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Archive for Fevereiro, 2010

Gênios (Djinns)

domingo, Fevereiro 28th, 2010

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Gênio é a tradução usual em português para o termo árabe “jinn | جن”, uma vez que na mitologia árabe pré-islâmica e no Islã, um jinn (também “djinn” ou “djin”) é um membro dos jinni (or “djinni”), uma raça de criaturas sobrenaturais. A palavra “jinn” significa literalmente alguma coisa que tem uma conotação de dissimulação,invisibilidade, isolamento e distanciamento. A palavra em português vem do Latim genius, que significa uma espécie de espírito guardião ou tutelar do qual se pensava serem designados para cada pessoa quando do seu nascimento. Portanto, o gênio é concebido como um ente espiritual ou imaterial, muito próximo do ser humano, e que sobre ele exerce uma forte, cotidiana e decisiva influência. A palavra latina tomou o lugar da palavra árabe, com a qual não está relacionada.

Origens 

De acordo com a mitologia, os jinni foram criados dois mil anos antes da feitura de Adão e eram possuidores de elevada posição no paraíso, grosso modo igual ao dos anjos, embora na hierarquia celeste fossem provavelmente considerados inferiores àqueles. Deles é dito serem feitos de ar e fogo. Depois que Deus fez Adão, todavia, sob a liderança do seu orgulhoso líder Iblis, os jinni se recusaram a curvar-se perante a nova criatura. Pela sua má conduta, os jinni foram expulsos do paraíso, tornando-se entes perversos e asquerosos. Iblis, que foi atirado com eles na Terra, tornou-se o equivalente do Satanás cristão.
É curioso notar que na literatura hebraica, Lilith, a suposta primeira esposa de Adão, também foi similarmente punida por Deus pela mesma atitude: a recusa em se submeter ao homem. Convertida em demônio, Lilith passou então a infernizar a humanidade.

Características 

Na Terra, os jinni teriam adotado as míticas Montanhas Káf (que supostamente circundam o mundo) como seu lar adotivo. Todavia, sendo compostos de fogo ou ar e tendo a capacidade de assumir qualquer forma humana ou animal, os jinni podem residir no ar, no fogo, sob a terra e em praticamente qualquer objecto inanimado concebível: pedras, lamparinas, garrafas vazias, árvores, ruínas etc. Na hierarquia sobrenatural, os jinni, embora inferiores aos demônios, são não obstante extremamente fortes e astuciosos. Eles possuem todas as necessidades físicas dos humanos, podendo até mesmo serem mortos, mas estão livres de quaisquer restrições físicas.
Nem todos os jinni são casos totalmente perdidos. De alguns diz-se que possuem uma disposição favorável em relação à humanidade, ajudando-a quando precisa de ajuda, ou mais provavelmente, quando isto é conveniente para os interesses do jinn. Na maioria dos casos citados na literatura e no folclore, contudo, eles se divertem em punir os seres humanos por quaisquer atos que considerem nocivos, e são assim responsabilizados por muitas moléstias e todos os tipos de acidentes. Todavia, quem conhecer os necessários procedimentos mágicos para lidar com os jinni, pode utilizá-los em proveito próprio.
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Tipos de jinni:
Ghul: espíritos traiçoeiros que mudam de forma;
Ifrit: espíritos diabólicos;
Si’la: espíritos traiçoeiros de forma invariável.
Poderes Conhecidos 
Alterar a realidade: pode colocar as pessoas em uma realidade falsa por tocá-los;
Intoxicação pelo Toque: Eles podem envenenar qualquer pessoa que quer apenas tocá-los;
Força sobre humana: eles são mais fortes que os humanos;
Homem disfarçado: Djiins pode passar como seres humanos.
 
