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Archive for Janeiro, 2010

Castor & Pólux

quinta-feira, Janeiro 7th, 2010

Signo-de-Gemeos

 

Castor e P√≥lux eram filhos de Leda e do cisne sob cujo disfarce Zeus (J√ļpiter) se escondeu. Leda deu nascimento a um ovo, que produziu os dois g√™meos. Helena, t√£o famosa devido √† Guerra de Tr√≥ia, era sua irm√£. Quando Teseu e seu amigo P√≠rito raptaram Helena, em Esparta, os jovens her√≥is Castor e P√≥lux sa√≠ram, imediatamente, com seus sequazes para libert√°-la. Teseu n√£o se encontrava na √Ātica e os g√™meos recuperaram a irm√£. Castor era famoso como domador de cavalos e cavaleiro e P√≥lux, como lutador. Eram unidos por ardente afei√ß√£o e insepar√°veis em todos os seus feitos.
Acompanharam a expedi√ß√£o dos Argonautas. Durante a viagem, irrompeu uma tempestade e Orfeu invocou os deuses da Samotr√°cia, tocando sua harpa. A tempestade cessou, ent√£o, e apareceram estrelas sobre a cabe√ßa dos g√™meos. Devido a isso, Castor e P√≥lux passaram depois a ser considerados as divindades protetoras dos marinheiros e viajantes, e as chamas que, conforme o estado da atmosfera, costumam aparecer em torno das velas e dos mastros das embarca√ß√Ķes receberam seus nomes. Depois da expedi√ß√£o dos Argonautas, encontramos Castor e P√≥lux empenhados numa guerra com Idas e Linceus. Castor foi morto e P√≥lux, inconsol√°vel com a perda do irm√£o, pediu a J√ļpiter que lhe permitisse oferecer a sua pr√≥pria vida pela do outro. J√ļpiter consentiu que os dois irm√£os vivessem alternadamente, passando um dia na terra e outro na morada celestial. Segundo outra vers√£o, J√ļpiter recompensou a afei√ß√£o dos irm√£os, colocando-os entre as estrelas, como Gemini, os G√™meos. Os dois receberam honras divinas sob o nome de Dioscuros (filhos de Jove). Acreditava-se que apareciam, √†s vezes mais tarde, participando de combates, de um ou outro lado, cavalgando magn√≠ficos cavalos brancos. Na hist√≥ria dos primeiros tempos de Roma, por exemplo, dizia-se que eles ajudaram os romanos na batalha do Lago Regilo, e, depois da vit√≥ria, foi erguido um templo em sua honra, no local onde apareceram.
Macaulay, em seus “Cantos da Roma Antiga”, assim se refere √† lenda:
“T√£o semelhantes eram, que os mortais¬†

Um do outro jamais distinguiriam. 

Tinham armaduras brancas como a neve 

E brancos como a neve os seus corcéis. 

Jamais forjas terrenas fabricaram 

Tão brilhante armadura, ou em terrena 

Fonte a sede matou corcel tão belo. 
Volta em triunfo o chefe, que nas provas 
Incertas do combate sempre vira 
O calor dos irmãos inseparáveis. 
Volta o navio ao porto, em segurança, 
Desafiando o mar e as tempestades 
Que a bordo estavam os poderosos g√™meos.”
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Yatagarasu

s√°bado, Janeiro 2nd, 2010

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O Yatagarasu (em japon√™s ŚÖę Śíę šĻĆ, Yata “grande tamanho” e Karasu “corvo”) √© um corvo de tr√™s patas e um dos mais antigos s√≠mbolos da mitologia japonesa. O aparecimento de Yatagarasu √© interpretado como evid√™ncia da vontade do C√©u ou da interven√ß√£o divina nos assuntos humanos. Aves de tr√™s patas (ou ” tripedal”) s√£o criaturas encontradas em v√°rias mitologias e artes da √Āsia, √Āsia Menor e do Norte da Africa e acredita-se que elas representam o sol.

De acordo com a lenda, este pássaro lendário teria sido enviado dos céus pela deusa Amaterasu, com o papel de guiar o imperador Jimmu em sua trajetória até a província de Yamato, onde seria estabelecido o primeiro governo da nação. Devido a essa história, Yatagarasu é conhecido como o animal que dirige a vitória. Foi precisamente por este motivo que foi elegido como o símbolo do futebol japonês. O corvo do escudo da Associação de Futebol estende uma de suas asas e com uma de suas três patas domina uma bola. Ele expressa agilidade e força e as cores que traz consigo(amarelo e vermelho) simbolizam o sol.

