram-se muito mais populares e espalhadas pelos impérios Grego e Romano, até hoje surpreendendo arqueólogos com seu estilo diferenciado.
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