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Archive for Janeiro, 2011

Comadre Fulozinha

domingo, Janeiro 23rd, 2011
Comadre Fulozinha (ou Maria Florzinha) é uma personagem pertencente ao folclore nordestino, sendo sua lenda bastante popular nos estados de Pernambuco e Paraíba. Ela é muitas vezes interpretada como uma variação da Caipora ou do Curupira, mas há quem afirme que são entidades diferentes, mesmo com historias e “poderes” semelhantes.
A Comadre Fulozinha é descrita como uma índia de baixa estatura, com pele morena e cabelos negros e flamejantes. Tem personalidade zombeteira, algumas vezes malvada, outras vezes prestativa. Ela vive nas matas protegendo os animais de caçadores que matam por diversão. Ela os castiga dando chicotadas com cipós, e até batendo com seus cabelos, que queimam ao encostar na pele, ela pode surrar com varas e soltar assovios ensurdecedores como os do Saci.

 

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O único meio de se livrar de sua ira é levar consigo mingau, fumo e/ou mel ao adentrar as matas. Seu amor por esses itens é tão grande que ela pode fazer tranças e nós na crina de cavalos, nós esses que só ela é capaz de desfazer, desde que seja agradada com fumo e mel. Seu nome não deve ser chamado a noite e no meio do mato, pois ela detesta e pode castigar mesmo aqueles que não fizeram algo contra os animais. Até hoje são comuns relatos de pessoas que presenciam suas aparições nas zonas de floresta.
Algumas historias de pessoas mais antigas, afirmam que Comadre florzinha era uma menina que ficou órfã de mãe, e passou a viver com o pai bruto e alcoólatra. Ela era constantemente agredida por ele, e para escapar sempre fugia para o mato, até que um dia ele a espancou, e quando desmaiada, enterrou-a viva no meio do mato. A alma da menina se tornou penada, e passou a assombrar as matas protegendo os animais desde então, sem descanso.

 

Leviatã

sábado, Janeiro 1st, 2011

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O Leviatã é sem duvidas, a mais poderosa criatura dos mares. Ele é um antigo ser mitológico, dotado de imensos poderes sobrenaturais e com de enormes proporções físicas.

 

 

Era bastante comum no imaginário dos navegantes europeus da Idade Moderna, existindo uma infinidade de relatos de encontros assombrosos com esse demônio marinho durante as explorações dos antigos navegadores. A descrição que prevalece entre tantas é que Leviatã é uma mistura de Serpente do Mar com Dragão, com quase 100 metros de comprimento, capaz de destruir navios sem o mínimo de esforço.

 

Durante a Idade Média Leviatã foi considerado pela Igreja Católica, como o demônio representante do quinto pecado, a Inveja, também sendo tratado com um dos sete príncipes infernais.

 

No Antigo Testamento, o Livro de Jó, capítulos 40 e 41, aponta a imagem mais impressionante do Leviatã, descrevendo-o como o maior (ou o mais poderoso) dos monstros aquáticos. No diálogo entre Deus e Jó, o primeiro procede a uma série de indagações que revelam as características do monstro, tais como “ninguém é bastante ousado para provocá-lo; quem o resistiria face a face? Quem pôde afrontá-lo e sair com vida debaixo de toda a extensão do céu?… Quem lhe abriu os dois batentes da goela, em que seus dentes fazem reinar o terror?… Quando se levanta, tremem as ondas do mar e as vagas do mar se afastam. Se uma espada o toca, ela a ele não resiste, nem a lança, nem a azagaia, nem o dardo. O ferro para ele é palha, o bronze pau podre” (Bíblia Sagrada, 1957: 656). Na bíblia também é dito que um dia Deus enviara o colossal monstro terrestre Behemoth para matar o demônio marinho Leviatã. Eles terão uma grande batalha, onde os dois morrerão, mas Behemoth sairá vitorioso por cumprir sua missão.
A origem histórico-mitológica de tais animais descritos na Bíblia é uma questão um tanto obscura. Ambos animais têm sido associados a algumas sagas, o leviatã talvez esteja associado ao “Tiamat”, uma divindade da saga da Babilônia. Uma lenda ainda mais antiga sobre o Leviatã diz que este monstro é na verdade o guardião de um tesouro submarino. Sua forma tambem é variável, podendo ser até um dragão. Lendas mais recentes dizem que o Leviatã seria o guardião de Atlantis.

Alguns historiadores relacionam o Leviatã om uma baleia, pois os povos antigos temiam essas gigantes do mar, assim como temem o Leviatã.

Vários livros, jogos, séries e animes citam essa criatura, e existe até uma banda de black metal com esse nome.