Djinn na cultura islâmica 

A crença nos Djinn era corrente na antiga Arábia, onde se dizia que inspiravam poetas e adivinhos. O próprio Profeta Muhammad temeu a princípio que as revelações divinas que lhe foram feitas pudessem ser obra dos Djinn. O fato de que posteriormente tenham sido reconhecidos oficialmente pelo Islamismo implica que eles, como os seres humanos, serão eventualmente obrigados a encarar a salvação ou a danação perpétua.
Os Djinn sempre foram figuras fáceis no folclore do norte da África, e nos países sob influência cultural islâmica eles também penetraram graças à literatura árabe (particularmente As Mil e Uma Noites) e às descrições do Corão.
No Corão, os Djinn são freqüentemente mencionados e a sura 72, intitulada Al-Jinn, é inteiramente dedicada a eles (sura ou surata é o nome dado a cada capítulo do Alcorão). Outra sura (Al- Naas) menciona os Djinn no último versículo. Realmente, é dito que o Profeta Muhammad foi enviado para ser o profeta de ambos, da “humanidade e dos Djinn”.
Os Djinn podem ser considerados gênios apesar de hoje em dia falar-se de vários espíritos com nome de Djinn. Na antiguidade acreditava-se que um Djinn era a reencarnação do Faraó. Segundo alguns historiadores egípcios o faraó que mais ligações possuía com estes seres era Akhenaton cujo nome inicial foi Amen-hotep IV. Este faraó tentou convencer os seus súditos a acreditarem num único deus: Aton. Este particular deus era representado pelo próprio faraó e não possuía qualquer imagem própria. Apesar de muitas pessoas pensarem que esta tentativa de Akhenaton devia-se ao fato de ele querer retirar o poder dos sacerdotes, existem também crenças de que esta nova religião estava inteiramente ligada aos Djinn. Aton seria assim, um Djinn que o faraó conhecera e venerara como a um deus, devido à capacidade de este conseguir realizar desejos.
Os Djinn possuíam características próprias como a sua capacidade de materializar objetos, comida ou outros, e a sua grande capacidade de viver mais tempo que os mortais. Os Djinn podiam caminhar no dia-a-dia por entre as pessoas comuns sem serem reconhecidos pois possuíam aparência humana. Pensa-se que tenha sido daí que a princesa Xerazade tenha tirado a idéia para relatar o primeiro conto de Aladin e de todos os outros contos sobre gênios que ela relatou. Os Djinn, segundo historiadores, eram seres que amavam o calor e dependiam do fogo. 

Djinns na cultura ocidental

Os jinns deram o ar de sua graça em produções ocidentais para cinema e TV e que não tinham necessariamente o mundo árabe como tema, como no caso dos vários filmes e desenhos como “Aladim” e Shazzan. Quem não se lembra do famoso “I Dream of Jeannie” (“Jeannie é um Gênio”, no Brasil), onde a protagonista Jeannie, interpretada pela bela Barbara Eden, é uma jinn que vive dentro de uma garrafa sob os cuidados de um escrupuloso oficial da USAF. Em pelo menos dois episódios da série Supernatural, os irmãos Winchester enfrentam jinns: 2×20 e 6×01. Pra quem gostou da versão diabólica dos jinns, há o excelente filme O Mestre dos Desejos. (Wishmaster) .

Glass Djinn

A Dama de Vermelho

sábado, Fevereiro 6th, 2010

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Esta lenda conhecida em todo o mundo fala de jovem casal que estava muito feliz por estar podendo realizar todos os seus sonhos.
Já moravam juntos há pouco tempo, tinham um pequeno filho de seis meses de idade, e tinham acabado de se mudar para um apartamento que almejavam. Uma tarde de final de semana, o casal depois de brincar com o bebê, acabou adormecendo.
O bebê acordou e saiu engatinhando pela casa. Foi engatinhando até a sacada do apartamento, passou pelos buracos da grade de proteção e caiu do quarto andar. O casal foi acordado pelos vizinhos e ficou, obviamente, transtornado com o fato.
Eles acabaram indo embora dali, pois não conseguiam mais viver em paz naquele apartamento. No dia em que a mudança foi toda retirada, a pobre mãe, que havia perdido seu filho de forma tão cruel, estava sozinha. Já era noite, quando no alto de seu desespero ela falou que faria qualquer coisa para ter seu filho de volta. Ela acabou dormindo no chão da sala vazia, mas foi acordada por uma voz que falava com ela. Assustada ela se levantou do chão e viu uma mulher vestida de vermelho. A mulher falou que poderia trazer o bebê de volta, em troca de um favor. A mãe teria que matar um criança da mesma idade do seu filho e oferece-la para a mulher de vermelho. No desespero de mãe, ela acabou fazendo isso e tendo o seu bebê de volta. A mulher de vermelho devolveu o bebê vivo para os braços da mãe. O único inconveniente e que o bebê foi devolvido no mesmo estado em que se encontrava depois de todo o tempo enterrado. O bebe se transformou em algo sobrenatural, era uma massa deformada em carne viva.
A Dama de Vermelho possui várias lendas, essa é apenas uma delas.
Em outra conta que ela é uma mulher muito bonita que seduz festeiros na quarta-feira de cinzas. Um também bastante comum diz que a Dama de Vermelho costuma aparecer nesses postos de estradas. Ela seduz os caminhoneiros, e eles e seus caminhões somem do mapa. Dizem que a Dama de Vermelho é na verdade Lilith e pode ser invocada em determinados locais. Aquele que a invoca ganha o direito a uma desejo em troca de um favor, embora esses desejos nunca saiam como a pessoa espera. É tipo uma “pegadinha do Malandro”. Como aconteceu com a mulher que perdeu o filho, ela teve o filho de volta, mas não era bem do jeito que ela imaginava.

