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Archive for Janeiro, 2009

Tiamat

domingo, Janeiro 11th, 2009

Tiamat

 

Tiamat é uma deusa das mitologias babilônica e suméria. Na maioria das vezes, Tiamat é descrita como uma serpente marinha ou um dragão, mas nenhum texto foi encontrado nos quais contenham uma associação clara com essas criaturas.
No Enuma Elish, sua descrição física contém uma cauda (rabo), coxas, orgãos sexuais, abdômen, tórax, pescoço e cabeça, olhos, narinas, boca e lábios. E por dentro coração, artérias e sangue.
Contudo, há uma etimologia semita que pode ajudar a explicar por que Tiamat é descrita como uma serpente. No mito fragmentado “Astarte e o Tributo do Mar” no inglês Astarte and the Tribute of the Sea, há uma menção de “Ta-yam-t” o que parece ser uma referência de uma serpente (*Ta – *Tan) marítima (*Yam). Se tal etimologia estiver correta irá explicar a conexão entre Tiamat e Lotan (Lo-tan, Leviathan).
Apesar de o Enuma Elish descrever que Tiamat deu à luz dragões e serpentes, são incluídos entre eles uma grande lista de monstros como homens escorpiões e as sereias. Porém, nenhum texto diz que eles se parecem com a mãe ou se limitam a criaturas aquáticas.
Inicialmente, quando o mundo cultuava divindades femininas com suas várias faces, Tiamat era adorada como a mãe dos elementos. Tiamat foi responsável pela criação de tudo que existe. Os deuses eram seus filhos, netos e bisnetos.
Mitologia:
O Deus Ea (Enki – Eä), acreditava que Apsu se elevou, com o caos que eles criaram, e estavam planejando assassinar os deuses mais novos; e então Ea o matou. Isso enraiveceu Kingu – filho de Tiamat e Apsu – o qual reportou o fato a Tiamat, que criou mais monstros para batalhar contra os deuses. Tiamat possuía as Tábuas do Destino e na batalha decisiva ela as deu a Kingu, o qual era seu filho e líder dos exércitos de Tiamat. Os deuses ficaram desesperados, mas Marduk (Anu – filho de Eä) fez uma promessa de que seria reverenciado como “Rei dos Deuses”. Ele batalhou contra Tiamat, armado com flechas do Vento, uma rede, um cajado e sua Lança Invencível.

E o senhor prevaleceu sobre o corpo machucado de Tiamat
E com seu cruel cajado esmagou sua cabeça
Ele cortou as veias por onde passavam seu sangue
E fez o vento do norte correr por lugares secretos
Cortando Tiamat ao meio, fez de seu tórax o vácuo entre o céu e a terra. Seus olhos de lágrimas se tornaram a fonte do Rio Eufrates e Tigre. Com a permissão dos outros deuses eles tomaram as Tábuas do Destino de Kingu, instalando-se como os cabeças dos Templos Babilônicos. Kingu foi capturado e posteriormente assassinado, e seu sangue vermelho foi misturado com a terra vermelha criada do corpo de Tiamat, para então formar o corpo da humanidade. Criado para agir como servos dos deuses mais novos Igigi.
Na mitologia babilônica a morte de Tiamat pelo deus Marduk, que divide seu corpo em dois, é considerada um grande exemplo de como correu a mudança de poder do matriarcado ao patriarcado: “Tiamat, a Deusa Dragão do Caos e das Trevas, é combatida por Marduk, deus da Justiça e da Luz. Isto indica a mudança do matriarcado para o patriarcado que obviamente ocorreu”. A mitologia grega também apresenta Apolo matando Píton, e dividindo seu corpo em dois, como uma ação necessária para se tornar dono do oráculo de Delfos.
Takhisis-e-Fizban