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Doppelgänger

sábado, Janeiro 1st, 2011

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Existem muitas controvérsias sobre como esta criatura misteriosa é tratada: uns dizem que ela anuncia maus agouros, enquanto outros ditam que é uma representação acentuada do lado negativo de uma pessoa. No primeiro caso, diz-se que ver o seu próprio Doppelgänger é um sinal de morte iminente, pois a lenda reza que a pessoa está vendo a sua própria alma projetando-se para fora do corpo para assim embarcar para o plano astral. Em outras circunstâncias, se o Doppelgänger é visto por amigos ou parentes, isso é um anúncio de má sorte ou de problemas emocionais que se aproximam. No segundo caso, há quem diga que ele assume o negativo da pessoa para tentar sobre a mesma uma influência negra, de modo a converter a pessoa a fazer coisas cruéis ou simplesmente coisas que ela não faria naturalmente. Ainda existem aqueles que especulam que o Doppelgänger seja um tipo de “conselheiro” invisível para a pessoa, seja dando avisos ou implantando idéias. Dado este plano, acredita-se que o Doppelgänger somente é visível para quem o tem e mesmo em tal circunstância ele só pode ser visto espiritualmente, pois ele não se reflete em espelhos ou qualquer superfície física. 

 

Estima-se também que cães e gatos podem ver os Doppelgänger dos seres humanos, embora isso seja ainda não comprovado. 

 

Em parte há quem credite o Doppelgänger como sendo o polar oposto de seu dono, ou seja, se a pessoa é boa, o Doppelgänger é mau, ou o oposto. 

 

Sempre houve relatos sobre pessoas (célebres ou não) que afirmam terem visto o que poderia ser o seu Doppelgänger. 

 

Um possível caso de Doppelgänger seria o da professora Emilie Sagée, de 32 anos. Ela alega ter visto seu Doppelgänger do outro lado da janela da sala de aula onde lecionava. Os seus alunos também viram o Doppelgänger da professora e ficaram chocados. O Doppelgänger da professora apareceu quando ela escrevia no quadro-negro. Seu Doppelgänger já aparecia regularmente no refeitório e nos corredores da escola. Esse acontecimento resultou na demissão da professora. O caso foi contado pelo escritor americano Robert Dale Owen.

 

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Gênios (Djinns)

sábado, Janeiro 1st, 2011

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Gênio é a tradução usual em português para o termo árabe “jinn | جن”, uma vez que na mitologia árabe pré-islâmica e no Islã, um jinn (também “djinn” ou “djin”) é um membro dos jinni (or “djinni”), uma raça de criaturas sobrenaturais. A palavra “jinn” significa literalmente alguma coisa que tem uma conotação de dissimulação,invisibilidade, isolamento e distanciamento. A palavra em português vem do Latim genius, que significa uma espécie de espírito guardião ou tutelar do qual se pensava serem designados para cada pessoa quando do seu nascimento. Portanto, o gênio é concebido como um ente espiritual ou imaterial, muito próximo do ser humano, e que sobre ele exerce uma forte, cotidiana e decisiva influência. A palavra latina tomou o lugar da palavra árabe, com a qual não está relacionada.

Origens 

De acordo com a mitologia, os jinni foram criados dois mil anos antes da feitura de Adão e eram possuidores de elevada posição no paraíso, grosso modo igual ao dos anjos, embora na hierarquia celeste fossem provavelmente considerados inferiores àqueles. Deles é dito serem feitos de ar e fogo. Depois que Deus fez Adão, todavia, sob a liderança do seu orgulhoso líder Iblis, os jinni se recusaram a curvar-se perante a nova criatura. Pela sua má conduta, os jinni foram expulsos do paraíso, tornando-se entes perversos e asquerosos. Iblis, que foi atirado com eles na Terra, tornou-se o equivalente do Satanás cristão.
É curioso notar que na literatura hebraica, Lilith, a suposta primeira esposa de Adão, também foi similarmente punida por Deus pela mesma atitude: a recusa em se submeter ao homem. Convertida em demônio, Lilith passou então a infernizar a humanidade.