 

Existe ainda uma outra história, onde a deusa Amaterasu é ameaçada por um monstro terrível. As pessoas clamavam por um salvador que fosse capaz de matar a fera. E assim, um grande corvo de três patas veio e derrotou o monstro. A vida de Amaterasu foi salva pelo seu guardião, o corvo Yatagarasu .

√Č geralmente aceito que Yatagarasu √© uma encarna√ß√£o de Taketsunimi no Mikoto, fundador do cl√£ Kamo-Agatanushi,¬†mas nenhum dos primeiros registros documentais sobreviventes √© t√£o espec√≠fico sobre essa quest√£o. A deusa xinto√≠sta¬†Amaterasutamb√©m foi dita ser capaz de se transformar em um corvo (ou o corvo se transforma em deusa ) e a adora√ß√£o √† Amaterasu √© descrita como ” o culto do sol.”

O Yatagarasu foi citado inicialmente em duas fontes japonesas, o Nihon Shoki (śó•śú¨ šĻ¶ Áļ™) e o Kojiki (ŚŹ§ šļč Ťģį) . No entanto, nestas e noutras fontes prim√°rias n√£o h√° qualquer men√ß√£o quando ao n√ļmero de pernas que ele possui. Esta parece ter sido uma adi√ß√£o posterior ao mito, mas n√£o est√° claro quando isso aconteceu.¬†Yatagarasu pode ser visto em uma s√©rie de itens do Jap√£o pr√© e p√≥s-guerra.¬†No Jap√£o, encontra-se tamb√©m em v√°rios itens de guerras, como medalhas ao m√©rito.

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Gashadokuro

s√°bado, Janeiro 2nd, 2010

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Na mitologia japonesa,¬†Gashadokuro¬†(„ĀĆ„Āó„āÉ „Ā©„ĀŹ„āć), tamb√©m conhecido como¬†Odokuro,¬†√© um esqueleto gigante, e √© um dos muitos esp√≠ritos perigosos que s√£o ditos assombrarem os vivos. ¬†Ele √© criado a partir da¬†reuni√£o de v√°rias almas de pessoas que morreram de fome.
Segundo a lenda, um Gashadokuro possui a forma de um esqueleto, que é muito maior do que qualquer ser humano normal (no mínimo quinze vezes mais alto do que um ser humano médio). Ele está condenado a passar a eternamente faminto, sendo incapaz de comer em sua forma amaldiçoada.
Ele vagueia durante a noite, rangendo os dentes e fazendo um som parecido com um sino. O esqueleto gigante √© t√£o elevado acima do solo e anda t√£o baixo que ele pode ser quase invis√≠vel. A √ļnica advert√™ncia que a v√≠tima recebe quando o Gashadokuro est√° pr√≥ximo dela √© um toque estranho e inexplic√°vel em seus ouvidos.¬†Se o Gashadokuro encontra um ser humano, ele vai agarr√°-lo. Em seguida, ele vai¬†morder sua cabe√ßa e arranc√°-la fora com seus dentes gigantes, e ent√£o¬†ir√° sugar o sangue de seu corpo at√© a sua sede ser saciada.
Numa hist√≥ria famosa sobre o mito, um homem estava fora nos campos uma noite, quando ouviu uma voz estranha reclamando sobre uma dor em seu olho. Na parte da manh√£, o homem localizou o cr√Ęnio de um Gashadokuro castigado pelo tempo, e foi capaz de apazigu√°-lo, retirando os brotos de bambu que haviam crescido atrav√©s de sua cavidade ocular e deixando uma tigela de arroz cozido seco como uma oferenda.
Na cultura popular
  • Na s√©rie¬†Ninja Sentai Kakuranger¬†, Gashadokuro √© um dos principais vil√Ķes . Ele aparece em Mighty Morphin Power Rangers , Mighty Morphin Alien Rangers e Power Rangers Zeo como ” Rito Revolto ” .
  • No jogo da Squaresoft¬†Chrono Trigger, h√° um chefe gashadokuro chamado Zombor .
  • Em¬†Castlevania 64, o primeiro chefe √© um gashadokuro .