 

 

A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça

segunda-feira, Fevereiro 1st, 2010

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Cavaleiro sem Cabeça (Gan Ceann), ou Durahan (do irlandês Dullahan) é uma aterrorizante criatura lendária e imortal, geralmente vista sem cabeça cavalgando um cavalo negro (também sem cabeça) e levando a própria cabeça em um braço.
Dizem que a cabeça é putrefata, e a cor e a consistência é a mesma de um queijo mofado. Ela emite um estranho brilho, e serve de lanterna para iluminar o seu caminho. Os seus olhos são enormes e constantemente sombrios, e a sua boca exibe constantemente um sorriso hediondo que toca ambos os lados do rosto. O Durahan possui ainda um chicote que é feito com a coluna de um cadáver humano.
Às vezes ele é visto montando somente um cavalo preto, que galopa sem cabeça durante a noite, espalhando o terror em seu rastro. Em outras vezes, ele aparece em uma carruagem puxada por seis cavalos negros. Ela é iluminado com velas e feita de caixões, pedras de túmulos e ossos humanos. A carruagem viaja tão rápido que o atrito dos cascos dos cavalos é são ditos incendiarem as cercas ao longo dos lados da estrada.
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Dizem que no momento em que o seu cavalo pára de correr, um ser humano morre. Não há nenhuma maneira de barrar a cavalgada de um Durahan. Todas as fechaduras e portas se abrem automaticamente quando ele se aproxima. Se você ouvi-lo chamar o seu nome, certamente a morte cairá sobre você. WJ Fitzpatrick, um contador de histórias das Montanhas Mourne em County Down, relata:

Eu mesmo vi o Durahan, parando no alto da colina entre Bryansford e Moneyscalp tarde da noite, quando o sol estava se pondo. Ele levantou a sua própria cabeça em sua mão e ouvi-lo chamar um nome. Eu coloquei minha mão em meus ouvidos, caso o nome fosse o meu, então eu não podia ouvir ele dizê-lo. Quando olhei novamente, ele tinha ido embora. Mas pouco tempo depois, houve um grave acidente de carro nessa mesma colina e um jovem morreu. Tinha sido o seu nome que o Durahan estava chamando. “

Além de tudo isso, ele não gosta de ser observado enquanto atua, e joga uma bacia de sangue em todos aqueles que se atrevem a fazê-lo (sendo isso muitas vezes um sinal de que esses estão entre os próximos a morrer), ou ataca os olhos dos observadores com seu chicote. No entanto, o Durahan se assusta com ouro, e até mesmo um único alfinete de ouro pode afastá-lo. O conto de County Galway relata:

Um homem estava a caminho de casa ao entardecer, entre Roundstone e Ballyconneely. Estava ficando escuro e, de repente, ele ouviu o som de cascos de cavalo batendo ao longo da estrada atrás dele. Ao olhar em volta, ele viu o Durahan em seu cavalo, cavalgando em direção a ele com uma velocidade razoável. Após um grito, ele começou a correr, mas a coisa veio atrás dele, e ficando colado nele o tempo todo. Na verdade, teria ultrapassado-o e levado-o para longe se não tivesse caído na estrada um alfinete de ouro das pregas de sua camisa. Houve um rugido no ar acima dele e, quando ele olhou novamente, o Durahan tinha ido embora. “

As origens do mito do Durahan não são conhecidas com certeza, mas acredita-se que ele seja a encarnação de um deus antigo celta, Crom Dubh. Crom Dubh era adorado pelo rei pré-histórico, Tighermas, que governou a Irlanda cerca de 1500 anos atrás e que legitimou o sacrifício humano para os ídolos pagãos. Sendo um deus da fertilidade, Crom Dubh exigiua vidas humanas a cada ano, sendo a decapitação o método favorito de sacrifício.
A adoração à Crom continuou na Irlanda até o século VI, quando missionários cristãos chegaram da Escócia. Eles denunciaram toda essa adoração e sob a sua influência, as velhas religiões sacrificiais da Irlanda começaram a perder sua força. No entanto, Crom Dubh não podia renegar a sua cota anual de almas, e então teria assumido uma forma física que se tornou conhecida como o Durahan ou “far dorocha” (que significa homem negro), a personificação tangível da morte.
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