Eguns

sexta-feira, Janeiro 9th, 2009
Os Eguns, Egunguns (do iorubá egúngún, “espírito de ancestral”), ou Babás (“pais”, em iorubá) são espíritos ancestrais especialmente preparados para serem invocados e materializados, homenageados em um culto do candomblé completamente separado das casas de Orixá.
Na Bahia, há duas dessas sociedades de Egungum, cujo tronco comum remonta ao tempo da escravatura: Ilê Agboulá, a mais antiga, em Ponta de Areia, e outra mais recente e ramificação da primeira, o Ilê Oyá, ambas em Itaparica, Bahia.
O objetivo do culto é tornar visível os espíritos dos ancestrais, agindo como uma ponte, um veículo, um elo entre os vivos e seus antepassados. Ao mesmo tempo, mantém a continuidade entre a vida e a morte e um estrito controle das relações entre os vivos e mortos, estabelecendo uma distinção bem clara entre os dois mundos: o dos vivos e o dos mortos.
O egum é a morte que volta à terra em forma espiritual e visível aos olhos dos vivos. Ele “nasce” através de ritos que sua comunidade elabora e pelas mãos dos Ojé (sacerdotes) munidos de um instrumento invocatório, um bastão chamado ixã, que, quando tocado na terra por três vezes e acompanhado de palavras e gestos rituais, faz com que a “morte se torne vida”, e o egungum ancestral fique de novo “vivo”.
A aparição dos eguns é cercada de mistério, diferente do culto aos orixás, em que o transe acontece durante as cerimônias públicas, perante olhares profanos, fiéis e iniciados. O egungum simplesmente surge no salão, causando impacto visual e usando a surpresa como rito. Apresenta-se totalmente coberto por uma roupa de tiras multicoloridas, que não permite ver nenhum vestígio do que está sob a roupa.
O egum fala com uma voz gutural inumana, rouca, ou às vezes aguda, metálica e estridente chamada de séègí ou sé, relacionada com a voz do macaco chamado ijimerê na Nigéria. Os eguns e a assistência não devem tocar-se, pois a pessoa que for tocada por Egum se tornará um “assombrado”, e o perigo a rondará. Terá de passar por vários ritos de purificação para afastar os perigos de doença ou, talvez, a própria morte. Todos os mariwo usam o ixã, no lugar das mãos, para controlar a “morte”, ali representada pelos eguns, até mesmo os sacerdotes mais qualificados, como os ojé atokun, que invocam, guiam e zelam por um ou mais eguns.

Egum-Agbá

Os Egum-agbá (anciões), também chamados de Babá-egum (pais), são eguns que já tiveram os seus ritos completos e permitem, por isso, que suas roupas sejam mais completas e suas vozes sejam liberadas para que eles possam conversar com os vivos. A roupa, chamada eku na Nigéria e opá na Bahia, é sagrada e nenhum humano pode tocá-la. Divide-se em três partes:
  • o abalá, uma armação quadrada ou redonda, como se fosse um chapéu que cobre totalmente a extremidade superior do Babá, e da qual caem várias tiras de panos coloridas, formando uma espécie de franjas ao seu redor;
  • o kafô, uma túnica de mangas que acabam em luvas, e pernas que acabam igualmente em sapatos;
  • o banté, que é uma tira de pano especial presa no kafô, individualmente decorada, que identifica o Babá. Acredita-se que sob as tiras de pano encontra-se um ancestral conhecido ou, se ele não é reconhecível, qualquer coisa associada à morte. Neste último caso, o egungum representa ancestrais coletivos que simbolizam conceitos morais e são os mais respeitados e temidos, guardiães que são da ética e da disciplina moral do grupo.
Os apaaraká são eguns mudos e suas roupas são as mais simples: não têm tiras, abalá ou banté e parecem um quadro de pano com duas telas, uma na frente e outra atrás. Esses eguns ainda estão em processo de elaboração para alcançar o status de Babá; são travessos e imprevisíveis, assustam e causam terror ao povo.
Os mortos do sexo feminino recebem o nome de Iyami Agbá (“minha mãe anciã”), mas não são cultuados individualmente. Sua energia como ancestral é aglutinada de forma coletiva e representada por Iyami Oxorongá, chamada também de Iá Nlá, a grande mãe.
Eguns na Umbanda 
Na Umbanda, eguns são todos os espíritos que tiveram vida humana e desencarnaram, em contraposição aos Orixás que são forças da natureza. Caboclos, pretos-velhos, crianças e exus, são eguns. Também os quiumbas são eguns, tidos como negativos e atrasados na escala de evolução espiritual, que por vezes, se fazem passar por outras entidades, normalmente exus.
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A Expressão