Características 

Na Terra, os jinni teriam adotado as míticas Montanhas Káf (que supostamente circundam o mundo) como seu lar adotivo. Todavia, sendo compostos de fogo ou ar e tendo a capacidade de assumir qualquer forma humana ou animal, os jinni podem residir no ar, no fogo, sob a terra e em praticamente qualquer objecto inanimado concebível: pedras, lamparinas, garrafas vazias, árvores, ruínas etc. Na hierarquia sobrenatural, os jinni, embora inferiores aos demônios, são não obstante extremamente fortes e astuciosos. Eles possuem todas as necessidades físicas dos humanos, podendo até mesmo serem mortos, mas estão livres de quaisquer restrições físicas.
Nem todos os jinni são casos totalmente perdidos. De alguns diz-se que possuem uma disposição favorável em relação à humanidade, ajudando-a quando precisa de ajuda, ou mais provavelmente, quando isto é conveniente para os interesses do jinn. Na maioria dos casos citados na literatura e no folclore, contudo, eles se divertem em punir os seres humanos por quaisquer atos que considerem nocivos, e são assim responsabilizados por muitas moléstias e todos os tipos de acidentes. Todavia, quem conhecer os necessários procedimentos mágicos para lidar com os jinni, pode utilizá-los em proveito próprio.
Tipos de jinni:
Ghul: espíritos traiçoeiros que mudam de forma;
Ifrit: espíritos diabólicos;
Si’la: espíritos traiçoeiros de forma invariável.
Poderes Conhecidos 
Alterar a realidade: pode colocar as pessoas em uma realidade falsa por tocá-los;
Intoxicação pelo Toque: Eles podem envenenar qualquer pessoa que quer apenas tocá-los;
Força sobre humana: eles são mais fortes que os humanos;
Homem disfarçado: Djiins pode passar como seres humanos.  
Djinn na cultura islâmica 

A crença nos Djinn era corrente na antiga Arábia, onde se dizia que inspiravam poetas e adivinhos. O próprio Profeta Muhammad temeu a princípio que as revelações divinas que lhe foram feitas pudessem ser obra dos Djinn. O fato de que posteriormente tenham sido reconhecidos oficialmente pelo Islamismo implica que eles, como os seres humanos, serão eventualmente obrigados a encarar a salvação ou a danação perpétua.
Os Djinn sempre foram figuras fáceis no folclore do norte da África, e nos países sob influência cultural islâmica eles também penetraram graças à literatura árabe (particularmente As Mil e Uma Noites) e às descrições do Corão.
No Corão, os Djinn são freqüentemente mencionados e a sura 72, intitulada Al-Jinn, é inteiramente dedicada a eles (sura ou surata é o nome dado a cada capítulo do Alcorão). Outra sura (Al- Naas) menciona os Djinn no último versículo. Realmente, é dito que o Profeta Muhammad foi enviado para ser o profeta de ambos, da “humanidade e dos Djinn”.
Os Djinn podem ser considerados gênios apesar de hoje em dia falar-se de vários espíritos com nome de Djinn. Na antiguidade acreditava-se que um Djinn era a reencarnação do Faraó. Segundo alguns historiadores egípcios o faraó que mais ligações possuía com estes seres era Akhenaton cujo nome inicial foi Amen-hotep IV. Este faraó tentou convencer os seus súditos a acreditarem num único deus: Aton. Este particular deus era representado pelo próprio faraó e não possuía qualquer imagem própria. Apesar de muitas pessoas pensarem que esta tentativa de Akhenaton devia-se ao fato de ele querer retirar o poder dos sacerdotes, existem também crenças de que esta nova religião estava inteiramente ligada aos Djinn. Aton seria assim, um Djinn que o faraó conhecera e venerara como a um deus, devido à capacidade de este conseguir realizar desejos.
Os Djinn possuíam características próprias como a sua capacidade de materializar objetos, comida ou outros, e a sua grande capacidade de viver mais tempo que os mortais. Os Djinn podiam caminhar no dia-a-dia por entre as pessoas comuns sem serem reconhecidos pois possuíam aparência humana. Pensa-se que tenha sido daí que a princesa Xerazade tenha tirado a idéia para relatar o primeiro conto de Aladin e de todos os outros contos sobre gênios que ela relatou. Os Djinn, segundo historiadores, eram seres que amavam o calor e dependiam do fogo.

 

Djinns na cultura ocidental

Os jinns deram o ar de sua graça em produções ocidentais para cinema e TV e que não tinham necessariamente o mundo árabe como tema, como no caso dos vários filmes e desenhos como “Aladim” e Shazzan. Quem não se lembra do famoso “I Dream of Jeannie” (“Jeannie é um Gênio”, no Brasil), onde a protagonista Jeannie, interpretada pela bela Barbara Eden, é uma jinn que vive dentro de uma garrafa sob os cuidados de um escrupuloso oficial da USAF. Em pelo menos dois episódios da série Supernatural, os irmãos Winchester enfrentam jinns: 2×20 e 6×01. Pra quem gostou da versão diabólica dos jinns, há o excelente filme O Mestre dos Desejos. (Wishmaster) .