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Shadow Man

sexta-feira, Janeiro 1st, 2010

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O¬†Shadow Man¬†(Homem Sombra) √© conhecido em algumas regi√Ķes como o “homem da capa preta” e no Brasil costuma tamb√©m ser chamado de “exu”, sendo que em alguns casos ele √© um ser neutro entre o bem e o mal e √© guardi√£o de cemit√©rios e portas sagradas. H√° relatos de pessoas que o viram em cemit√©rios durante enterros de parentes ou amigos, sendo que essa figura aparecia ao longe dando quase a impress√£o de ser um desenho animado ou uma produ√ß√£o cinematogr√°fica de t√£o surpreendente.
Vultos de homens vestidos de preto usando chap√©us, e que em algumas vezes tamb√©m s√£o vistos de capa, parecendo-se com sombras, fazem parte de um fen√īmeno sobrenatural j√° relatado por indiv√≠duos ao redor do mundo.
Quem o viu de perto, em in√ļmeros casos, o descreve com mais de 2m de altura, com um olhar mortal e sem express√£o. A maioria destes relatos os descrevem tamb√©m como silhuetas negras de seres humanoides, sendo que em alguns avistamentos est√£o “sem rosto”, ou com uma face parecida com a de bonecos de cera, p√°lidos e sem express√£o.¬†Tamb√©m existem coment√°rios de que seus olhos, quando os possuem, s√£o vermelhos, cor de fogo ou amarelados. Em outras situa√ß√Ķes dizem que n√£o possuem massa, variando sua forma entre o bidimensional a formas vaporosas e errantes.
Seus movimentos s√£o geralmente descritos como sendo muito, ou extremamente r√°pidos e sem coordena√ß√£o, ou mesmo do tipo “gelatinoso‚ÄĚ, pois em alguns relatos constam que eles se movem lentamente como um tipo de geleia ou l√≠quido viscoso e ent√£o rapidamente ‚Äúvoam‚ÄĚ para outra parte do ambiente. Alguns relatos afirmam que estes vultos movem-se no que parece ser uma dan√ßa, que geralmente envolve ir de uma parede a outra em movimentos muito r√°pidos.
Observadores destes supostos seres costumam relatar que eles são percebidos primeiro através da visão periférica e que quando percebem que o contato direto foi estabelecido rapidamente desintegram-se ou fogem do campo de foco do observador. Mesmo assim, uma grande parte dos relatos também afirma que estes seres aparecem no foco central da visão humana, aparecendo muito perto do observador e permanecendo por muitos segundos antes de desaparecerem.
Alguns indivíduos já afirmaram terem sido ameaçados, perseguidos ou mesmo (muito raramente) terem sido vítimas de violência física e mesmo sexual, supostamente causadas por estas estranhas criaturas.
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Estes avistamentos v√™m sendo relatados no mundo todo desde tempos muito antigos. S√£o t√≥picos frequentes em programas de r√°dio, revistas e jornais com tem√°tica espiritualista e durante os anos 90 o assunto recebeu uma grande aten√ß√£o da m√≠dia especializada. O termo ‚Äúhomem sombra‚ÄĚ foi cunhado, possivelmente, em 1953 no programa de r√°dio americano ‚ÄúSal√£o do Fant√°stico‚ÄĚ. Ainda assim, relatos de seres que se encaixam na descri√ß√£o de ‚ÄúHomens Sombra‚ÄĚ est√£o gravados na literatura j√° ha s√©culos.
Os relatos mais consistentes descrevem um sentimento de pavor associado √† presen√ßa do fen√īmeno e tamb√©m que os animais reagem √† apari√ß√£o com medo e hostilidade.
Estes ‚Äúseres das sombras‚ÄĚ s√£o conhecidos por moverem-se com grande velocidade e por terem a capacidade de atravessar a mat√©ria s√≥lida. Suas formas s√£o descritas como n√£o dotadas de tra√ßos humanos gen√©ricos, mas apenas apresentando a silhueta de uma pessoa alta e magra. Estes seres tamb√©m s√£o conhecidos por aparecerem algumas vezes em reflexos no espelho, em quartos durante a noite, e em ruas escuras e desertas, geralmente em locais afastados.
Sua verdadeira ess√™ncia √© discutida de acordo com a cren√ßa de cada religi√£o. Alguns dizem que ele √© o pr√≥prio dem√īnio que vem atormentar determinadas pessoas, os esp√≠ritas dizem que ele √© um esp√≠rito errante que est√° preso na terra com o objetivo de cumprir uma miss√£o espec√≠fica e desconhecida por n√≥s, e outros dizem que ele √© de outra dimens√£o, paralela √† nossa.
Qual seria a verdade? Isso realmente ninguém sabe, mas o que é notório é a sua visita às altas horas da noite e da madrugada, pegando de surpresa os menos avisados, gerando terror e pavor a todos aqueles que veem sua presença.

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