sexta-feira, Janeiro 2nd, 2009

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Em junho de 1972, uma mulher apareceu no hospital CedarSenai, Com nada mais que longas vestes brancas cobertas de sangue. Isso, por si só, não deveria ser tão surpreendente como muitas vezes as pessoas têm acidentes nas proximidades e vão para o hospital mais próximo para atendimento médico. Mas havia duas coisas que causaram as pessoas que a viram Náuseas e Terror.

A primeira é que ela não era exatamente “humana”. Ela parecia algo próximo a um manequim, mas teve a destreza e fluidez de um ser humano normal. Seu rosto era tão perfeito como um manequim, desprovidos de sobrancelhas e coberto de algo como maquiagem.

Ela tinha grandes presas entre os dentes, às mandíbulas presas tão artificialmente e firmemente em torno, de não poder ser visto o resto dos dentes. O sangue ainda estava esguichando sobre seu vestido e escorria para o chão. Ela, então, puxou o sangue para fora da boca, jogou-o de lado e entrou em colapso.

A partir do momento em que ela atravessou a entrada ela foi

Levada para um quarto do hospital limpo antes de ser preparada para a sedação, ela estava completamente calma, inexpressiva e imóvel. Os médicos acharam melhor para contê-la esperar até que as autoridades chegassem e ela não protestou. Eles não foram capazes de obter qualquer tipo de resposta dela e a maioria dos membros da equipe se sentia muito desconfortável de olhar diretamente para ela por mais de alguns segundos.

Mas no segundo dia, que equipe tentou sedá-la, ela lutou com força extrema. Dois membros do pessoal tiveram que segurá-la, foi quando seu corpo se levantou na cama com aquela expressão, em branco. Ela virou os olhos sem emoção para o médico do sexo masculino e fez algo incomum. Ela sorriu. Quando ela fez, a médica gritou e ficou completamente em choque. Na boca da mulher não eram dentes humanos, mas longos, com pontas afiadas. Muito longos para a sua boca para fechar completamente sem causar nenhum dano…

O médico olhou para ela por um momento antes de perguntar

“Que diabos é você?”

Ela rachou o pescoço até os ombros para observá-lo, ainda sorrindo. Houve uma longa pausa, a segurança foi alertada e pôde ser ouvido vindo pelo corredor. Quando ela ouviu, ela disparou para frente, afundando seus dentes na frente da garganta do medico, rasgando a sua jugular e deixando o cair no chão, caiu asfixiado quando se engasgou com seu próprio sangue.

Ela se levantou e se inclinou sobre ele, o rosto chegando perigosamente perto de seu rosto quando a vida desapareceu de seus olhos. Ela se aproximou e sussurrou em seu ouvido.

“I… am … God …” (Eu… sou… Deus…)
Os olhos da equipe cheios de medo que a observava calmamente de pé aguardando a chegada da segurança. Ela iria acabar com cada um deles um por um.

A médica que sobreviveu ao incidente deu a ela o nome de:  “A expressão”.

 

Zombies

quinta-feira, Janeiro 1st, 2009

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Entre as lendas de mortos-vivos um dos mitos mais difundidos na cultura popular é o dos zumbis ou Zombies. Segundo a lenda são seres humanos que morreram, mas por ação de um sacerdote vodu regressaram à vida e se converteram em escravos dessas pessoas.

Para criar um zumbi, um bokor (sacerdote ou sacerdotisa) rouba o ti bon ange (alma menor). Este roubo é feito mediante técnicas de magia negra quando a pessoa está morrendo, e imediatamente depois de morrer. O ti bon ange é conservado em uma garrafa pelo ladrão, que a partir desse momento tem o controle do corpo da pessoa morta, esta carece de pensamento e controle autônomo, de modo que pode ser manejada como um escravo total e absoluto por parte do ladrão. Existe também o “astral”, que é uma energia proveniente da alma humana, e que também é capturada pelo sacerdote e usada para aumentar o seu poder. O astral Zombi é normalmente mantido dentro de uma garrafa que o sacerdote pode vender aos seus clientes para dar sorte ou sucesso financeiro.

