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Cães Negros

quinta-feira, junho 3rd, 2010

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Demônios com o aspecto de Cães Negros fazem parte principalmente do folclore da Inglaterra, onde são mais conhecidos como Barghest, porem Cães das Trevas já foram vistos em todo o mundo ao longo das heras.
Um animal de má fama:
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Na mitologia pré-islâmica há três interessantes representações do cachorro como um ser sobrenatural. Primeiro como um fiel companheiro do homem, em uma lenda ele é criado por Deus para proteger Adão e Eva de animais que foram convocados por Satanás para atacá-los. Em outra, ele é feito do mesmo barro que Adão, tanto é assim que a palavra sag (dog) deriva do termo she-yak (o terceiro, um terceiro) que indica o senso de humanidade do animal. Mas em outro mito ele surge como resultado do pecado.
No Antigo Egito o deus Anúbis, guardião e condutor para o outro mundo é representado por um chacal ou por um homem com cabeça de chacal.
Na mitologia grega a deusa Hecate tem como “bichinho de estimação” o cão de três cabeças, Cérbero, que é o guardião dos portais do Tártaro.
Observações de sítios arqueológicos indicam que o homem primitivo usava o cachorro para destruir corpos. Isso deve ter conectado a ideia de que o cão também estava devorando a alma do morto. Já para os Parsis indianos e escoceses das ilhas Orkney, fazer os cães devorarem a carne de mortos fazia parte dos ritos funerários. Para os romanos eles eram usados para devorar os mortos sem nenhuma importância que não mereciam um enterro melhor.
Por isso, com o passar do tempo o cachorro, principalmente o de cor negra, passou a ter uma percepção muito negativa pela sociedade. Havia um decreto do profeta Maomé que mandava matar todos os cães que fossem totalmente negros. E com o desenvolvimento do cristianismo, eles passaram a ser cada vez mais associados com o pecado, a prostituição, o mau e as trevas.
O Monstro:
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Na tradição anglo-saxã eles podem ter vários nomes que sempre são associados com as trevas. Eles sempre são descritos como enormes cães totalmente pretos ou vermelhos como sangue, com grandes olhos vermelhos incandescentes ou de um amarelo alaranjado como chamas, possuem um forte cheiro de enxofre e pelo eriçado. Eles são vistos em locais isolados, como trilhas, encruzilhadas, sítios pré-históricos, igrejas abandonadas, cemitério e necrópoles. São dotados de habilidades incríveis, como força e velocidade muito acima do normal, podem passar através de objetos sólidos, desaparecer, se autoincendiar e às vezes possuem até mesmo a capacidade de falar.
Nas lendas eles estão geralmente relacionados ao inferno, como sendo guardiões de suas rotas ou mesmo seus emissários e podem aparecer para carregar as almas dos condenados para o inferno. As lendas que envolvem tais cães demoníacos dizem que se alguém olhar para seus olhos três vezes, certamente irá morrer.
Algumas vezes os cães negros têm cabeça e pernas de outros animais ou humanas sendo relatadas que às vezes também lhes faltam algumas partes. Cachorros sem cabeça já foram vistos em Dartmoor, Cumbria, Sussex, Shropshire, Suffolk, Devon e Norfolk. Cachorros de duas cabeças são visto ocasionalmente em vários lugares.
O registro mais antigo de sua aparição data de 1127, quando dois padres viram caçadores montados em animais totalmente negros que eram uma estranha mistura de cavalo e bode, seguidos por uma matilha de cães negros com horríveis e enormes olhos brilhantes.
O pior relato é de 1157, quando houveram  ataques dessas criaturas durante duas missas. Em ambos os locais houve morte e sinais de arranhões nas portas das igrejas.