Em países onde o vodu é muito difundido religiosamente é corrente dizer que pessoas de muito sucesso têm zumbis aos seus serviços. Acredita-se que os ghede (espíritos dos mortos que usam chapéus de copa) também podem criar zumbis. Em algumas comunidades da África do Sul, acredita-se que uma pessoa morta pode ser transformada em um zumbi por uma criança pequena. É dito que a magia pode ser quebrada com um sangoma poderoso o suficiente.

Acredita-se que após um tempo, Deus tomará a alma de volta e o zumbi vai deteriorando-se, como se apodrecesse e finalmente seu corpo acabara por morrer completamente, o que torna o zumbi uma entidade física/espiritual temporária. Devido a esse fator, sempre são descritos com uma aparência que demonstra o efeito do tempo e da morte, possuindo a pele apodrecida, com um cheiro forte e horrível e normalmente perdendo partes do corpo, como dentes, dedos, etc. A lenda Vodu sobre o zumbi diz ainda que quem o alimenta com sal vai fazê-lo retornar imediatamente para o túmulo.

Embora estejam entre as menos fantásticas das criaturas lendárias, a figura dos zumbis ganhou um grande destaque mundial, se tornando extremamente popular graças ao filme de 1968 “Night of the Living Dead” de George A. Romero, que deu origem a todo um gênero de estórias de terror, que hoje já alcança praticamente todas as mídias.

Nesse tipo de estória os zumbis sempre apresentam uma mistura das suas próprias características com as de outros tipos de mortos-vivos (Principalmente ghouls) e geralmente também possuem a capacidade de criar novos zumbis a partir dos cadáveres dos humanos que eventualmente são eliminados por eles, ou mesmo infectando humanos vivos com doenças letais que convertem as pessoas em zumbis assim que elas vêm a falecer, a partir dessa linha de pensamento surge o conceito de “Apocalipse zumbi”.

Apocalipse zumbi:

É um cenário hipotético da literatura apocalíptica. Cultuado – e até mesmo aguardado – por muitas pessoas e com base na ficção científica e no terror, a expressão refere-se a uma infestação de zumbis em escala catastrófica, que rapidamente transformaria esta espécie na dominante sobre a Terra. Tais criaturas, hostis à vida humana, atacariam a civilização em proporções esmagadoras, impossíveis de serem controladas por forças militares, mesmo com os recursos atuais à disposição.

Em algumas hipóteses, vítimas de um ataque de zumbi também se transformariam nestas criaturas se sofressem uma mordida ou arranhão de um infectado. Em outras, “o vírus” pode ser transmissível através do ar. Finalmente, existe ainda o quadro mais caótico: Todo o ser humano que morre, seja lá qual for à causa, torna-se um morto-vivo. Nestes cenários, os zumbis caçam seres humanos para alimentarem-se, sua mordida causando a infecção que faz com que um sobrevivente de ataque também se torne um zumbi posteriormente. Isto rapidamente se tornaria uma infestação absolutamente incontrolável, com o pânico causado pela “Praga Zumbi” acarretando no rápido colapso do conceito de civilização como hoje a conhecemos. Em pouco tempo, a existência de vida humana no planeta seria reduzida a poucos grupos de sobreviventes – nômades ou isolados – buscando por alimento, suprimentos e lugares seguros num mundo pré-industrial, pós-apocalíptico e devastado.

O conceito, nascido na década de 1960, ganhou grande popularidade ao longo dos anos, servindo de tema para incontáveis filmes, seriados, livros, histórias em quadrinhos, videogames e outras obras de variadas mídias. Como já mencionado, há até mesmo os que acreditam na concretização de tal cenário, e preparam-se para sua suposta chegada.

 

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